-
Reações adversas cutâneas graves decorrentes de automedicação
- Voltar
Título
Reações adversas cutâneas graves decorrentes de automedicação
Tipo de documento
Resumo
Descrição
Resumo publicado no Jornal de Assistência Farmacêutica e Farmacoeconomia (JAFF)
Fonte
JAFF
Ano de publicação
2022
Referência (Vancouver)
Santos GNC, Almeida GQ, Toledo LAK, Noblat ACB, Noblat LACB. Reações adversas cutâneas graves decorrentes de automedicação. J Assist Farmac Farmacoecon. 2022;1(Suppl 2).
Identificador
2022JAFF046
Title
Severe Cutaneous Adverse Reactions Due to Self-Medication
Document type
Abstract
Description
Abstract published in the Journal of Pharmaceutical Care and Pharmacoeconomics (JAFF)
Source
JAFF
Publication year
2022
Reference (Vancouver)
Santos GNC, Almeida GQ, Toledo LAK, Noblat ACB, Noblat LACB. Reações adversas cutâneas graves decorrentes de automedicação. J Assist Farmac Farmacoecon. 2022;1(Suppl 2).
Identifier
2022JAFF046
Resumo
Introdução: As reações adversas a medicamentos (RAM) estão entre as principais causas de admissão hospitalar ao redor do mundo e causam impacto direto nos custos em saúde. As reações cutâneas graves são um grupo de reações que acometem pele, mucosa e órgãos internos, resultantes do mecanismo de hipersensibilidade do tipo IV, tardio, e incluem a síndrome de stevens-johnson (SJS), necrólise epidérmica tóxica (NET), dentre outras. São potencialmente fatais e estão associadas a vários padrões clínicos e morbidade. A automedicação é uma prática frequente na população brasileira e, é definida pela seleção e uso de medicamentos por indivíduos para tratar doenças ou sintomas auto reconhecidos. Objetivo: Descrever o perfil de reações de hipersensibilidade cutânea graves decorrentes de automedicação que levaram ao internamento hospitalar. Métodos: Estudo retrospectivo, transversal, de pacientes admitidos por RAM notificados ao Centro de Farmacovigilância de um hospital universitário no período de 2001 a 2022. Esse estudo foi aprovado pelo comitê de ética em pesquisa institucional. A análise dos dados foi realizada através de estatística descritiva com cálculo de frequência e mediana. Resultados e discussão: Foram incluídos 11 pacientes de admissão hospitalar por quadro de SJS, NET e eritema multiforme, sendo 4 crianças, 4 adultos e 2 idosos. Um idoso sofreu duas hospitalizações por RAM. É importante destacar que os extremos de idade representam fator de risco para desenvolvimento de reações adversas. A mediana de idade foi de 33 anos (3-101 anos). Quanto ao sexo, 82% (9/11) dos pacientes eram mulheres corroborando com dados prévios publicados que revelam a prática da automedicação mais comum entre o público feminino, o qual foi associado ao seu papel social. As classes terapêuticas envolvidas na reação foram: analgésicos não opioides, anti-inflamatórios não esteroidais (AINES) e antibióticos. Estudos sobre automedicação no país evidenciam resultados semelhantes e sinaliza a dipirona como o medicamento mais consumido para controle de sintomas agudos, menores e autolimitados. Os sintomas que motivaram a automedicação foram: febre, odinofagia, mal-estar inespecífico, dor aguda, hiperemia conjuntival bilateral, infecção do trato urinário e psoríase. O tempo de internamento variou de 2 a 112 dias, com mediana de 14 dias, assim como estudo e admissão por RAM realizado em hospitais de Salvador. Quanto ao desfecho, 46% (5/11) dos pacientes receberam alta hospitalar com recuperação completa da reação e 36% (4/11) em recuperação. Duas RAMs foram fatais. O risco de morte varia de acordo com a faixa etária e com a extensão do acometimento cutâneo. Conclusão: O perfil das reações de hipersensibilidade cutâneas graves decorrentes de automedicação foi semelhante ao descrito na literatura. A automedicação aumentou os gastos em saúde e esteve associada a desfechos fatais.
Notas
O registro foi originalmente publicado em português. A versão em inglês foi traduzida com o apoio de inteligência artificial.
Abstract
Introduction: Adverse drug reactions (ADRs) are among the leading causes of hospital admissions worldwide and have a direct impact on healthcare costs. Severe cutaneous reactions are a group of adverse reactions affecting the skin, mucous membranes, and internal organs, resulting from delayed-type hypersensitivity reactions, including Stevens-Johnson syndrome (SJS), toxic epidermal necrolysis (TEN), among others. These reactions are potentially fatal and are associated with various clinical patterns and morbidity. Self-medication is a common practice in the Brazilian population and is defined as the selection and use of medications by individuals to treat self-recognized diseases or symptoms. Objective: To describe the profile of severe cutaneous hypersensitivity reactions resulting from self-medication that led to hospital admission. Methods: This retrospective cross-sectional study included patients admitted for ADRs reported to the Pharmacovigilance Center of a university hospital from 2001 to 2022. The study was approved by the institutional research ethics committee. Data analysis was performed using descriptive statistics with frequency and median calculation. Results and Discussion: The study included 11 patients admitted due to SJS, TEN, and erythema multiforme, including 4 children, 4 adults, and 2 elderly individuals. One elderly patient had two hospitalizations due to ADRs. It's noteworthy that extremes of age are a risk factor for developing adverse reactions. The median age was 33 years (range: 3-101 years). Regarding gender, 82% (9/11) of the patients were female, which aligns with previous data indicating that self-medication is more common among women, associated with their societal roles. The therapeutic classes involved in the reactions were non-opioid analgesics, non-steroidal anti-inflammatory drugs (NSAIDs), and antibiotics. Studies on self-medication in the country have shown similar results, with dipyrone being the most consumed medication for controlling acute, minor, and self-limiting symptoms. Symptoms that prompted self-medication included fever, odynophagia, nonspecific malaise, acute pain, bilateral conjunctival hyperemia, urinary tract infection, and psoriasis. Hospitalization duration ranged from 2 to 112 days, with a median of 14 days, consistent with studies on ADR-related admissions in hospitals in Salvador. Regarding outcomes, 46% (5/11) of patients were discharged with complete recovery from the reaction, 36% (4/11) were recovering, and two ADRs were fatal. The risk of death varies according to age group and the extent of cutaneous involvement. Conclusion: The profile of severe cutaneous hypersensitivity reactions resulting from self-medication was similar to that described in the literature. Self-medication increased healthcare costs and was associated with fatal outcomes.
Notes
The record was originally published in Portuguese. The English version was translated with the support of artificial intelligence.