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Dapagliflozina no tratamento de pacientes com Diabetes Mellitus Tipo 2 e Doença Cardiovascular Estabelecida para pacientes mais jovens: uma Estratégia mais efetiva e com menor custo no SUSDapagliflozina no tratamento de pacientes com Diabetes Mellitus Tip
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Título
Dapagliflozina no tratamento de pacientes com Diabetes Mellitus Tipo 2 e Doença Cardiovascular Estabelecida para pacientes mais jovens: uma Estratégia mais efetiva e com menor custo no SUSDapagliflozina no tratamento de pacientes com Diabetes Mellitus Tip
Tipo de documento
Resumo
Descrição
Resumo publicado no Jornal de Assistência Farmacêutica e Farmacoeconomia (JAFF)
Fonte
JAFF
Ano de publicação
2022
Referência (Vancouver)
Silva DM, Pereira JR, Sant’Ana AEG, Lima AAN, Lemos TMAM. Dapagliflozina no tratamento de pacientes com Diabetes Mellitus Tipo 2 e Doença Cardiovascular Estabelecida para pacientes mais jovens: uma Estratégia mais efetiva e com menor custo no SUSDapagliflozina no tratamento de pacientes com Diabetes Mellitus Tip. J Assist Farmac Farmacoecon. 2022;7(Suppl 1).
Identificador
2022JAFF082
Title
Dapagliflozin in the Treatment of Younger Patients with Type 2 Diabetes Mellitus and Established Cardiovascular Disease: A More Effective and Cost-Effective Strategy in the Public Health System
Document type
Abstract
Description
Abstract published in the Journal of Pharmaceutical Care and Pharmacoeconomics (JAFF)
Source
JAFF
Publication year
2022
Reference (Vancouver)
Silva DM, Pereira JR, Sant’Ana AEG, Lima AAN, Lemos TMAM. Dapagliflozina no tratamento de pacientes com Diabetes Mellitus Tipo 2 e Doença Cardiovascular Estabelecida para pacientes mais jovens: uma Estratégia mais efetiva e com menor custo no SUSDapagliflozina no tratamento de pacientes com Diabetes Mellitus Tip. J Assist Farmac Farmacoecon. 2022;7(Suppl 1).
Identifier
2022JAFF082
Resumo
Introdução: Os inibidores de cotransportador sódio-glicose do tipo 2 (iSGLT2) têm sido recomendados como terapia de escolha para os pacientes com diabetes mellitus tipo 2 (DM2) e doença cardiovascular estabelecida (DCV) ou risco de DCV por diversas agências internacionais de tecnologia de saúde e hoje estão listados como medicamento essencial pela Organização Mundial de Saúde (OMS). No Sistema Único de Saúde (SUS) apenas os pacientes com idade ≥65 anos, fora do alvo glicêmico após uso de sulfonilureia e DCV têm acesso à dapagliflozina, iSGLT2 disponível no SUS. Objetivo: Investigar os custos e benefícios da adição de dapagliflozina à terapia padrão em pacientes com DM2 e DCV que necessitam de segunda intensificação de tratamento e tenham idade entre 18 e 64 anos, sob a perspectiva do Sistema Único de Saúde (SUS). Método: O modelo utilizado consiste no Cardiff T2DM Model, um modelo econômico de microssimulação validado e utilizado internacionalmente. O horizonte temporal foi de 40 anos incluindo desfechos macro e microvasculares. Cada ciclo teve duração de 6 meses e a taxa de desconto foi de 5% ao ano. Os custos de medicamentos foram retirados do Banco de Preços em Saúde, os custos dos eventos macro ou microvasculares foram estimados a partir das bases de dados do DATASUS, publicações científicas ou estimativas de microcusteio. Os parâmetros clínicos basais foram obtidos da Pesquisa Nacional de Saúde 2013 (PNS). Os parâmetros de efetividade foram extraídos do estudo DECLARE e os parâmetros de utilidade foram obtidos da literatura nacional. Resultados: O modelo de custo-efetividade identificou, no seguimento de 40 anos, uma incidência menor de DRC (Doença Renal Crônica) terminal e hospitalizações por Insuficiência cardíaca (IC) no grupo dapagliflozina, comparado ao grupo controle, sem diferença substancial nos outros desfechos. O tratamento com dapagliflozina resultou em 12,11 anos de vida e 4,99 QALYs, comparados a 11,90 anos de vida e 4,85 QALYs no grupo controle (um ganho incremental de 0,15 QALYs e 0,22 anos de vida por paciente). O custo total do tratamento