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Ozonioterapia para o tratamento de dor lombar não relacionada à hérnia de disco
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Título
Ozonioterapia para o tratamento de dor lombar não relacionada à hérnia de disco
Tipo de documento
Parecer Técnico-Científico
Descrição
Parecer Técnico-Científico publicado na BVS/Rede Ecos
Fonte
BVS/Rede Ecos
Ano de publicação
2026
Referência (Vancouver)
Ungari AQ. Ozonioterapia para o tratamento de dor lombar não relacionada à hérnia de disco [Internet]. 2026. Disponível em: https://docs.bvsalud.org/biblioref/2026/05/1696829/ptc260126aqu11.pdf
Identificador
2026BVS016
Title
Ozone therapy for the treatment of low back pain not related to disc herniation
Document type
Technical-Scientific Opinion
Description
Technical-Scientific Opinion published on BVS/Rede Ecos
Source
BVS/Rede Ecos
Publication year
2026
Reference (Vancouver)
Ungari AQ. Ozonioterapia para o tratamento de dor lombar não relacionada à hérnia de disco [Internet]. 2026. Available from: https://docs.bvsalud.org/biblioref/2026/05/1696829/ptc260126aqu11.pdf
Identifier
2026BVS016
Resumo
Pergunta: Trata-se de um Parecer Técnico-Científico (PTC) para responder a seguinte pergunta de pesquisa: “Qual a efetividade e a segurança do uso de ozonioterapia para o tratamento de dor lombar não relacionada à hérnia de disco?”. População-alvo: Pacientes com dor lombar não relacionada à hérnia de disco. Tecnologia avaliada: Ozonioterapia (isolada ou combinada com outro tratamento). Busca e análise: Este Parecer Técnico-Científico (PTC) avaliou a eficácia e segurança da ozonioterapia para dor lombar não relacionada à hérnia de disco, sendo realizadas buscas eletrônicas sensibilizadas, em 08 de outubro de 2024, nas bases de dados científicas EMBASE, Medline via PubMed, Web of Science, Cochrane Library e LILACS via BVS. A seleção dos estudos foi realizada utilizando-se a ferramenta Rayyan Intelligent Systematic Review. O processo de seleção se deu em duas etapas: 1) triagem das publicações a partir da leitura dos títulos e resumos, e; 2) confirmação da elegibilidade, por meio da leitura dos textos completos. A avaliação da qualidade foi realizada utilizando a ferramenta RoB 2 (Risk of Bias Tool 2.0) para ensaios clínicos randomizados (ECRs) ou ROBINS-I (Risk Of Bias In Non-randomized Studies of Interventions) para estudos observacionais. Principais resultados: Foram incluídos cinco ensaios clínicos randomizados e dois estudos observacionais, seguindo critérios de elegibilidade baseados no modelo PICOT. Devido a heterogeneidade dos estudos avaliados, não foi possível a realização de metanálise dos dados. Identificou-se: • Estudo observacional prospectivo de Cánovas et al. (2015): redução da dor: maior no grupo que recebeu ozônio combinado com radiofrequência pulsada (baseline: 8,1 ± 1,1; 3 meses: 3,7 ± 1,9; 12 meses: 4 ± 2,2; p<0,01); • ECR de Elawamy et al., (2018): redução na Escala visual de dor – baseline: ~8,2; após 12 meses: 1,7 ± 0,24 (p<0,01); • ECR de Yang et al., (2023): grupo com ozônio teve redução significativamente maior na Escala visual de dor, após três meses (1,53 versus 3,82; p=0,000) e seis meses (2,80 versus 5,05; p=0,000). A taxa de “melhora boa ou excelente” (MacNab) também foi superior no grupo ozônio aos 6 meses (85% versus 68,3%; p=0,031).; • EC de Davidovic et al., (2023): Após 30 dias, a pontuação média na escala de dor foi de 11,3 ± 11,3 para o grupo apenas oxigênio-ozônio, 42,3 ± 22,4 para o grupo apenas corticosteroides e 9,5 ± 14,5 para o grupo oxigênio-ozônio + corticosteroides (p<0,001). Após dois anos, a pontuação média na escala de dor foi de 2,0 ± 4,4 para o grupo que recebeu apenas oxigênio-ozônio, 62,5 ± 17,0 para o grupo que recebeu apenas corticosteroides e 3,3 ± 6,5 para o grupo que recebeu apenas oxigênio-ozônio + corticosteroides (p<0,001). • Estudo observacional retrospectivo de Chemeisani et al., (2023): Melhora na escala visual de dor, após seis meses, de 2,03 ± 0,981 no grupo ozônio, em comparação ao grupo corticosteroides, de 2,97 ± 0,626 (p=0,001). • EC de Rayegani et al., (2023): Não houve diferença entre os grupos em um e seis meses. A distância percorrida foi maior no grupo combinado com corticoide, após seis meses, comparado ao grupo de corticosteroides isolados (+121,04 metros versus +64,13 metros, respectivamente; p=0,017). • EC de Parvin et al., (2024): Após oito semanas, o grupo ozônio apresentou uma redução mais rápida e significativa na escala visual de dor, com uma média final de 3,33 ± 0,81 no grupo de injeções intramusculares paravertebrais de ozônio em comparação a 5,27 ± 1,48 no grupo de injeções epidurais de corticosteroides (p=0,001). O risco de eventos adversos foi baixo, com efeitos leves e transitórios. No entanto, a heterogeneidade dos protocolos, o risco de viés moderado a alto e o pequeno tamanho amostral limitam a robustez das evidências. Qualidade da evidência: O risco de viés foi avaliado por RoB 2.0 (para ECRs) e ROBINS-I (para estudos observacionais), enquanto a qualidade da evidência foi analisada pelo sistema GRADE, sendo considerada baixa para todos os desfechos avaliados (Redução da intensidade da dor; Melhora da funcionalidade; Melhora global pelo critério de MacNab).
