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Primeiro caso de desinvestimento usando evidência do mundo real no Brasil
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Título
Primeiro caso de desinvestimento usando evidência do mundo real no Brasil
Tipo de documento
Apresentação
Descrição
Resumo apresentado na Health Technology Assessment international (HTAi)
Fonte
HTAi
Ano de publicação
2017
Referência (Vancouver)
Lemos LP, Pereira B, Gomes R, Godói I, Diniz I, Zimmermann I, Santos M, Bennie M, Godman B, Canuto V, Petramale C, Acurcio F. First Case Of Disinvestment Using RealWorld Evidence In Brazil. In: HTAi Annual Meeting Abstract Book; 2017 June 17-21; Rome, Italy. Health Technology Assessment International, HTAi; 2017. p. 51-52. OP040.
Identificador
2017HTAi001
Title
First case of disinvestment using real-world evidence in Brazil
Description
Abstract presented at Health Technology Assessment international (HTAi)
Source
HTAi
Publication year
2017
Reference (Vancouver)
Lemos LP, Pereira B, Gomes R, Godói I, Diniz I, Zimmermann I, Santos M, Bennie M, Godman B, Canuto V, Petramale C, Acurcio F. First Case Of Disinvestment Using RealWorld Evidence In Brazil. In: HTAi Annual Meeting Abstract Book; 2017 June 17-21; Rome, Italy. Health Technology Assessment International, HTAi; 2017. p. 51-52. OP040.
Identifier
2017HTAi001
Resumo
Introdução: Os beta-interferons são usados como terapia de primeira linha para esclerose múltipla recidivante-remitente no Brasil. Para avaliar a possível inferioridade de um dos beta-interferons disponíveis e apoiar uma atualização de diretrizes, realizamos uma avaliação de desempenho em condições reais, de onze anos (janeiro de 2000 a dezembro de 2010), utilizando os bancos de dados do Sistema Único de Saúde (SUS). Métodos: Avaliamos se pacientes que usavam beta-interferon subcutâneo mudaram de tratamento, relataram recaída ou faleceram (evento composto) mais cedo do que pacientes que usavam beta-interferons intramusculares. Pacientes sem registro de dispensação por mais de três meses foram censurados. Usamos o método de Kaplan-Meier para estimar a probabilidade acumulada de persistência no tratamento inicial e comparamos os grupos com o teste de Log-rank. A influência do medicamento na ocorrência do evento foi avaliada com a análise de riscos proporcionais de Cox. Resultados: O número de pacientes incluídos foi de 12.154, e a maioria iniciou o tratamento com beta-interferon-1a subcutâneo (45,7%), seguido por beta-interferon-1b subcutâneo (27,7%) e beta-interferon intramuscular (26,6%). As mulheres representaram 73,1% e a idade média foi de 38,93±11,34 anos. O grupo de pacientes que usou beta-interferon intramuscular mudou de tratamento, teve recaídas ou faleceu mais cedo (mediana de 47 meses; intervalo de confiança de 95%, IC 44-52) do que os pacientes que usaram beta-interferons subcutâneos (69 meses (IC 95% 64-76) para beta-interferon 1a e 73 meses (IC 95% 66-84) para beta-interferon 1b) (p<0,0001 para ambas as comparações). Assim, o uso de beta-interferon intramuscular foi associado a uma maior probabilidade de eventos (razão de risco - HR 1,38; IC 95% 1,29-1,48), enquanto o uso dos outros beta-interferons teve um efeito protetor (1a: HR 0,86; IC 95% 0,81-0,92; 1b: HR 0,89; IC 95% 0,83-0,95). Conclusões: A inferioridade do beta-interferon intramuscular encontrada na vida real corrobora os achados de estudos diretos e revisões sistemáticas realizadas pela Cochrane e pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (CONITEC/Brasil). Esse resultado levou ao desinvestimento no beta-interferon intramuscular e foi o primeiro caso de atualização de diretrizes clínicas utilizando evidências do mundo real no Brasil.
Notas
O registro foi originalmente publicado em inglês. A versão em português foi traduzida com o apoio de inteligência artificial.
Abstract
Introduction: Beta-interferons are used as first-line therapy for relapsing-remitting multiple sclerosis in Brazil. In order to evaluate the possible inferiority of one of the beta-interferons available and support a guideline update, we conducted an eleven-year (January 2000 to December 2010) nationwide realworld performance assessment using the Unified Health System (SUS) databases. Methods: We assessed whether patients using subcutaneous beta-interferon switched treatment, relapsed or died (composite event) earlier than patients using intramuscular beta-interferons. Patients without a dispensing registry longer than three months were censored. We used the Kaplan-Meier method to estimate the cumulative probability of persistence on initial treatment, and compared groups with the Log-rank test. The influence of the drug on the occurrence of event was assessed with Cox proportional hazards analysis. Results: The number of patients included was 12,154, and the majority started treatment with subcutaneous beta-interferon-1a (45.7 percent), followed by subcutaneous beta-interferon-1b (27.7 percent) and by intramuscular beta-interferon (26.6 percent). Women represented 73.1 percent and the mean age was 38.93±11.34 years old. The group of patients who used intramuscular beta-interferon switched treatment, relapsed or died earlier (median 47 months; 95 percent Confidence Interval, CI 44- 52) than patients using the subcutaneous betainterferons, (69 months (95 percent CI 64-76) for beta- interferon 1a and 73 (95 percent CI 66-84) months for beta-interferon 1b) (p< .0001 for both comparisons). Accordingly, the use of intramuscular beta-interferon was associated with a higher probability of event (Hazard ratio - HR 1.38; 95 percent CI 1.29-1.48), while the use of the other beta-interferons had a protective effect (1a: HR .86; 95 percent CI .81-.92; 1b: HR .89; 95 percent CI .83-.95). Conclusions: The inferiority of intramuscular beta-interferon found in the real-world corroborates findings from head-to-head studies and systematic reviews conducted by Cochrane and the National Commission for Technology Incorporation in SUS (CONITEC/Brazil). This result led to disinvestment in intramuscular beta-interferon and was the first case of clinical guideline update using real-world evidence in Brazil
Notes
The record was originally published in English. The Portuguese version was translated with the support of artificial intelligence.