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Impacto orçamentário dos análogos de insulina de ação prolongada no Brasil
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Título
Impacto orçamentário dos análogos de insulina de ação prolongada no Brasil
Tipo de documento
Pôster
Descrição
Resumo apresentado na Health Technology Assessment international (HTAi)
Fonte
HTAi
Ano de publicação
2016
Referência (Vancouver)
Laranjeira F, Nunes da Silva E, Pereira MG. Budget Impact Of Long-Acting Insulin Analogues In Brazil. In: HTAi Annual Meeting Abstract Book; 2016 May 10-14; Tokyo, Japan. Health Technology Assessment International, HTAi; 2016. p. 404-405. Poster 150B.
Identificador
2016HTAi033
Title
Budget impact of long-acting insulin analogues in Brazil
Description
Abstract presented at Health Technology Assessment international (HTAi)
Source
HTAi
Publication year
2016
Reference (Vancouver)
Laranjeira F, Nunes da Silva E, Pereira MG. Budget Impact Of Long-Acting Insulin Analogues In Brazil. In: HTAi Annual Meeting Abstract Book; 2016 May 10-14; Tokyo, Japan. Health Technology Assessment International, HTAi; 2016. p. 404-405. Poster 150B.
Identifier
2016HTAi033
Resumo
Background and objectives: O diabetes tipo 1 (T1D) afeta 0,35% da população brasileira. As insulinas humanas atualmente disponíveis no sistema público de saúde não garantem tratamento adequado para todos os pacientes com T1D. Em 2014, o Ministério da Saúde do Brasil negou a cobertura dos análogos de insulina com base no grande impacto orçamentário. Nosso objetivo é estimar o impacto orçamentário incremental dos análogos de insulina de ação prolongada (LAIA) para pacientes com T1D no sistema público de saúde brasileiro em comparação com o cenário atual com insulina NPH. Métodos: Realizamos uma análise do impacto orçamentário dos LAIA em comparação com a insulina NPH. A população-alvo foi estimada em: 11,6 milhões de adultos diabéticos x 5% de T1D, além de 31.100 crianças e 10.845 adolescentes. A incidência foi de 10,4/100.000 crianças por ano e a mortalidade de 23,15/1.000 adultos por ano. A dose média de insulina foi obtida a partir de ensaios clínicos. Para os preços da NPH, consideramos a última compra do Ministério da Saúde. Calculamos o poder de negociação dividindo o preço médio regulado da NPH pelo último preço de compra do Ministério. Aplicamos 50% do poder de negociação ao preço regulado do LAIA. A participação de mercado foi de 50%-80% em cinco anos. Análises de sensibilidade univariada e multivariada foram realizadas. Resultados: O impacto orçamentário incremental dos LAIA no Brasil foi de US$ 71,4 milhões no primeiro ano, considerando 50% da população-alvo, alcançando US$ 108 milhões no quinto ano, com 80% da população-alvo. Em cinco anos de análise, o impacto orçamentário incremental total foi de US$ 470 milhões. A análise de sensibilidade mostrou que a prevalência de T1D e o preço do LAIA são os principais fatores que afetam o impacto orçamentário. Em relação ao preço do LAIA, sob a suposição de que o Ministério da Saúde obteria o mesmo desconto, o impacto orçamentário incremental cairia substancialmente, correspondendo a uma redução de mais de 35,7% (US$ 470 milhões vs. US$ 167,5 milhões). Conclusões: As estimativas de impacto orçamentário do Ministério da Saúde utilizadas para negar os análogos de insulina foram 32% superiores à nossa análise. Acreditamos que nossas estimativas aproximam o impacto orçamentário do valor de disposição a pagar do Ministério da Saúde. A aplicação do “poder de negociação” se mostrou a chave deste estudo, com o uso de perfis mais realistas de utilização de recursos. A compra centralizada revela-se como o caminho para uma cobertura acessível.
Notas
O registro foi originalmente publicado em inglês. A versão em português foi traduzida com o apoio de inteligência artificial.
Abstract
Background and objectives: Type 1 diabetes (T1D) affects 0.35% of Brazilian population. Human insulins currently available in the public health system are not able to guarantee appropriate treatment for all T1D patients. In 2014, the Ministry of Health of Brazil denied the coverage of insulin analogues based on huge budget impact. Our aim is to estimate the incremental budget impact of long-acting insulin analogues (LAIA) for T1D patients in the Brazilian public health system compared to the current scenario with NPH insulin. Methods: We carried out a budget impact analysis of LAIA compared to NPH insulin. Target population was estimated: 11.6 million diabetic adults x 5% T1D plus 31100 children and 10845 adolescents. Incidence was 10.4/100,000 children per year and mortality 23.15/1000 adults per year. Mean insulin dose was obtained from trials. For NPH prices, we considered last purchase of Ministry of Health. We calculated the bargaining power dividing NPH’s average regulated price by the Ministry’s last purchase price. We applied 50% of bargaining power to LAIA’s regulated price. Market share was 50%-80% in five years. Uni and multivariate sensitivity analysis were performed. #HTAiTokyo2016 Posters 405 Results: The incremental budget impact of LAIA in Brazil was U$71.4 million in the first year, considering 50% target population, reaching U$108 million in the fifth year, with 80% target population. In five years of analysis, the total incremental budget impact was U$470 million. The sensitivity analysis showed that the prevalence of T1D and LAIA’s price are the main factors affecting the budget impact. Regarding the LAIA’s price, under the assumption that Ministry of Health would obtain the same discount, the incremental budget impact would fall substantially, corresponding to a reduction of more than 35.7% (U$470 million vs. U$167.5 million). Conclusions: Ministry of Health’s budget impact estimates used to deny the insulin analogues were 32% higher than our analysis. We believe that our estimates turn budget impact closer to the willingness to pay value of Ministry of Health. The application of “bargaining power” proved to be the trump card of this study, with the use of more realistic profiles of resource utilization. Centralized purchasing reveals itself as the way to an affordable coverage.
Notes
The record was originally published in English. The Portuguese version was translated with the support of artificial intelligence.