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Avaliação do uso de medicamentos ansiolíticos e plantas medicinais, em usuários do Município de Lajeado/RS
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Título
Avaliação do uso de medicamentos ansiolíticos e plantas medicinais, em usuários do Município de Lajeado/RS
Tipo de documento
Resumo
Descrição
Resumo apresentado no 14º Fórum Brasileiro sobre Assistência Farmacêutica e Farmacoeconomia (FAFF) e publicado no Jornal de Assistência Farmacêutica e Farmacoeconomia (JAFF)
Fonte
JAFF
Ano de publicação
2026
Referência (Vancouver)
Rigo MPM, Silva E, Martines LSE, Gerhardt D, Assmann J, Valandro K, et al. Avaliação do uso de medicamentos ansiolíticos e plantas medicinais, em usuários do Município de Lajeado/RS. J Assist Farmac Farmacoecon. 2026;11.
Identificador
2026JAFF204
Title
Evaluation of the Use of Anxiolytic Medications and Medicinal Plants Among Users in the Municipality of Lajeado/RS
Document type
Abstract
Description
Abstract presented at the 14th Brazilian Forum on Pharmaceutical Care and Pharmacoeconomics (FAFF) and published in the Journal of Pharmaceutical Care and Pharmacoeconomics (JAFF)
Source
JAFF
Publication year
2026
Identifier
2026JAFF204
Resumo
Introdução: Os medicamentos ansiolíticos são amplamente utilizados no tratamento dos transtornos de ansiedade por sua ação moduladora no sistema nervoso central. Paralelamente, o uso indiscriminado de plantas medicinais é frequente, muitas vezes baseado na crença equivocada de que produtos naturais são isentos de riscos. No entanto, essas substâncias podem interagir com ansiolíticos, influenciando sua eficácia, comprometendo a prescrição médica e a adesão ao tratamento. Objetivo:O presente estudo teve como objetivo, entrevistar usuários do município de Lajeado/RS que fazem uso de medicamentos ansiolíticos, analisando a utilização destes medicamentos com o uso concomitante de plantas medicinais. Métodos: Tratase de uma pesquisa de natureza exploratória, com abordagem qualiquantitativa. A coleta de dados foi realizada de forma presencial, no Bairro Campestre, localizado no município de Lajeado/RS. A amostra foi composta por moradores da referida localidade, selecionados mediante agendamento prévio. As entrevistas foram conduzidas no domicílio dos participantes, no período de setembro a outubro de 2023. Para a coleta de dados, utilizouse um questionário padronizado e estruturado, bem como informações referentes ao uso de medicamentos ansiolíticos. Nesse contexto, foram analisados aspectos como tempo de utilização, posologia adotada e eventual uso concomitante de plantas medicinais com finalidade terapêutica. Resultados: Os dados obtidos evidenciaram a utilização concomitante de medicamentos ansiolíticos e plantas medicinais entre os participantes da pesquisa. Dentre as espécies mais frequentemente mencionadas destacamse: Melissa officinalis L. (ervacidreira), Passiflora incarnata L. (maracujá) e Cymbopogon citratus (DC.) Stapf (capimlimão). Essas plantas possuem compostos bioativos que interagem farmacologicamente com os ansiolíticos, podendo potencializar seus efeitos terapêuticos e/ou adversos. Observouse que os benzodiazepínicos constituem a classe de medicamentos ansiolíticos mais utilizada pela população entrevistada. Todos os participantes relataram o uso regular de plantas medicinais, muitas vezes sem orientação profissional, o que pode comprometer a segurança e a eficácia do tratamento medicamentoso. Discussão e Considerações Finais: Os resultados da presente pesquisa evidenciam a persistente influência da cultura popular na adoção de práticas terapêuticas baseadas no uso de plantas medicinais. Tal influência, embora enraizada na tradição local, pode contribuir para o uso indiscriminado dessas substâncias, frequentemente sem o respaldo técnicocientífico necessário ou o conhecimento adequado acerca das potenciais interações com os ansiolíticos. Observouse, de forma recorrente, o uso simultâneo de plantas medicinais e benzodiazepínicos, prática que acarreta riscos clínicos relevantes em função das possíveis interações farmacocinéticas e farmacodinâmicas entre essas substâncias. Diante desse cenário, ressaltase o papel essencial do profissional farmacêutico na orientação da população quanto ao uso seguro e racional de plantas medicinais. A atuação deste profissional, especialmente na atenção primária à saúde, é fundamental para minimizar os riscos associados às interações plantamedicamento, promover a educação em saúde e contribuir significativamente para a melhoria da qualidade de vida dos usuários. Portanto, este estudo reforça a necessidade de políticas públicas voltadas à capacitação de profissionais e à conscientização da população quanto ao uso adequado de terapias complementares, considerando as especificidades regionais e culturais envolvidas.
