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Análise comparativa de custos do DIU de levonorgestrel de 52 mg (DIU-LNG 52) versus implante subdérmico de etonogestrel (IMP-ENG): perspectiva do sistema de saúde suplementar brasileiro
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Título
Análise comparativa de custos do DIU de levonorgestrel de 52 mg (DIU-LNG 52) versus implante subdérmico de etonogestrel (IMP-ENG): perspectiva do sistema de saúde suplementar brasileiro
Tipo de documento
Resumo
Descrição
Resumo apresentado no 14º Fórum Brasileiro sobre Assistência Farmacêutica e Farmacoeconomia (FAFF) e publicado no Jornal de Assistência Farmacêutica e Farmacoeconomia (JAFF)
Fonte
JAFF
Ano de publicação
2026
Referência (Vancouver)
Saad R, Rosell V, Foli D. Análise comparativa de custos do DIU de levonorgestrel de 52 mg (DIU-LNG 52) versus implante subdérmico de etonogestrel (IMP-ENG): perspectiva do sistema de saúde suplementar brasileiro. J Assist Farmac Farmacoecon. 2026;11.
Identificador
2026JAFF066
Title
Comparative Cost Analysis of the 52 mg Levonorgestrel-Releasing Intrauterine Device (LNG-IUD 52) versus Etonogestrel Subdermal Implant (ENG-Implant): Perspective of the Brazilian Private Healthcare System.
Document type
Abstract
Description
Abstract presented at the 14th Brazilian Forum on Pharmaceutical Care and Pharmacoeconomics (FAFF) and published in the Journal of Pharmaceutical Care and Pharmacoeconomics (JAFF)
Source
JAFF
Publication year
2026
Identifier
2026JAFF066
Resumo
Introdução: Os métodos contraceptivos reversíveis de longa duração (LARCs) hormonais representam alternativas eficazes para o planejamento reprodutivo, com taxas de falha inferiores a 0,2% (1). No Brasil, o DIULNG 52 e o IMPENG são as principais opções disponíveis no mercado. Apesar da eficácia contraceptiva similar, estes métodos diferem significativamente em durabilidade para contracepção: até 8 anos para DIULNG 52 (2) e até 3 anos para IMPENG (3), impactando diretamente os recursos em saúde. Objetivo: Comparar os custos anuais e cumulativos em 8 anos entre DIULNG 52 e IMPENG no sistema de saúde suplementar brasileiro. Métodos: A comparação considerou os custos diretos de aquisição dos dispositivos e procedimentos. Os preços dos dispositivos foram obtidos da tabela CMED (julho/2025) (4), utilizando o preço fábrica com ICMS 18%. Custos com procedimentos derivaram do painel DTISS da ANS de 2024 (acesso em julho/2025) (5). O cálculo dos custos totais do DIULNG 52 e IMPENG considerou, além do custo dos dispositivos, custo com inserção, remoção e, apenas para o DIULNG, ultrassom transvaginal. Para o cálculo do custo no período de 8 anos, tempo de duração do DIULNG 52 para contracepção, foram considerados para o DIULNG 52, um dispositivo, uma inserção (código DTISS – 31303293), uma remoção (31303382) e um ultrassom transvaginal (40901300). Para IMPENG, em 8 anos, foram considerados o custo com 3 dispositivos, 3 inserções (31303331) e 2 remoções (31303340). Não foram considerados outros custos anuais de consulta e ultrassom por assumirse que estes fariam parte da rotina anual de acompanhamento ginecológico independentemente do método contraceptivo escolhido. Com base no estudo da FEBRASGO sobre uso dos DIUs (6), foi estimada uma taxa de 3% de mulheres em uso de LARCs para calcular os custos de uma populaçãoalvo em uma operadora com 50.000 mulheres em idade fértil. Resultados: Preços dos dispositivos: DIULNG 52 R$ 1.208,26 e IMPENG R$ 860,85. Custos procedimentais: inserção DIULNG 52, R$ 298,72, remoção DIULNG 52, R$ 141,34, ultrassom transvaginal, R$ 78,24, inserção IMPENG, R$ 239,99. O valor de remoção do IMPENG (31303340) encontrado foi de R$ 817,57, porém por possuir um baixo volume (n = 7) decidimos utilizar o mesmo valor de inserção para remoção (R$ 239,99). No período de 8 anos, o custo total por beneficiária com DIULNG 52 foi estimado em R$ 1.726,56 e do IMPENG, R$ 3.782,50, logo, o custo anual ajustado para cada método seria de R$ 215,82 e R$ 472,81 para DIULNG 52 e IMPENG, respectivamente. Em uma operadora com 1.500 usuárias de um método ou outro o custo total em 8 anos seria de R$ 2,6 milhões para DIULNG 52 e 5,7 milhões para IMPENG. Conclusões: Embora apresente maior custo inicial, o DIULNG 52 demonstra menor custo no longo prazo devido à maior durabilidade, resultando em economia significativa para o sistema de saúde suplementar. A diferença de R$ 257 no custo anual por usuária representaria um custo adicional ajustado de R$ 385.489 por ano com IMPENG na carteira avaliada, chegando a R$ 3,1 milhões em 8 anos.
