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Desigualdades socioeconômicas no acesso ao tratamento e na mortalidade por câncer no Brasil utilizando dados do mundo real
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Título
Desigualdades socioeconômicas no acesso ao tratamento e na mortalidade por câncer no Brasil utilizando dados do mundo real
Tipo de documento
Apresentação
Descrição
Apresentação apresentada na Health Technology Assessment international (HTAi)
Fonte
HTAi
Ano de publicação
2026
Referência (Vancouver)
Correia M, Braga A, Doellinger V, Tura B. Socioeconomic inequities in cancer treatment access and mortality in Brazil using real-world data. In HTAi Annual Meeting Abstract Book; 2026 Jun; Istanbul, Türkiye. Health Technology Assessment International, HTAi; 2026. OP60.
Identificador
2026HTAi029
Title
Socioeconomic inequities in cancer treatment access and mortality in Brazil using real-world data
Document type
Presentation
Description
Presentation given at Health Technology Assessment international (HTAi)
Source
HTAi
Publication year
2026
Reference (Vancouver)
Correia M, Braga A, Doellinger V, Tura B. Socioeconomic inequities in cancer treatment access and mortality in Brazil using real-world data. In HTAi Annual Meeting Abstract Book; 2026 Jun; Istanbul, Türkiye. Health Technology Assessment International, HTAi; 2026. OP60.
Identifier
2026HTAi029
Resumo
Introdução As iniquidades socioeconômicas permanecem um grande desafio para a atenção oncológica em países de baixa e média renda. No Brasil, a vulnerabilidade social é distribuída de forma desigual, mas evidências em nível nacional que vinculem diretamente a privação ao acesso ao tratamento e à mortalidade são escassas. Este estudo avalia como a privação socioeconômica influencia o acesso ao tratamento do câncer, os padrões de hospitalização e a mortalidade, utilizando dados administrativos abrangentes do mundo real, oferecendo insights de nível de sistema sobre as iniquidades ao longo do continuum da atenção oncológica.Métodos Foi conduzida uma análise retrospectiva utilizando conjuntos de dados administrativos nacionais de 2023 do Sistema de Autorização de Procedimentos Ambulatoriais de Alta Complexidade (APAC) e do Sistema de Informações Hospitalares (SIH) do Brasil. O residência dos pacientes foi geocodificada em setores censitários e vinculada ao Índice Brasileiro de Privação (BrazDep 2010), categorizado em cinco quintis (Q1 mais privado; Q5 menos privado). Foram analisados os cânceres mais prevalentes (mama, próstata, colorretal, pulmão, colo do útero e estômago). Os desfechos incluíram início de tratamento via APAC per capita, taxas de hospitalização, mortalidade intra-hospitalar e mortalidade relacionada ao tratamento. Todos os indicadores foram padronizados pelo tamanho da população dentro dos quintis de privação.Resultados Gradientes socioeconômicos claros emergiram em todos os tipos de câncer. Pacientes no Q1 tiveram menos tratamentos APAC per capita do que no Q5, indicando menor acesso à atenção oncológica ambulatorial. As hospitalizações relacionadas ao câncer foram maiores entre as populações privadas, e a mortalidade intra-hospitalar seguiu o mesmo gradiente, sugerindo apresentação tardia e maior severidade clínica no Q1. A mortalidade relacionada ao tratamento evidenciou disparidades marcadas: em comparação com o Q5, o Q1 apresentou mortalidade substancialmente maior para câncer de mama (+64%), colo do útero (+127%), colorretal (+101%), estômago (+121%), próstata (+192%) e pulmão (+125%). Todos os tipos de câncer demonstraram diminuição monotônica da mortalidade do Q1 ao Q5.Conclusão Iniquidades socioeconômicas significativas foram identificadas em todo o percurso da atenção oncológica no Brasil. Indivíduos em áreas mais privadas enfrentaram menor acesso ao tratamento, maiores taxas de hospitalização e mortalidade consistentemente elevada relacionada ao tratamento. Esses achados revelam iniquidades sistêmicas impulsionadas pela vulnerabilidade social e destacam a necessidade de políticas de nível de sistema que priorizem o acesso precoce, reduzam as barreiras associadas à privação e fortaleçam a equidade na oferta de atenção oncológica no país.
Notas
O registro foi originalmente publicado em inglês. A versão em português foi traduzida com o apoio de inteligência artificial.
Abstract
Introduction Socioeconomic inequities remain a major challenge for cancer care in low- and middle-income countries. In Brazil, social vulnerability is unevenly distributed, yet national-level evidence directly linking deprivation to treatment access and mortality is scarce. This study assesses how socioeconomic deprivation influences access to cancer treatment, hospitalization patterns, and mortality using comprehensive real-world administrative data, providing system-level insights into inequities across the cancer care continuum. Methods We conducted a retrospective analysis using 2023 national administrative datasets from Brazil's Outpatient High-Complexity Authorization System (APAC) and Hospital Information System (SIH). patient residence was geocoded to census tracts and linked to the Brazilian Deprivation Index (BrazDep 2010), categorized into five quintiles (QI most deprived; Q5 least deprived). We analyzed the most prevalent cancers (breast, prostate, colorectal, lung, cervical, and stomach). Outcomes included per-capita APAC treatment initiation, hospitalization rates, in-hospital mortality, and treatment-related mortality. All indicators were standardized by population size within deprivation quintiles. Results Clear socioeconomic gradients emerged across all cancer types. patients in Ql had fewer APAC treatments per capita than Q5, indicating reduced access to outpatient oncology care. Cancer-related hospitalizations were higher among deprived populations, and in-hospital mortality followed the same gradient, suggesting delayed presentation and greater clinical severity in Ql. Treatment-related mortality showed marked disparities: compared with Q5, Ql exhibited substantially higher mortality for breast (+64%), cervical (+127%), colorectal (+101%), stomach (+121%), prostate (+192%), and lung cancers (+125%). All cancers demonstrated a monotonic decrease in mortality from QI to Q5. Conclusion Significant socioeconomic inequities were identified throughout Brazil's cancer care pathway. Individuals in more deprived areas experienced reduced treatment access, higher hospitalization rates, and consistently elevated treatment-related mortality. These findings reveal systemic inequities driven by social vulnerability and highlight the need for system-level policies that prioritize early access, reduce deprivation-associated barriers, and strengthen equity in national cancer care delivery.
Notes
The record was originally published in English. The Portuguese version was translated with the support of artificial intelligence.
Autores
Andressa Braga | Bernardo Tura | Marcelo Correia | Vanessa Doellinger