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Eficácia da profilaxia com palivizumabe em um ambiente do mundo real no Brasil
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Título
Eficácia da profilaxia com palivizumabe em um ambiente do mundo real no Brasil
Tipo de documento
Pôster
Descrição
Resumo apresentado na Health Technology Assessment international (HTAi)
Fonte
HTAi
Ano de publicação
2016
Referência (Vancouver)
Ferreira MAP, Prujá L, Chiodi C, Grazziotin L, Silveira R, Moreira LB. Effectiveness Of Prophylaxis With Palivizumab In A Brazilian Real-World Setting. In: HTAi Annual Meeting Abstract Book; 2016 May 10-14; Tokyo, Japan. Health Technology Assessment International, HTAi; 2016. p. 390-391. Poster 134B.
Identificador
2016HTAi028
Title
Effectiveness of prophylaxis with palivizumab in a Brazilian real-world setting
Description
Abstract presented at Health Technology Assessment international (HTAi)
Source
HTAi
Publication year
2016
Reference (Vancouver)
Ferreira MAP, Prujá L, Chiodi C, Grazziotin L, Silveira R, Moreira LB. Effectiveness Of Prophylaxis With Palivizumab In A Brazilian Real-World Setting. In: HTAi Annual Meeting Abstract Book; 2016 May 10-14; Tokyo, Japan. Health Technology Assessment International, HTAi; 2016. p. 390-391. Poster 134B.
Identifier
2016HTAi028
Resumo
O vírus sincicial respiratório (VSR) é a principal causa de infecção do trato respiratório inferior (ITRI) em bebês hospitalizados, especialmente em prematuros. O palivizumabe é projetado para fornecer imunidade passiva contra o VSR e demonstrou reduzir o risco de hospitalização em crianças de alto risco. A profilaxia com palivizumabe (PWP) para crianças de alto risco foi recentemente adotada como uma política de saúde pública no Brasil; no entanto, sua eficácia clínica no contexto brasileiro permanecia desconhecida. Portanto, o objetivo deste estudo é avaliar se a PWP foi associada à redução das taxas de hospitalização e de admissões de emergência em um ambiente real. Métodos: Foi realizado um estudo de coorte prospectivo em uma instituição terciária, incluindo bebês nascidos prematuramente (≤ 32 semanas de idade gestacional) entre maio de 2011 e dezembro de 2012. Os pacientes foram acompanhados até completarem um ano de idade. As diretrizes públicas brasileiras definiram a temporada de profilaxia com palivizumabe em nossa região de maio a setembro. Os dados coletados incluíram o número de doses de palivizumabe, a profilaxia completa (1 dose por mês durante a temporada de profilaxia até completar 1 ano de idade), admissões na Unidade de Terapia Intensiva Pediátrica e taxa de ventilação mecânica. Para medir os desfechos, utilizamos razão de riscos (HR), ajustando para tabagismo, escolaridade materna, idade gestacional e idade da mãe, usando análise de regressão de Cox. Resultados: Dos 87 bebês incluídos, 36 (41,5%) receberam PWP. Os pacientes receberam uma média de 2 doses de palivizumabe (intervalo: 1-5), e a profilaxia completa foi alcançada em 30,6% dos pacientes. Não encontramos associação estatisticamente significativa entre PWP e hospitalização por qualquer causa (HR=1,89; p=0,15), devido ao VSR (HR:0,28; p=0,32), admissão de emergência por qualquer causa (HR:1,82; p=0,09) e devido ao VSR (HR=3,09; p=0,08). Também não foi encontrada associação considerando apenas pacientes que receberam profilaxia completa (HR=1,65; p=0,43 e HR=0,93; p=0,90 para hospitalização e admissão de emergência, respectivamente). Apenas três pacientes necessitaram de internação na UTI (1 recebeu PWP) e nenhum paciente necessitou de ventilação mecânica. Conclusões: Neste estudo, as taxas de hospitalização ou de admissões de emergência devido ao VSR ou por qualquer outra causa não foram reduzidas pela profilaxia com palivizumabe. Além disso, observamos uma baixa proporção de profilaxia completa com palivizumabe nesta coorte, que não estava associada à idade e escolaridade da mãe, ou à temporada de nascimento. Estudos adicionais são necessários para elucidar o papel do palivizumabe nesta população.
Notas
O registro foi originalmente publicado em inglês. A versão em português foi traduzida com o apoio de inteligência artificial.
Abstract
Background and objectives: Respiratory syncytial virus (RSV) is the leading cause of lower respiratory tract infection (LRTI) in hospitalised infants, particularly in those who are premature.¹ Palivizumab is designed to provide passive immunity against RSV and it has demonstrated to reduce the risk of hospitalisation in high-risk children.² Prophylaxis with palivizumab (PWP) for high risk children was recently adopted as a public health policy in Brazil, however its clinical effectiveness in brazilian setting remained unknown. Therefore, the purpose of this study is to evaluate whether PWP was associated with decrease of hospitalisation and emergency admission rates in a real-world setting. Methods: A prospective cohort was performed in a tertiary institution including infants born prematurely (? 32 weeks gestational age) between may/2011 - dec/2012. Patients were followed up until their complete one year old. Brazilian public guidelines defined palivizumab prophylaxis season in our region from May to September. Collected data included number of palivizumab doses, complete prophylaxis (1 dose per month within prophylaxis season until complete 1 year old), Pediatric Intensive care unit admission and mechanic ventilation rate. To measure outcomes we used hazard ratio (HR) adjusting for tabagism, maternal education, gestational age and mother’s age using Cox regression analysis. Results: From 87 infants included, 36 (41.5%) received PWP. Patients received an average of 2 palivizumab doses (range: 1-5) and complete prophylaxis was achieved in 30,6% of patients. We found no statistical significant association between PWP and hospitalisation for any cause (HR=1.89; p=0.15), due to RSV (HR:0.28; p=0.32), emergency admission for any cause (HR:1.82; p=0.09) and due to RSV (HR=3.09; p=0.08). Also no association was found even considering only patients who received complete prophylaxis (HR=1.65; p=0.43 and HR=0.93; p=0.90 for hospitalization and emergency admission, respectively). Only three patients required ICU admission (1 received PWP) and no patient required mechanical ventilation. Conclusions: In this study, hospitalisation or emergency admission rates due to RSV or for any other cause were not decreased by prophylaxis with palivizumab. Moreover, we observed a low proportion of complete prophylaxis with palivizumab in this cohort, which was not #HTAiTokyo2016 Posters 391 associated to mother’s age and education, or season of birth (data not shown). Further studies are necessary to elucidate the palivizumab role in this population
Notes
The record was originally published in English. The Portuguese version was translated with the support of artificial intelligence.