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Profilaxia de citomegalovírus com valganciclovir para pacientes imunossuprimidos pelo HIV: análise de custo-efetividade e impacto orçamentário na perspectiva do sistema de saúde brasileiro
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Título
Profilaxia de citomegalovírus com valganciclovir para pacientes imunossuprimidos pelo HIV: análise de custo-efetividade e impacto orçamentário na perspectiva do sistema de saúde brasileiro
Tipo de documento
Pôster
Descrição
Resumo apresentado na Health Technology Assessment international (HTAi)
Fonte
HTAi
Ano de publicação
2024
Referência (Vancouver)
Gargano L, André A, Freitas I, Acurcio FA, Alvares-Teodoro J, Guerra A Jr. Cytomegalovirus prophylaxis with valganciclovir for HIV-immunosuppressed patients: cost-effectiveness and budget impact analysis from the Brazilian healthcare system perspective. In: HTAi Annual Meeting Abstract Book; 2024 Dec; Seville, Spain. Health Technology Assessment International, HTAi; 2024. p. S104. PD18.
Identificador
2024HTAi011
Title
Cytomegalovirus prophylaxis with valganciclovir for HIV-immunosuppressed patients: cost effectiveness and budget impact analysis from the Brazilian healthcare system perspective
Description
Abstract presented at Health Technology Assessment international (HTAi)
Source
HTAi
Publication year
2024
Reference (Vancouver)
Gargano L, André A, Freitas I, Acurcio FA, Alvares-Teodoro J, Guerra A Jr. Cytomegalovirus prophylaxis with valganciclovir for HIV-immunosuppressed patients: cost-effectiveness and budget impact analysis from the Brazilian healthcare system perspective. In: HTAi Annual Meeting Abstract Book; 2024 Dec; Seville, Spain. Health Technology Assessment International, HTAi; 2024. p. S104. PD18.
Identifier
2024HTAi011
Resumo
Introdução: As infecções por citomegalovírus (CMV) são geralmente leves, mas podem levar a consequências graves em pacientes imunocomprometidos, como aqueles infectados pelo vírus da imunodeficiência humana (HIV). O valganciclovir, aprovado para tratar CMV, pode ser um profilático custo-efetivo para doença por CMV em pacientes imunocomprometidos. Análises de custo-efetividade e impacto orçamentário foram conduzidas para comparar a profilaxia com valganciclovir com nenhuma profilaxia em pacientes imunossuprimidos com HIV. Métodos: Pacientes imunossuprimidos com HIV que eram soropositivos para CMV foram modelados em uma árvore de decisão de horizonte de um ano. Os resultados foram a ocorrência de doença de órgão terminal (EOD) por CMV – retinite e gastroenterite (85 e 15 por cento dos casos, respectivamente) e probabilidade de sobrevivência após EOD. Foram considerados os custos médicos diretos relacionados à profilaxia (fases de indução e manutenção) e ao tratamento de EOD. A análise de impacto orçamentário (BIA) usou os parâmetros clínicos e de custo da análise de custo-efetividade para comparar cenários com profilaxia com valganciclovir e sem profilaxia no sistema de saúde pública em um horizonte de tempo de cinco anos. A taxa de adoção anual de participação de mercado usada foi de 10 por cento. O número de pacientes elegíveis foi calculado a partir de casos de HIV e síndrome da imunodeficiência adquirida relatados no país e estimativas epidemiológicas. Resultados: A profilaxia com valganciclovir teve um custo incremental de R$ 31.781 (US$ 6.531) e adicionou 0,69 por cento na sobrevida em um ano, resultando em uma razão de custo-efetividade incremental (ICER) de R$ 4.610.022 (US$ 947.414) por morte evitada em um ano. O impacto orçamentário anual variou de R$ 35.660.931 (US$ 7.328.743) no primeiro ano a R$ 457.707.796 (US$ 94.064.365) no quinto ano, totalizando R$ 1.230.400.576 (US$ 252.861.870) em cinco anos. Nas análises de sensibilidade, a ausência de um tempo máximo de tratamento para a fase de manutenção com valganciclovir (50 a 365 dias por ano) resultou em uma ampla variação nos resultados de ICER e BIA. Conclusões: Apesar de ser recomendado para o tratamento da retinite por CMV, o uso de valganciclovir em pacientes imunocomprometidos com HIV que são soropositivos para CMV, mas não desenvolveram doença por CMV, tem um ICER maior quando comparado à ausência de profilaxia. Para esses pacientes, o uso adequado da terapia antirretroviral padrão para melhorar o sistema imunológico pode ser mais apropriado.
Notas
O registro foi originalmente publicado em inglês. A versão em português foi traduzida com o apoio de inteligência artificial.
Abstract
Introduction: Cytomegalovirus (CMV) infections are usually mild but can lead to serious consequences in immunocompromised patients, such as those infected with human immunodeficiency virus (HIV). Valganciclovir, which is approved for treating CMV,maybea cost-effective prophylactic for CMV disease in immunocomprom ised patients. Cost-effectiveness and budget impact analyses were conducted to compare valganciclovir prophylaxis with no prophy laxis in immunosuppressed patients with HIV. Methods:Immunosuppressedpatients with HIVwhowereseroposi tive for CMV were modeled in a one-year horizon decision tree. Outcomes were occurrence of CMV end-organ disease (EOD)–ret initis and gastroenteritis (85 and 15 percent of cases, respectively) and survival probability after EOD. Direct medical costs related to prophylaxis (induction and maintenance phases) and treatment of EOD were considered. The budget impact analysis (BIA) used the clinical and cost parameters of the cost-effectiveness analysis to compare scenarios with valganciclovir prophylaxis and no prophy laxis in the public health system over a five-year time horizon. The annual market share adoption rate used was 10 percent. The number of eligible patients was calculated from HIV and acquired immuno deficiency syndrome cases reported in the country and epidemio logical estimates. Results: Valganciclovir prophylaxis had an incremental cost of BRL31,781 (USD6,531) and added 0.69 percent in one-year survival, resulting in an incremental cost-effectiveness ratio (ICER) of BRL4,610,022 (USD947,414) per death avoided in one year. The annual budget impact ranged from BRL35,660,931 (USD7,328,743) in the first year to BRL457,707,796 (USD94,064,365) in the fifth year, totaling BRL1,230,400,576 (USD252,861,870) over five years. In sensitivity analyses, the lack of a maximum treatment time for the maintenance phase with valganciclovir (50 to 365 days per year) resulted in a wide variation in the ICER and BIA results. Conclusions:DespitebeingrecommendedforthetreatmentofCMV retinitis, the use of valganciclovir in immunocompromised patients with HIV who are seropositive for CMV but have not developed CMVdiseasehasahigherICERwhencomparedwithnoprophylaxis. For these patients, appropriate use of standard antiretroviral therapy to improve the immune system may be more appropriate.
Notes
The record was originally published in English. The Portuguese version was translated with the support of artificial intelligence.