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Decisões de reembolso para terapias com anticorpos monoclonais na esclerose múltipla no Sistema de Saúde Brasileiro de 2013 a 2022
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Título
Decisões de reembolso para terapias com anticorpos monoclonais na esclerose múltipla no Sistema de Saúde Brasileiro de 2013 a 2022
Tipo de documento
Apresentação
Descrição
Apresentação apresentada na Health Technology Assessment international (HTAi)
Fonte
HTAi
Ano de publicação
2026
Referência (Vancouver)
Fujii L, Battaglia H, Alves R, Cordeiro A, Ferreira M, Freitas N, Ribeiro G, Silva M, Guerra Junior AA, Alvares-Teodoro J. Reimbursement decisions for monoclonal antibody therapies in multiple sclerosis within the Brazilian Health System from 2013 to 2022. In HTAi Annual Meeting Abstract Book; 2026 Jun; Istanbul, Türkiye. Health Technology Assessment International, HTAi; 2026. OP34.
Identificador
2026HTAi028
Title
Reimbursement decisions for monoclonal antibody therapies in multiple sclerosis within the Brazilian Health System from 2013 to 2022
Document type
Presentation
Description
Presentation given at Health Technology Assessment international (HTAi)
Source
HTAi
Publication year
2026
Reference (Vancouver)
Fujii L, Battaglia H, Alves R, Cordeiro A, Ferreira M, Freitas N, Ribeiro G, Silva M, Guerra Junior AA, Alvares-Teodoro J. Reimbursement decisions for monoclonal antibody therapies in multiple sclerosis within the Brazilian Health System from 2013 to 2022. In HTAi Annual Meeting Abstract Book; 2026 Jun; Istanbul, Türkiye. Health Technology Assessment International, HTAi; 2026. OP34.
Identifier
2026HTAi028
Resumo
Introdução A esclerose múltipla é uma doença crônica autoimune e neurodegenerativa cujas terapias modificadoras de doença são custosas e exigem avaliação formal de tecnologias em saúde (ATS). No Brasil, a Conitec avalia esses medicamentos para o Sistema Único de Saúde. Este estudo teve como objetivo analisar os relatórios da Conitec sobre anticorpos monoclonais para esclerose múltipla e comparar suas recomendações com as de importantes agências internacionais de ATS.Métodos Foi realizada análise documental dos relatórios da Conitec (2013–2022) sobre natalizumabe, alemtuzumabe, ocrelizumabe e ofatumumabe para esclerose múltipla remitente-recorrente ou progressiva. Para cada submissão, foram extraídos o tipo de recomendação (favorável ou desfavorável), a linha terapêutica, a indicação e as justificativas centrais (benefício clínico, custo-efetividade e impacto orçamentário). As decisões da NICE (Reino Unido), CADTH (Canadá), IQWiG/G-BA (Alemanha) e HAS (França) foram levantadas e mapeadas em cinco grupos qualitativos: A) incorporados/amplamente recomendados; B) recomendados com restrições ou acordos de preço; C) benefício moderado; D) benefício limitado; e E) não incorporados ou em avaliação.Resultados A Conitec emitiu sete relatórios sobre anticorpos monoclonais para esclerose múltipla entre 2013 e 2022. As primeiras submissões de natalizumabe e alemtuzumabe receberam recomendações desfavoráveis devido a evidências de longo prazo limitadas e custos elevados, enquanto as reavaliações posteriores tornaram-se favoráveis após novos dados e reduções de preço sustentarem o benefício clínico e a custo-efetividade. Ocrelizumabe e ofatumumabe não foram recomendados, principalmente em razão do alto impacto orçamentário e das incertezas quanto à custo-efetividade. Em comparação com a Conitec, as agências internacionais posicionaram mais frequentemente esses medicamentos em categorias que indicam incorporação ou, pelo menos, benefício moderado (Grupos A–C), frequentemente condicionados a restrições de pacientes, acordos de entrada gerenciada e descontos confidenciais.Conclusão A Conitec parece mais conservadora na incorporação de anticorpos monoclonais de alto custo para esclerose múltipla do que os órgãos de ATS de países de alta renda, priorizando tecnologias com custo-efetividade mais clara e impacto orçamentário acessível. Embora os critérios clínicos estejam amplamente alinhados, a menor quantidade de acordos formais de compartilhamento de riscos e de negociação de preços pode limitar a adoção dessas terapias no Brasil. O fortalecimento das avaliações econômicas e dos arranjos de entrada gerenciada poderia ampliar o acesso equânime a terapias inovadoras.
Notas
O registro foi originalmente publicado em inglês. A versão em português foi traduzida com o apoio de inteligência artificial.
Abstract
Introduction Multiple sclerosis is a chronic autoimmune and neurodegenerative disease whose disease-modifying therapies are costly and require formal health technology assessment (HTA). In Brazil, Conitec appraises these medicines for the Unified Health System. This study aimed to analyse Conitec reports on monoclonal antibodies for multiple sclerosis and compare its recommendations with those of leading international HTA agencies. Methods A documentary analysis was conducted Of Conitec reports (2013—2022) on natalizumab, alemtuzumab, ocrelizumab and ofatumumab for relapsing or progressive multiple sclerosis. For each submission, the type Of recommendation (favourable or unfavourable), therapeutic line, indication and central justifications (clinical benefit, cost-effectiveness, budget impact) were extracted. Decisions from NICE (UK), CADTH (Canada), lQWiG/G-BA (Germany) and HAS (France) were retrieved and mapped into five qualitative groups: A) incorporated/widely recommended, B) recommended with restrictions or price agreements, C) moderate benefit, D) limited benefit, and E) not incorporated or under assessment. Results Conitec issued seven reports on monoclonal antibodies for multiple sclerosis between 2013 and 2022. Early submissions Of natalizumab and alemtuzumab received unfavourable recommendations due to limited long-term evidence and high costs, whereas later re-evaluations became favourable after new data and price reductions supported clinical benefit and cost-effectiveness. Ocrelizumab and ofatumumab were not recommended, mainly because Of high budget impact and uncertainties about cost-effectiveness. Compared with Conitec, international agencies more frequently placed these medicines in categories indicating incorporation or at least moderate benefit (Groups A—C), Often conditional on patient restrictions, managed entry agreements and confidential discounts. Conclusion Conitec appears more conservative in incorporating high-cost monoclonal antibodies for multiple sclerosis than HTA bodies in high-income countries, prioritising technologies with clearer cost- effectiveness and affordable budget impact. While clinical criteria are broadly aligned, fewer formal risk-sharing and pricing agreements may limit adoption in Brazil. Strengthening economic evaluations and managed entry arrangements could expand equitable access to innovative therapies.
Notes
The record was originally published in English. The Portuguese version was translated with the support of artificial intelligence.