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Custos diretos e ônus econômico do acidente vascular cerebral isquêmico agudo no sistema privado de saúde brasileiro: um estudo de coorte retrospectivo no mundo real.
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Título
Custos diretos e ônus econômico do acidente vascular cerebral isquêmico agudo no sistema privado de saúde brasileiro: um estudo de coorte retrospectivo no mundo real.
Tipo de documento
Resumo
Descrição
Resumo apresentado na The Professional Society for Health Economics and Outcomes Research (ISPOR)
Fonte
ISPOR
Ano de publicação
2026
Referência (Vancouver)
Souza KM, Caregatti M, Oliveira RB, Teixeira FTB, Melo T. Direct costs and economic burden of acute ischemic stroke in the Brazilian private health system: A real-world retrospective cohort [Internet]. In: ISPOR Europe 2026; 2026 nov; Viena, Áustria. Disponível em: https://www.ispor.org/heor-resources/presentations-database/presentation-cti/ispor-europe-2026/poster-session-2-5/direct-costs-and-economic-burden-of-acute-ischemic-stroke-in-the-brazilian-private-health-system-a-real-world-retrospective-cohort
Identificador
2026ISPOR046
Title
Direct costs and economic burden of acute ischemic stroke in the Brazilian private health system: A real-world retrospective cohort
Document type
Abstract
Description
Abstract presented at The Professional Society for Health Economics and Outcomes Research (ISPOR)
Source
ISPOR
Publication year
2026
Reference (Vancouver)
Souza KM, Caregatti M, Oliveira RB, Teixeira FTB, Melo T. Direct costs and economic burden of acute ischemic stroke in the Brazilian private health system: A real-world retrospective cohort [Internet]. In: ISPOR Europe 2026; 2026 Nov; Vienna, Austria. Available from: https://www.ispor.org/heor-resources/presentations-database/presentation-cti/ispor-europe-2026/poster-session-2-5/direct-costs-and-economic-burden-of-acute-ischemic-stroke-in-the-brazilian-private-health-system-a-real-world-retrospective-cohort
Identifier
2026ISPOR046
Resumo
OBJETIVOS: Avaliar a utilização de recursos de saúde e os custos médicos diretos de pacientes com acidente vascular cerebral isquêmico agudo (AVCI) no sistema de saúde privado brasileiro, caracterizando os componentes que influenciam o custo total. MÉTODOS: Coorte retrospectiva utilizando um banco de dados administrativo de faturamento de uma empresa privada (Orizon), representativa do sistema de saúde privado brasileiro (aproximadamente 8,8 milhões de vidas cobertas em 2024). Os beneficiários com AVCI (CID-10 I63, I64, I65, I66) foram identificados entre janeiro de 2018 e dezembro de 2024 e acompanhados até março de 2025. Foram analisadas a utilização de recursos de saúde (internações hospitalares, tempo de internação, uso de unidade de terapia intensiva (UTI), reabilitação) e os custos diretos (tratamento geral, hospitalização, UTI e reabilitação). Os custos foram agregados por beneficiário e ajustados pela inflação até março de 2025 (IPCA); foram calculados os custos totais, médios e medianos, bem como a distribuição regional. RESULTADOS: Foram incluídos 31.682 beneficiários. Os custos diretos totais atingiram R$ 7,4 bilhões, passando de R$ 728,7 milhões (2018) para R$ 1,12 bilhão (2024). A hospitalização foi o principal fator de custo, representando R$ 6,6 bilhões (aproximadamente 89% do total), com os cuidados intensivos representando R$ 5,0 bilhões (aproximadamente 68% do total); a reabilitação, recebida por 44,7% dos pacientes, representou apenas R$ 18,9 milhões (aproximadamente 0,3%). No geral, 74% dos pacientes necessitaram de internação em UTI, com média de permanência em UTI de 36,8 dias e média de permanência geral de 28,9 dias. O custo médio por beneficiário diminuiu de R$ 141.900 (2018) para R$ 80.200 (2024), e as medianas de R$ 38.500 para R$ 18.100, indicando uma distribuição assimétrica à direita, impulsionada por casos de alta complexidade. O custo médio por beneficiário em UTI permaneceu elevado (R$ 159.900 em 2018; R$ 142.000 em 2024). Os gastos apresentaram concentração geográfica, com a região Sudeste respondendo por aproximadamente R$ 5,07 bilhões (cerca de 68%). CONCLUSÕES: O AVC isquêmico agudo impõe um ônus econômico substancial e crescente ao sistema de saúde privado brasileiro, concentrado principalmente em internações e terapia intensiva, enquanto a reabilitação de baixo custo permanece marginal. A predominância de internações em UTI e a acentuada concentração regional evidenciam oportunidades para otimizar os fluxos de atendimento na fase aguda e a alocação de recursos. Essas estimativas de custos reais podem subsidiar a tomada de decisões e o planejamento orçamentário baseados em valor.
Notas
O registro foi originalmente publicado em inglês. A versão em português foi traduzida com o apoio de inteligência artificial.
Abstract
OBJECTIVES: To assess healthcare resource utilization and direct medical costs of patients with acute ischemic stroke (AIS) in the Brazilian private health system, characterizing components driving total cost.
METHODS: Retrospective cohort using an administrative billing database of a private company (Orizon), representative of the Brazilian private health system (approximately 8.8 million covered lives in 2024). Beneficiaries with AIS (ICD-10 I63, I64, I65, I66) were identified between January 2018 and December 2024 and followed through March 2025. Healthcare resource utilization (hospital admissions, length of stay, intensive care unit (ICU) use, rehabilitation) and direct costs (overall treatment, hospitalization, ICU, and rehabilitation) were analyzed. Costs were aggregated per beneficiary and inflation-adjusted to March 2025 (IPCA); total, mean, and median costs and regional distribution were calculated.
RESULTS: 31,682 beneficiaries were included. Total direct costs reached R$7.4 billion, rising from R$728.7 million (2018) to R$1.12 billion (2024). Hospitalization was the principal cost driver, accounting for R$6.6 billion (~89% of total), with ICU care representing R$5.0 billion (~68% of total); rehabilitation, received by 44.7% of patients, represented only R$18.9 million (~0.3%). Overall, 74% of patients required ICU admission, with mean ICU stay 36.8 days and overall mean stay 28.9 days. Mean cost per beneficiary declined from R$141,900 (2018) to R$80,200 (2024), and medians from R$38,500 to R$18,100, indicating a right-skewed distribution driven by high-complexity cases. ICU mean cost per beneficiary remained high (R$159,900 in 2018; R$142,000 in 2024). Expenditure was geographically concentrated, with the Southeast accounting for ~R$5.07 billion (~68%).
CONCLUSIONS: AIS imposes a substantial and growing economic burden on the Brazilian private health system, overwhelmingly concentrated in inpatient and intensive care, while low-cost rehabilitation remains marginal. The dominance of ICU-driven hospitalization and marked regional concentration highlight opportunities to optimize acute-phase care pathways and resource allocation. These real-world cost estimates can inform value-based decision-making and budgeting.
Notes
The record was originally published in English. The Portuguese version was translated with the support of artificial intelligence.