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O potencial terapêutico da cannabis sativa em pacientes com histórico clínico de esclerose múltipla
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Título
O potencial terapêutico da cannabis sativa em pacientes com histórico clínico de esclerose múltipla
Tipo de documento
Resumo
Descrição
Resumo apresentado no 14º Fórum Brasileiro sobre Assistência Farmacêutica e Farmacoeconomia (FAFF) e publicado no Jornal de Assistência Farmacêutica e Farmacoeconomia (JAFF)
Fonte
JAFF
Ano de publicação
2026
Referência (Vancouver)
Rossi F. O potencial terapêutico da cannabis sativa em pacientes com histórico clínico de esclerose múltipla. J Assist Farmac Farmacoecon. 2026;11.
Identificador
2026JAFF226
Title
The Therapeutic Potential of Cannabis sativa in Patients with a Clinical History of Multiple Sclerosis
Document type
Abstract
Description
Abstract presented at the 14th Brazilian Forum on Pharmaceutical Care and Pharmacoeconomics (FAFF) and published in the Journal of Pharmaceutical Care and Pharmacoeconomics (JAFF)
Source
JAFF
Publication year
2026
Identifier
2026JAFF226
Resumo
Introdução: A primeira descrição do uso da Cannabis sativa para fins terapêuticos foi feita pelo professor Raphael Mechoulam. A planta, também pode ser reconhecida com o nome de maconha, sendo utilizada para diversos fins, como: religiosos, alimentícios e até terapêuticos. No último século, estudos têm sido realizados concomitantemente a intervenções clínicas a fim de avaliar a eficácia e segurança no uso medicinal para casos de pacientes que apresentam histórico de esclerose múltipla (EM) com episódios de epilepsia refratária. A EM afeta atualmente 2 a 2,5 milhões de pessoas a um nível mundial entre o sexo feminino e masculino. No entanto, mesmo esta doença afetando uma grande proporção de pessoas em seu percentil, ainda existem escassos estudos sobre esta temática nesta população com necessidades específicas para a melhora da qualidade de vida e sobrevida dos indivíduos acometidos. Objetivo: Analisar a importância do uso medicinal terapêutico da Cannabis sativa na atenuação de episódios epiléticos refratários em pacientes com esclerose múltipla por meio de uma revisão narrativa de literatura. Métodos: A seleção dos artigos deuse por meio das plataformas ScIELO (ScientificElectronic library online) e MEDLINE (Literatura Internacional em Ciências da Saúde), nos idiomas português, e inglês, abrangendo artigos publicados entre os anos de 2019 e 2023. Por meio das palavraschaves: “Multiple sclerosis”, “Epilepsy”, “Cannabis sativa”. Conforme consulta realizada DeCS/MeSH – Descritores em Ciências da Saúde. Além disso, foram utilizados como critérios de inclusão estudos que associavam a patologia da esclerose múltipla e a Cannabis sativa, além de pesquisas sobre o uso da maconha de forma medicinal para tratamento alternativo de pacientes com epilepsia refratária. Por sua vez, foram excluídos estudos que não se correlacionaram com o tema, fora do período mencionado e ainda, estudos de literatura cinzenta. Resultados e Discussão:É Importante salientar que existem 3 tipos de canabinoides sendo eles: fitocanabinoides ou canabinoides exógenos que são os derivados da Cannabis, como por exemplo o CBD(Canabidiol) e o THC (Tetrahidrocanabinol), os canabinoides endógenos ou endocanabinoides. Assim, os efeitos terapêuticos acontecem principalmente do Delta9tetrahidrocanabinol (THC) e do canabidiol. Desse modo, ele apresenta efeitos anticonvulsivantes, antiinflamatórios, analgésicos, ansiolíticos, antipsicóticos e antitumorais, já evidenciando potencial clínico para a melhora de patologias neurológicas como a EM e epilepsia refratária. Dessa maneira, é perceptível a melhora dos pacientes usuários de Cannabis assim, os indivíduos apresentam melhoras funcionais como, bexiga prejudicada, espasmos musculares, mas por outro lado, estudos como o de (1), revelam que os efeitos adversos foram exacerbados no tratamento ativo, principalmente na primeira semana podendo os pacientes relatarem intoxicação com o uso de THC, mas ainda assim, as pessoas usuárias demonstram boa tolerância à droga. Considerações Finais: Assim sendo, percebese que o uso da Cannabis como fonte medicinal é cada vez mais ascendente na Medicina Baseada em Evidências (MBE) no entanto, é necessário maiores esforços da comunidade científica para que lacunas como, doses ideais, efeitos a longo prazo e mecanismos de ação, sejam mais bem avaliados.
Palavras-chave
Notas
O registro foi originalmente publicado em português. A versão em inglês foi traduzida com o apoio de inteligência artificial.
Abstract
Introduction: The first description of the use of Cannabis sativa for therapeutic purposes was made by Professor Raphael Mechoulam. The plant can also be known as marijuana and is used for various purposes, including religious, nutritional, and therapeutic applications. Over the last century, studies have been conducted alongside clinical interventions to assess the efficacy and safety of its medicinal use in patients with a clinical history of multiple sclerosis (MS) and episodes of refractory epilepsy. MS currently affects 2 to 2.5 million people worldwide, among both females and males. However, despite this disease affecting a large proportion of the population, there are still few studies on this topic in this population, which has specific needs to improve quality of life and survival among affected individuals. Objective: To analyze the importance of the therapeutic medicinal use of Cannabis sativa in mitigating refractory epileptic episodes in patients with multiple sclerosis through a narrative literature review. Methods: Articles were selected through the SciELO (Scientific Electronic Library Online) and MEDLINE (Medical Literature Analysis and Retrieval System Online) platforms, in Portuguese and English, covering articles published between 2019 and 2023. The following keywords were used: “Multiple sclerosis,” “Epilepsy,” and “Cannabis sativa,” according to the DeCS/MeSH – Health Sciences Descriptors. In addition, inclusion criteria consisted of studies associating multiple sclerosis with Cannabis sativa, as well as research on the medicinal use of marijuana as an alternative treatment for patients with refractory epilepsy. Studies that were not related to the topic, published outside the specified period, and studies from the gray literature were excluded. Results and Discussion: It is important to emphasize that there are three types of cannabinoids: phytocannabinoids or exogenous cannabinoids, which are derived from Cannabis, such as CBD (cannabidiol) and THC (tetrahydrocannabinol), and endogenous cannabinoids or endocannabinoids. Thus, the therapeutic effects occur mainly through delta9tetrahydrocannabinol (THC) and cannabidiol. Accordingly, Cannabis exhibits anticonvulsant, antiinflammatory, analgesic, anxiolytic, antipsychotic, and antitumor effects, demonstrating clinical potential for improving neurological conditions such as MS and refractory epilepsy. In this regard, improvement has been observed in patients using Cannabis, with individuals presenting functional improvements such as reduced bladder dysfunction and muscle spasms. On the other hand, studies such as (1) reveal that adverse effects were exacerbated during active treatment, particularly in the first week, and patients may report intoxication associated with THC use; nevertheless, users demonstrate good tolerance to the drug. Final Considerations: Therefore, the use of Cannabis as a medicinal source is increasingly gaining prominence in EvidenceBased Medicine (EBM). However, greater efforts from the scientific community are needed to better evaluate gaps such as optimal doses, longterm effects, and mechanisms of action.
Keywords
Notes
The record was originally published in Portuguese. The English version was translated with the support of artificial intelligence.