Notas
O registro foi originalmente publicado em português. A versão em inglês foi traduzida com o apoio de inteligência artificial.
Abstract
Question: This Technical-Scientific Report (TSR) aims to answer the following research question: “What are the effectiveness and safety of ozone therapy for the treatment of low back pain not related to disc herniation?”. Target population: Patients with low back pain not related to disc herniation. Technology assessed: Ozone therapy (alone or combined with another treatment). Search and analysis: This Technical-Scientific Report (TSR) evaluated the efficacy and safety of ozone therapy for low back pain not related to disc herniation. Sensitive electronic searches were conducted on October 8, 2024, in the scientific databases EMBASE, Medline via PubMed, Web of Science, Cochrane Library, and LILACS via BVS. Study selection was carried out using the Rayyan Intelligent Systematic Review tool. The selection process was conducted in two stages: 1) screening of publications through the reading of titles and abstracts; and 2) confirmation of eligibility through full-text assessment. Quality assessment was performed using the RoB 2 (Risk of Bias Tool 2.0) for randomized clinical trials (RCTs) and ROBINS-I (Risk Of Bias In Non-randomized Studies of Interventions) for observational studies. Main results: Five randomized clinical trials and two observational studies were included, following eligibility criteria based on the PICOT model. Due to the heterogeneity of the evaluated studies, meta-analysis of the data was not possible. The following findings were identified: • Prospective observational study by Cánovas et al. (2015): pain reduction was greater in the group receiving ozone combined with pulsed radiofrequency (baseline: 8.1 ± 1.1; 3 months: 3.7 ± 1.9; 12 months: 4 ± 2.2; p<0.01); • RCT by Elawamy et al. (2018): reduction in the Visual Analog Pain Scale – baseline: ~8.2; after 12 months: 1.7 ± 0.24 (p<0.01); • RCT by Yang et al. (2023): the ozone group showed a significantly greater reduction in the Visual Analog Pain Scale after three months (1.53 versus 3.82; p=0.000) and six months (2.80 versus 5.05; p=0.000). The rate of “good or excellent improvement” (MacNab) was also higher in the ozone group at 6 months (85% versus 68.3%; p=0.031); • Clinical study by Davidovic et al. (2023): After 30 days, the mean pain scale score was 11.3 ± 11.3 for the oxygen-ozone-only group, 42.3 ± 22.4 for the corticosteroid-only group, and 9.5 ± 14.5 for the oxygen-ozone + corticosteroid group (p<0.001). After two years, the mean pain scale score was 2.0 ± 4.4 for the oxygen-ozone-only group, 62.5 ± 17.0 for the corticosteroid-only group, and 3.3 ± 6.5 for the oxygen-ozone + corticosteroid group (p<0.001). • Retrospective observational study by Chemeisani et al. (2023): Improvement in the Visual Analog Pain Scale after six months was 2.03 ± 0.981 in the ozone group, compared with 2.97 ± 0.626 in the corticosteroid group (p=0.001). • Clinical study by Rayegani et al. (2023): No difference was observed between groups at one and six months. The distance walked was greater in the group combined with corticosteroid after six months compared with the corticosteroid-only group (+121.04 meters versus +64.13 meters, respectively; p=0.017). • Clinical study by Parvin et al. (2024): After eight weeks, the ozone group showed a faster and more significant reduction in the Visual Analog Pain Scale, with a final mean of 3.33 ± 0.81 in the paravertebral intramuscular ozone injection group compared with 5.27 ± 1.48 in the epidural corticosteroid injection group (p=0.001). The risk of adverse events was low, with mild and transient effects. However, the heterogeneity of protocols, moderate to high risk of bias, and small sample sizes limit the robustness of the evidence. Quality of evidence: Risk of bias was assessed using RoB 2.0 (for RCTs) and ROBINS-I (for observational studies), while the quality of evidence was analyzed using the GRADE system and was considered low for all assessed outcomes (Reduction in pain intensity; Improvement in functionality; Overall improvement according to the MacNab criterion).
Notes
The record was originally published in Portuguese. The English version was translated with the support of artificial intelligence.