no grupo utilizando dapagliflozina foi R$ 51.992,43, enquanto no grupo controle houve um custo total de R$ 52.688,53, uma redução de custos de R$ 696,10 por paciente com o uso de dapagliflozina. As maiores diferenças foram observadas na redução do custo com a DRC (-R$ 7.104,57) e custo incremental com medicamentos (R$ 6.091,85). A tecnologia foi considerada dominante, pois esteve associada a mais qualidade de vida, com menor custo incremental. Na análise de sensibilidade probabilística considerando o limiar de 1 PIB per capita, dapagliflozina foi considerada custo-efetiva em 93,4% das simulações. Conclusão: Ampliar o acesso à dapagliflozina para pacientes <65 anos e com DCV esteve associada a maior qualidade de vida e sobrevida e menores custos para o SUS, reforçando ser uma medida custo-efetiva com grande impacto clínico e econômico para a população e sociedade.
Notas
O registro foi originalmente publicado em português. A versão em inglês foi traduzida com o apoio de inteligência artificial.
Abstract
Introduction: Sodium-glucose cotransporter-2 inhibitors (SGLT2 inhibitors) have been recommended as the therapy of choice for patients with type 2 diabetes mellitus (T2DM) and established cardiovascular disease (CVD) or at risk of CVD by several international health technology agencies and are now listed as essential medicines by the World Health Organization (WHO). In the Brazilian Unified Health System (SUS), only patients aged ≥65 years, who are not at glycemic target after sulfonylurea use and have CVD, have access to dapagliflozin, the available SGLT2 inhibitor under SUS. Objective: To investigate the costs and benefits of adding dapagliflozin to standard therapy in patients with T2DM and CVD requiring second-line treatment intensification and aged between 18 and 64 years, from the perspective of the SUS. Method: The model used was the Cardiff T2DM Model, a validated and internationally used microsimulation economic model. The time horizon was 40 years, including macro and microvascular outcomes. Each cycle lasted 6 months, with a discount rate of 5% per year. Drug costs were obtained from the Health Prices Database, and costs of macro or microvascular events were estimated from DATASUS databases, scientific publications, or micro-costing estimates. Baseline clinical parameters were obtained from the 2013 National Health Survey (PNS). Effectiveness parameters were extracted from the DECLARE study, and utility parameters were sourced from national literature. Results: The cost-effectiveness model identified, over a 40-year follow-up, a lower incidence of end-stage renal disease (ESRD) and hospitalizations due to heart failure (HF) in the dapagliflozin group compared to the control group, with no substantial differences in other outcomes. Treatment with dapagliflozin resulted in 12.11 life years and 4.99 QALYs compared to 11.90 life years and 4.85 QALYs in the control group (an incremental gain of 0.15 QALYs and 0.22 life years per patient). The total cost of treatment in the dapagliflozin group was R$ 51,992.43, while in the control group, there was a total cost of R$ 52,688.53, resulting in a cost reduction of R$ 696.10 per patient with dapagliflozin use. The largest differences were observed in the reduction of costs related to ESRD (-R$ 7,104.57) and incremental medication costs (R$ 6,091.85). The technology was considered dominant as it was associated with improved quality of life and lower incremental costs. In probabilistic sensitivity analysis considering the 1 GDP per capita threshold, dapagliflozin was considered cost-effective in 93.4% of simulations. Conclusion: Expanding access to dapagliflozin for patients <65 years with CVD was associated with improved quality of life and survival and lower costs for SUS, reinforcing it as a cost-effective measure with significant clinical and economic impact for the population and society.
Notes
The record was originally published in Portuguese. The English version was translated with the support of artificial intelligence.