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Eficácia e segurança do betainterferon-1a 30 µg para esclerose múltipla: uma revisão sistemática
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Título
Eficácia e segurança do betainterferon-1a 30 µg para esclerose múltipla: uma revisão sistemática
Tipo de documento
Pôster
Descrição
Resumo apresentado na Health Technology Assessment international (HTAi)
Fonte
HTAi
Ano de publicação
2016
Referência (Vancouver)
Leal G, Diniz I, Godói I, Garcia M, Lemos L, Acurcio F, Guerra AA Jr. Efficacy And Safety Of Beta Interferon-1A-30 G For Multiple Sclerosis: A Systematic Review. In: HTAi Annual Meeting Abstract Book; 2016 May 10-14; Tokyo, Japan. Health Technology Assessment International, HTAi; 2016. p. 379-380. Poster 127B.
Identificador
2016HTAi027
Title
Efficacy and safety of beta interferon-1A-30 G for multiple sclerosis: a systematic review
Description
Abstract presented at Health Technology Assessment international (HTAi)
Source
HTAi
Publication year
2016
Reference (Vancouver)
Leal G, Diniz I, Godói I, Garcia M, Lemos L, Acurcio F, Guerra AA Jr. Efficacy And Safety Of Beta Interferon-1A-30 G For Multiple Sclerosis: A Systematic Review. In: HTAi Annual Meeting Abstract Book; 2016 May 10-14; Tokyo, Japan. Health Technology Assessment International, HTAi; 2016. p. 379-380. Poster 127B.
Identifier
2016HTAi027
Resumo
A esclerose múltipla (EM) é caracterizada pela desmielinização e inflamação da substância branca, causando distúrbios neurológicos e motores. Os beta interferons (BIFN) são citocinas anti-inflamatórias produzidas por técnicas de engenharia genética, utilizadas na prevenção de novos surtos de EM. Recentemente, no Brasil, uma meta-análise em rede encomendada pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (CONITEC) mostrou que o BIFN-1a-30μg (intramuscular, uma vez por semana) é menos eficaz do que o INF-1a-22/44μg (subcutâneo, 3x/semana) e o BIFN-1b-250μg (subcutâneo, a cada 48 horas), sendo comparável ao placebo no número de pacientes livres de surtos após dois anos de tratamento. Com este estudo, a CONITEC recomendou preliminarmente a descontinuação do BIFN-1a-30μg e enviou a questão para consulta pública. Cinco mil pessoas, principalmente pacientes, familiares ou cuidadores, contribuíram solicitando a manutenção do financiamento público do BIFN-1a-30μg. Para auxiliar na questão, realizamos uma revisão sistemática de eficácia. Métodos: Uma revisão sistemática foi realizada utilizando o manual da Cochrane. Pesquisamos as bases Medline (via Pubmed), The Cochrane Library (via Bireme), Lilacs e o Centro para a Disseminação de Revisões (CRD). Dois revisores independentes (GL, ID) realizaram a seleção dos potenciais artigos em três fases (ou seja, títulos, resumos e textos completos). Um terceiro revisor (IG) analisou os resultados dissimilares. Ensaios Controlados Randomizados (ECR) e estudos observacionais, comparando o uso de BIFN-1a-30μg com outros BIFN ou placebo, foram incluídos. A qualidade da evidência e a força da recomendação foram avaliadas usando o sistema GRADE, para ECR, e a Escala de Newcastle-Ottawa, para estudos observacionais. Resultados: Incluímos seis ECR e sete estudos observacionais comparando o BIFN-1a-30μg a outros BIFN (BINF-1a-22/44μg, BIFN-1b-250μg) ou ao placebo no tratamento da EM, cuja qualidade variou de moderada a baixa. O perfil de segurança do BIFN-1a-30μg foi melhor em comparação com outros BIFN (distúrbios hepáticos, hematológicos, reações cutâneas, sintomas semelhantes aos da gripe), mas apresentou resultados piores de eficácia e efetividade em relação a outros BIFN, no que diz respeito às taxas de surtos, EDSS e resultados de lesões cerebrais. O BIFN-1a-30μg foi mais eficaz do que o placebo. Dois estudos transversais mostraram melhores resultados de adesão com BIFN-1a-30μg do que com INF-1a-22/44μg e BIFN-1b-250μg. Conclusões: O BIFN-1a-30μg é menos eficaz do que os outros BIFN fornecidos pelo sistema público de saúde brasileiro; no entanto, apresentou melhor segurança e perfis de adesão. Esses resultados enfatizam a necessidade de um estudo observacional bem projetado para concluir se essas vantagens de segurança e adesão à terapia se traduzem em bons resultados de efetividade no Brasil. Se o BIFN-1a-30μg apresentar resultados piores, a CONITEC poderá tomar uma decisão informada sobre este medicamento (restrição de uso ou retirada total) e terá evidências claras para convencer profissionais de saúde, pacientes e políticos.
