-
Das folhas da Mansoa hirsuta D.C BIGNONEACEAE ao desenvolvimento de um Filme anti-inflamatório para Feridas, associado à Fração rica em triterpanos pentacíclicos (ácidos Ursólico e Oleanólico)
- Voltar
Título
Das folhas da Mansoa hirsuta D.C BIGNONEACEAE ao desenvolvimento de um Filme anti-inflamatório para Feridas, associado à Fração rica em triterpanos pentacíclicos (ácidos Ursólico e Oleanólico)
Tipo de documento
Resumo
Descrição
Resumo publicado no Jornal de Assistência Farmacêutica e Farmacoeconomia (JAFF)
Fonte
JAFF
Ano de publicação
2022
Referência (Vancouver)
Silva DM, Pereira JR, Sant’Ana AEG, Lima AAN, Lemos TMAM. Das folhas da Mansoa hirsuta D.C BIGNONEACEAE ao desenvolvimento de um Filme anti-inflamatório para Feridas, associado à Fração rica em triterpanos pentacíclicos (ácidos Ursólico e Oleanólico). J Assist Farmac Farmacoecon. 2022;7(Suppl 1).
Identificador
2022JAFF083
Title
From Mansoa hirsuta D.C BIGNONEACEAE Leaves to the Development of an Anti-inflammatory Film for Wounds, Associated with a Fraction Rich in Pentacyclic Triterpenes (Ursolic and Oleanolic Acids)
Document type
Abstract
Description
Abstract published in the Journal of Pharmaceutical Care and Pharmacoeconomics (JAFF)
Source
JAFF
Publication year
2022
Reference (Vancouver)
Silva DM, Pereira JR, Sant’Ana AEG, Lima AAN, Lemos TMAM. Das folhas da Mansoa hirsuta D.C BIGNONEACEAE ao desenvolvimento de um Filme anti-inflamatório para Feridas, associado à Fração rica em triterpanos pentacíclicos (ácidos Ursólico e Oleanólico). J Assist Farmac Farmacoecon. 2022;7(Suppl 1).
Identifier
2022JAFF083
Resumo
A Mansoa hirsuta arbusto ocorrente na região semiárida brasileira, tradicionalmente utilizada no tratamento de dores de garganta e diabetes. Avaliou-se a caracterização química, toxicidade, ações anti-inflamatórias e analgésicas para desenvolvimento de filmes de quitosana, incorporados com a Fração (MHF), para o tratamento de feridas, aprovado pelo comitê de ética de uso animal da UFRN nº 088.007/2018 e 087.008/2018. A viabilidade celular in vitro foi avaliada em células 3T3 utilizando o ensaio MTT. Em 24, 48 e 72 h, MHF não apresentou prejuízo da viabilidade celular. Para o ensaio de toxicidade aguda, uma dose única da fração foi administrada, por via oral, em camundongos Swiss, machos e fêmeas, não ocorrendo mortalidade, nem sinais detectáveis de toxicidade. Adicionalmente, no teste de toxicidade subcrônica, não foram observadas alterações toxicológicas relevantes. Os testes de campo aberto e rota-rod, modelos experimentais avaliam a toxicidade sobre o Sistema Nervoso Central (SNC), estes demostraram que MHF não alterou a atividade locomotora e comportamento dos camundongos, nem provocou alteração na coordenação motora e equilíbrio dos animais tratados. Na avaliação da atividade anti-inflamatória, a administração oral única de MHF reduziu o edema induzido por carragenina e os níveis de mieloperoxidase e diminuiu a migração de leucócitos e proteínas no modelo de bolsa de ar. Em relação à atividade antinociceptiva, registrou-se que as maiores doses reduziram a contorção abdominal em resposta à administração do ácido acético e inibiram a segunda fase do teste de formalina. Filmes foram preparados pelo método de evaporação por solvente, e caracterizados por Espectrofotometria de absorção na região do infravermelho, difração de raios X, termogravimetria, Calorimetria exploratória diferencial de varredura, microscopia eletrônica de varredura e microscopia de força atômica. Foram medidas de resistência à tração, alongamento na ruptura e espessura. Os filmes contendo MHF (CMHF) exibiram bandas características de quitosana e MHF, revelando uma mistura física de ambos. O CMHF apresentou natureza amorfa, termoestabilidade e dispersão do MHF na matriz de quitosana, resultando em uma estrutura rugosa. O tratamento de feridas in vivo Filme proposto, por sete dias mostrou uma área característica de cicatrização avançada, reepitelização, proliferação celular e formação de colágeno. Ademais, o fechamento da ferida atingiu 100% de contração após 10 dias de tratamento com modulação das interleucinas. Portanto, os resultados desse estudo sugerem um perfil anti-inflamatório e antinociceptivo, sem causar aparente efeitos tóxicos agudos ou subcrônicos, sendo uma fonte promissora a ser explorada no desenvolvimento de propostas terapêuticas para doenças que apresentem esse perfil inclusive, a Covid-19. Este trabalho gerou depósitos de Patente referente à purificação dos ácidos triterpênicos e do Filme cicatrizante, BR1020150081804 e BR1020190193883 respectivamente.
Notas
O registro foi originalmente publicado em português. A versão em inglês foi traduzida com o apoio de inteligência artificial.
Abstract
Mansoa hirsuta is a shrub found in the Brazilian semi-arid region, traditionally used to treat sore throats and diabetes. The chemical characterization, toxicity, anti-inflammatory, and analgesic actions were evaluated for the development of chitosan films incorporated with the MHF Fraction, aimed at wound treatment. The study was approved by the animal ethics committee of UFRN under numbers 088.007/2018 and 087.008/2018. In vitro cell viability was assessed using 3T3 cells with the MTT assay, showing no impairment in cell viability at 24, 48, and 72 hours post-treatment with MHF. Acute toxicity testing involved a single oral dose of the fraction in Swiss male and female mice, with no mortality or signs of toxicity observed. Subchronic toxicity evaluation also revealed no relevant toxicological changes. Open field and rotarod tests, which assess Central Nervous System (CNS) toxicity, showed that MHF did not alter locomotor activity or behavior, nor did it affect motor coordination and balance in treated animals. Regarding anti-inflammatory activity, a single oral administration of MHF reduced carrageenan-induced edema and myeloperoxidase levels, and decreased leukocyte migration and protein levels in the air pouch model. In terms of antinociceptive activity, higher doses reduced abdominal writhing in response to acetic acid administration and inhibited the second phase of the formalin test. Films were prepared using the solvent evaporation method and characterized by infrared spectroscopy, X-ray diffraction, thermogravimetry, differential scanning calorimetry, scanning electron microscopy, and atomic force microscopy. Measurements of tensile strength, elongation at break, and thickness were conducted. The films containing MHF (CMHF) exhibited characteristic bands of chitosan and MHF, indicating a physical mixture of both. CMHF showed an amorphous nature, thermal stability, and even dispersion of MHF within the chitosan matrix, resulting in a rough surface structure. In vivo wound healing treatment with the proposed film for seven days showed advanced healing characteristics, epithelialization, cellular proliferation, and collagen formation. Furthermore, wound closure reached 100% contraction after 10 days of treatment with modulation of interleukins. Therefore, the results of this study suggest an anti-inflammatory and antinociceptive profile without apparent acute or subchronic toxic effects, making it a promising source to explore in the development of therapeutic approaches for diseases exhibiting this profile, including Covid-19. This work led to patent filings related to the purification of triterpenic acids and the wound healing film, BR1020150081804 and BR1020190193883 respectively.
Notes
The record was originally published in Portuguese. The English version was translated with the support of artificial intelligence.