Palavras-chave
Ansiolíticos | Interações planta-medicamento | Plantas medicinais
Notas
O registro foi originalmente publicado em português. A versão em inglês foi traduzida com o apoio de inteligência artificial.
Abstract
Introdução: Os medicamentos ansiolíticos são amplamente utilizados no tratamento dos transtornos de ansiedade por sua ação moduladora no sistema nervoso central. Paralelamente, o uso indiscriminado de plantas medicinais é frequente, muitas vezes baseado na crença equivocada de que produtos naturais são isentos de riscos. No entanto, essas substâncias podem interagir com ansiolíticos, influenciando sua eficácia, comprometendo a prescrição médica e a adesão ao tratamento. Objetivo: O presente estudo teve como objetivo entrevistar usuários do município de Lajeado/RS que fazem uso de medicamentos ansiolíticos, analisando a utilização destes medicamentos com o uso concomitante de plantas medicinais. Métodos: Tratase de uma pesquisa de natureza exploratória, com abordagem qualiquantitativa. A coleta de dados foi realizada de forma presencial, no Bairro Campestre, localizado no município de Lajeado/RS. A amostra foi composta por moradores da referida localidade, selecionados mediante agendamento prévio. As entrevistas foram conduzidas no domicílio dos participantes, no período de setembro a outubro de 2023. Para a coleta de dados, utilizouse um questionário padronizado e estruturado, bem como informações referentes ao uso de medicamentos ansiolíticos. Nesse contexto, foram analisados aspectos como tempo de utilização, posologia adotada e eventual uso concomitante de plantas medicinais com finalidade terapêutica. Resultados: Os dados obtidos evidenciaram a utilização concomitante de medicamentos ansiolíticos e plantas medicinais entre os participantes da pesquisa. Dentre as espécies mais frequentemente mencionadas destacamse: Melissa officinalis L. (ervacidreira), Passiflora incarnata L. (maracujá) e Cymbopogon citratus (DC.) Stapf (capimlimão). Essas plantas possuem compostos bioativos que interagem farmacologicamente com os ansiolíticos, podendo potencializar seus efeitos terapêuticos e/ou adversos. Observouse que os benzodiazepínicos constituem a classe de medicamentos ansiolíticos mais utilizada pela população entrevistada. Todos os participantes relataram o uso regular de plantas medicinais, muitas vezes sem orientação profissional, o que pode comprometer a segurança e a eficácia do tratamento medicamentoso. Discussão e Considerações Finais: Os resultados da presente pesquisa evidenciam a persistente influência da cultura popular na adoção de práticas terapêuticas baseadas no uso de plantas medicinais. Tal influência, embora enraizada na tradição local, pode contribuir para o uso indiscriminado dessas substâncias, frequentemente sem o respaldo técnicocientífico necessário ou o conhecimento adequado acerca das potenciais interações com os ansiolíticos. Observouse, de forma recorrente, o uso simultâneo de plantas medicinais e benzodiazepínicos, prática que acarreta riscos clínicos relevantes em função das possíveis interações farmacocinéticas e farmacodinâmicas entre essas substâncias. Diante desse cenário, ressaltase o papel essencial do profissional farmacêutico na orientação da população quanto ao uso seguro e racional de plantas medicinais. A atuação deste profissional, especialmente na atenção primária à saúde, é fundamental para minimizar os riscos associados às interações plantamedicamento, promover a educação em saúde e contribuir significativamente para a melhoria da qualidade de vida dos usuários. Portanto, este estudo reforça a necessidade de políticas públicas voltadas à capacitação de profissionais e à conscientização da população quanto ao uso adequado de terapias complementares, considerando as especificidades regionais e culturais envolvidas.
Keywords
Notes
The record was originally published in Portuguese. The English version was translated with the support of artificial intelligence.