Notas
O registro foi originalmente publicado em inglês. A versão em português foi traduzida com o apoio de inteligência artificial.
Abstract
Background and objectives: Multiple sclerosis (MS) is characterized by demyelination and inflammation of the white matter causing neurological and motor disorders. Beta interferons (BIFN) are anti-inflammatory cytokines produced by genetic engineering techniques (1-5) used in prevention of new outbreaks of MS. Recently, in Brazil, a network meta-analysis commissioned by the National Commission for Health Technology Incorporation (CONITEC) showed that BIFN-1a-30μg (intramuscular, once/week) is less effective than INF-1a-22/44μg (subcutaneous, 3x/week) and BIFN-1b-250μg (subcutaneous, every 48h), and comparable to placebo in the number of relapsefree patients after two years of treatment. With this study CONITEC preliminarily recommended the 380 Posters #HTAiTokyo2016 disinvestment in BIFN-1a-30μg and sent the matter for public consultation. 5,000 people contributed mainly patients, family members or caregivers, requesting the maintenance of public founding of BIFN-1a-30μg. To aid in the subject we conducted a systematic review of efficacy. Methods: A systematic review was performed using the Cochrane handbook. We searched the Medline (via Pubmed), The Cochrane Library (via Bireme), Lilacs and the Centre for Reviews Dissemination (CRD). Two independent reviewers (GL, ID) performed the selection of potential papers in three phases (i.e. titles, abstracts and whole texts). A third reviewer (IG) analyzed the dissimilar results. Randomized Controlled Trials (RCT) and observational studies, comparing the use of BIFN-1a-30μg with BIFN or placebo were included. The quality of evidence and strength of recommendation were assessed using the GRADE system, for RCTs, and NewcastleOttawa Scale, for observational studies (6-8). Results: We included six RCT and seven observational studies comparing BIFN-1a-30μg to other BIFN (BINF-1a-22/44μg BIFN-1b-250μg) or to placebo in MS treatment, whose quality ranged from moderate to low. BIFN-1a-30μg safety profile was better when compared with other BIFN(liver, blood disorders, skin reactions, flu-like symptoms), but it showed worse results of efficacy and effectiveness when compared to other BIFN with respect to relapse rates, EDSS and brain lesions outcomes. BIFN-1a-30μg was more effective than placebo. Two cross-sectional studies showed better adherence results with BIFN-1a-30μg than with INF-1a-22/44μg and BIFN-1b-250μg. Conclusions: BIFN-1a-30μg less effective than the other BIFN provided by the Brazilian public health system, however it presented better safety and adherence profiles. These results emphasize the need for a well-designed observational study to conclude whether or not this safety and therapy adherence advantages translate in good effectiveness results in Brazil. If BIFN-1a-30μg shows worst results, than CONITEC will be able to take an informed decision regarding this drug (restriction of use or full withdrawal) and will have clear evidence to convince health professionals, patients and politicians
Notes
The record was originally published in English. The Portuguese version was translated with the support of artificial intelligence.