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Intervenções farmacêuticas realizadas na unidade de cardiologia de um hospital universitário
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Título
Intervenções farmacêuticas realizadas na unidade de cardiologia de um hospital universitário
Tipo de documento
Resumo
Descrição
Resumo publicado no Jornal de Assistência Farmacêutica e Farmacoeconomia (JAFF)
Fonte
JAFF
Ano de publicação
2022
Referência (Vancouver)
Sousa JS, Nogueira JS, Silva LSS, Nóbrega VG, Araújo EL. Intervenções farmacêuticas realizadas na unidade de cardiologia de um hospital universitário. J Assist Farmac Farmacoecon. 2022;1(Suppl 2).
Identificador
2022JAFF047
Title
Pharmaceutical Interventions Conducted in the Cardiology Unit of a University Hospital
Document type
Abstract
Description
Abstract published in the Journal of Pharmaceutical Care and Pharmacoeconomics (JAFF)
Source
JAFF
Publication year
2022
Reference (Vancouver)
Sousa JS, Nogueira JS, Silva LSS, Nóbrega VG, Araújo EL. Intervenções farmacêuticas realizadas na unidade de cardiologia de um hospital universitário. J Assist Farmac Farmacoecon. 2022;1(Suppl 2).
Identifier
2022JAFF047
Resumo
Introdução: No âmbito hospitalar, a polifarmácia associada a múltiplas comorbidades, especialmente as cardiovasculares, pode favorecer a ocorrência de eventos adversos clinicamente relevantes, sendo capaz de prolongar a internação, perda de função, danos permanentes ou até colocar em risco a vida do paciente. Segundo o Consenso Brasileiro de Atenção Farmacêutica, a Intervenção Farmacêutica (IF) “é um ato planejado, documentado, realizado junto ao paciente e aos profissionais de saúde, que visa resolver ou prevenir problemas que interferem ou podem interferir na farmacoterapia, sendo parte integrante do processo de acompanhamento/seguimento farmacoterapêutico”. Desse modo, a IF é uma prática fundamental na prevenção da ocorrência destes eventos. Objetivos: Descrever e avaliar o perfil e alvo das intervenções farmacêuticas em um Hospital Universitário do Estado da Bahia. Métodos: Trata-se de um estudo retrospectivo, descritivo, realizado no período de setembro de 2021 a setembro de 2022, em um Hospital Universitário (HU) de Salvador – Bahia. As IF deste estudo foram coletadas na unidade de Cardiologia do Hospital, onde possui farmacêutico clínico atuando diariamente, sendo registradas em banco de dados da Unidade de Farmácia Clínica (UFC) e mensuradas quanto ao alvo e sua aceitabilidade. Para além disso, as IF foram classificadas em corretivas, preventivas ou educativas. Os dados foram analisados através da estatística descritiva. Esse estudo foi aprovado pelo CEP sob número 4.465.789. Resultados e discussão: Foram realizadas 449 IF, que corresponde a uma média de 34,4 IF por mês. Observou-se que 65,5% foram direcionadas à equipe médica, seguido do paciente e/ou familiar (15,6%), pela equipe de enfermagem (12,7%) e outros profissionais de saúde (6,2%), corroborando assim com a literatura no qual relata que os médicos foram os profissionais mais contatados, seguidos dos enfermeiros. Em relação à aceitabilidade, 81,3% das IF foram totalmente aceitas, 9,1% aceitas parcialmente e 9,6% não aceitas, resultados semelhantes encontrados por Almeida e Andrade (2022). Com relação à classificação das IF, tem-se que 86,0% foram corretivas, 12,0% educativas e 1,9% preventivas. As IF corretivas mais frequentes foram: ajuste de dose (12,5%), substituição de medicamento mais custo efetivo (11,3%), substituição por medicamento disponível na instituição (10,8%) e suspensão do medicamento (10,3%). No que tange às IF educativas, a mais frequente foi prover informações aos profissionais de saúde com 56,1%. Em relação às educativas, prevenir reações alérgicas foi a mais frequente (66,7%). Conclusão: A importância do farmacêutico clínico na prevenção, detecção precoce e resolução dos problemas relacionados a medicamentos mostrou-se essencial. As IF foram cruciais no processo de otimização da farmacoterapia, no intuito de garantir o uso seguro e racional dos medicamentos em uma unidade de Cardiologia, prevenindo assim, eventos adversos.
Notas
O registro foi originalmente publicado em português. A versão em inglês foi traduzida com o apoio de inteligência artificial.
Abstract
Introduction: In the hospital setting, polypharmacy associated with multiple comorbidities, especially cardiovascular ones, can favor the occurrence of clinically relevant adverse events, potentially prolonging hospitalization, causing loss of function, permanent damage, or even putting the patient's life at risk. According to the Brazilian Consensus on Pharmaceutical Care, Pharmaceutical Intervention (PI) "is a planned, documented act, carried out with the patient and healthcare professionals, aiming to resolve or prevent problems that interfere or may interfere with pharmacotherapy, being an integral part of the pharmacotherapeutic follow-up process." Thus, PI is a fundamental practice in preventing the occurrence of these events. Objectives: To describe and evaluate the profile and target of pharmaceutical interventions in a University Hospital in the State of Bahia. Methods: This is a retrospective, descriptive study conducted from September 2021 to September 2022 in a University Hospital (UH) in Salvador – Bahia. The PIs in this study were collected in the Cardiology unit of the hospital, where a clinical pharmacist works daily, and were recorded in the Clinical Pharmacy Unit (CPU) database and measured for their target and acceptability. Furthermore, the PIs were classified as corrective, preventive, or educational. The data were analyzed using descriptive statistics. This study was approved by the Ethics Committee under number 4.465.789. Results and Discussion: A total of 449 PIs were performed, corresponding to an average of 34.4 PIs per month. It was observed that 65.5% were directed to the medical team, followed by the patient and/or family (15.6%), the nursing team (12.7%), and other healthcare professionals (6.2%), corroborating literature reports that physicians were the most contacted professionals, followed by nurses. Regarding acceptability, 81.3% of the PIs were fully accepted, 9.1% partially accepted, and 9.6% not accepted, with similar results found by Almeida and Andrade (2022). Regarding the classification of PIs, 86.0% were corrective, 12.0% educational, and 1.9% preventive. The most frequent corrective PIs were: dose adjustment (12.5%), substitution with a more cost-effective medication (11.3%), substitution with a medication available in the institution (10.8%), and medication suspension (10.3%). For educational PIs, the most frequent was providing information to healthcare professionals (56.1%). For preventive PIs, preventing allergic reactions was the most frequent (66.7%). Conclusion: The importance of the clinical pharmacist in the prevention, early detection, and resolution of medication-related problems proved to be essential. PIs were crucial in the process of optimizing pharmacotherapy to ensure the safe and rational use of medications in a Cardiology unit, thus preventing adverse events.
Notes
The record was originally published in Portuguese. The English version was translated with the support of artificial intelligence.