Notas
O registro foi originalmente publicado em português. A versão em inglês foi traduzida com o apoio de inteligência artificial.
Abstract
Introduction: Hormonal longacting reversible contraceptive methods (LARCs) represent effective alternatives for reproductive planning, with failure rates below 0.2% (1). In Brazil, the 52 mg levonorgestrelreleasing intrauterine device (LNGIUD 52) and the etonogestrel subdermal implant (ENGImplant) are the main options available on the market. Despite similar contraceptive effectiveness, these methods differ significantly in contraceptive duration: up to 8 years for LNGIUD 52 (2) and up to 3 years for ENGImplant (3), directly impacting healthcare resources. Objective: To compare annual and cumulative costs over 8 years between LNGIUD 52 and ENGImplant in the Brazilian private healthcare system. Methods: The comparison considered direct costs of device acquisition and procedures. Device prices were obtained from the CMED database (July 2025) (4), using the factory price with 18% ICMS. Procedure costs were obtained from the ANS DTISS panel for 2024 (accessed in July 2025) (5). Total costs for LNGIUD 52 and ENGImplant included device costs, insertion, removal, and, only for LNGIUD 52, transvaginal ultrasound. For the 8year period, corresponding to the contraceptive duration of LNGIUD 52, the following were considered: for LNGIUD 52, one device, one insertion (DTISS code 31303293), one removal (31303382), and one transvaginal ultrasound (40901300). For ENGImplant, over 8 years, costs included three devices, three insertions (31303331), and two removals (31303340). Other annual costs related to medical consultations and ultrasound examinations were not considered, assuming these would be part of routine annual gynecological followup regardless of the contraceptive method chosen. Based on the FEBRASGO study on IUD use (6), a rate of 3% of women using LARCs was estimated to calculate costs for a target population in a healthcare operator with 50,000 women of reproductive age. Results: Device prices were: LNGIUD 52, R$1,208.26, and ENGImplant, R$860.85. Procedure costs were: LNGIUD 52 insertion, R$298.72; LNGIUD 52 removal, R$141.34; transvaginal ultrasound, R$78.24; ENGImplant insertion, R$239.99. The ENGImplant removal cost (31303340) identified was R$817.57; however, due to the low volume of procedures (n=7), the same value as insertion was used for removal (R$239.99). Over 8 years, the total cost per beneficiary was estimated at R$1,726.56 for LNGIUD 52 and R$3,782.50 for ENGImplant. Therefore, the adjusted annual cost for each method was R$215.82 and R$472.81 for LNGIUD 52 and ENGImplant, respectively. In a healthcare operator with 1,500 users of either method, the total cost over 8 years would be R$2.6 million for LNGIUD 52 and R$5.7 million for ENGImplant. Conclusions: Although it has a higher initial cost, LNGIUD 52 demonstrates lower longterm costs due to its greater durability, resulting in significant savings for the private healthcare system. The difference of R$257 in annual cost per user would represent an additional adjusted cost of R$385,489 per year with ENGImplant in the evaluated portfolio, reaching R$3.1 million over 8 years.
Notes
The record was originally published in Portuguese. The English version was translated with the support of artificial intelligence.