-
Gamificação na farmacovigilância: o uso de estratégias lúdicas para aumentar a notificação voluntária de eventos adversos
- Voltar
Título
Gamificação na farmacovigilância: o uso de estratégias lúdicas para aumentar a notificação voluntária de eventos adversos
Tipo de documento
Resumo
Descrição
Resumo apresentado no 14º Fórum Brasileiro sobre Assistência Farmacêutica e Farmacoeconomia (FAFF) e publicado no Jornal de Assistência Farmacêutica e Farmacoeconomia (JAFF)
Fonte
JAFF
Ano de publicação
2026
Referência (Vancouver)
Luz AC, Machado BLD, Silva CLB, Santos HVS, Silva DS, Santos SA. Gamificação na farmacovigilância: o uso de estratégias lúdicas para aumentar a notificação voluntária de eventos adversos. J Assist Farmac Farmacoecon. 2026;11.
Identificador
2026JAFF181
Title
Profile and characterization of adverse drug reactions in older adults admitted to an emergency department
Document type
Abstract
Description
Abstract presented at the 14th Brazilian Forum on Pharmaceutical Care and Pharmacoeconomics (FAFF) and published in the Journal of Pharmaceutical Care and Pharmacoeconomics (JAFF)
Source
JAFF
Publication year
2026
Identifier
2026JAFF181
Resumo
Introdução: As reações adversas a medicamentos (RAM) em idosos são uma causa frequente de atendimentos em prontosocorro. Elas podem estar associadas a mudanças fisiológicas da senilidade, presença de polifarmácia, coexistência de comorbidades e uso de medicamentos potencialmente inapropriados (MPI). Esses eventos adversos podem aumentar os custos em saúde, internações hospitalares e/ou aumento do tempo de internação, redução da qualidade de vida e morte. Objetivo: Delinear o perfil de pacientes idosos que apresentaram RAM em um pronto atendimento de um hospital de grande de Salvador Bahia. Métodos: Estudo descritivo e retrospectivo, realizado entre jan/19 a jun/23. Foram incluídos pacientes com idade ≥ 60 anos que apresentaram RAM no serviço de pronto atendimento. As variáveis de interesse foram categorizadas em: idade e gênero do paciente, presença de disfunção renal, classe terapêutica, presença de MPI conforme os critérios de Beers (2023), classificação da RAM por órgãos e sistemas, causalidade da RAM conforme Naranjo e gravidade conforme Organização Mundial de Saúde. As informações foram extraídas do banco de dados do serviço de farmacovigilância. Para tratamento dos dados utilizouse a ferramenta Microsoft Office Excel 365. Estudo aprovado pelo Comitê de Ética, CAAE: 70731023.2.0000.5520. Resultado e Conclusão: Foram analisados 73 casos de RAM em pacientes idosos. A idade média dos pacientes foi 71 anos e o sexo feminino (58,9%) foi o mais frequente. Em 31,5% (23/73) dos casos a polifarmácia (≥5 medicamentos) foi identificada. Essa pode contribuir para o desenvolvimento de RAM seja pelo risco aumentado de interações medicamentosas e/ou pelas alterações metabólicas presentes nessa população. Em 17,8% (13/73) dos pacientes, a disfunção renal foi observada. Essa condição pode aumentar a probabilidade desses indivíduos apresentarem maior quantidade de metabólitos tóxicos e/ou redução da eliminação de fármacos pelo organismo. Vale ressaltar que em 75,3% (55/73) dos casos a RAM foi o motivo da internação. Destes, 61,8% (34/55) envolveram o sistema imune e 25,5% (14/55) dos pacientes estavam em uso de MPI. Esses medicamentos têm risco potencial que excede o benefício do uso por idosos. Considerando as classes terapêuticas que foram mais associados às RAM: 19,2% (14/73) eram antiinflamatórios não esteroidais; 19,2% (14/73) antibióticos e 15% (11/73) antihipertensivos. Essas classes de medicamentos são amplamente utilizadas seja pela presença de doenças agudas ou crônicas. No que se refere a gravidade, 63% (46/73) foram classificados como moderada e não houve óbito por RAM. Quanto à causalidade, 64,4% (47/73) foram classificadas como prováveis, 30,1% (22/73) possível e 5,5% (4/73) definida. Nossos resultados são compatíveis com outros estudos, isso porque idosos estão propensos a um maior número de comorbidades, uso de polifarmácia e MPI. A identificação precoce da RAM possibilita o manejo adequado e evita custos desnecessários promovendo a segurança do paciente.
Palavras-chave
Efeitos colaterais e reações adversas relacionadas a medicamentos | Farmacovigilância | Idosos | Segurança do paciente
Notas
O registro foi originalmente publicado em português. A versão em inglês foi traduzida com o apoio de inteligência artificial.
Abstract
Introduction: Adverse drug reactions (ADRs) in older adults are a frequent cause of emergency department visits. They may be associated with physiological changes related to aging, polypharmacy, coexisting comorbidities, and the use of potentially inappropriate medications (PIMs). These adverse events may increase healthcare costs, hospital admissions and/or length of stay, reduce quality of life, and lead to death. Objective: To outline the profile of older patients who experienced ADRs in an emergency department of a large hospital in Salvador, Bahia, Brazil. Methods: A descriptive retrospective study was conducted between Jan/19 and Jun/23. Patients aged ≥ 60 years who experienced ADRs in the emergency department were included. The variables of interest were categorized as: patient age and gender, presence of renal dysfunction, therapeutic class, presence of PIMs according to the Beers criteria (2023), classification of ADRs by organ systems, ADR causality according to Naranjo, and severity according to the World Health Organization. Information was extracted from the pharmacovigilance service database. Microsoft Office Excel 365 was used for data processing. The study was approved by the Ethics Committee, CAAE: 70731023.2.0000.5520. Results and Conclusion: A total of 73 cases of ADRs in older patients were analyzed. The mean age of the patients was 71 years, and females (58.9%) were the most frequent. Polypharmacy (≥5 medications) was identified in 31.5% (23/73) of cases. This may contribute to the development of ADRs due to the increased risk of drug interactions and/or metabolic changes present in this population. Renal dysfunction was observed in 17.8% (13/73) of patients. This condition may increase the likelihood of these individuals having higher levels of toxic metabolites and/or reduced drug elimination by the body. It is noteworthy that in 75.3% (55/73) of cases, the ADR was the reason for hospitalization. Of these, 61.8% (34/55) involved the immune system, and 25.5% (14/55) of patients were using PIMs. These medications have potential risks that exceed the benefits of their use in older adults. Regarding the therapeutic classes most frequently associated with ADRs: 19.2% (14/73) were nonsteroidal antiinflammatory drugs; 19.2% (14/73) were antibiotics; and 15% (11/73) were antihypertensive drugs. These medication classes are widely used due to the presence of acute or chronic diseases. Regarding severity, 63% (46/73) were classified as moderate, and there were no deaths due to ADRs. Regarding causality, 64.4% (47/73) were classified as probable, 30.1% (22/73) as possible, and 5.5% (4/73) as definite. Our results are consistent with other studies, as older adults are prone to a greater number of comorbidities, polypharmacy, and PIM use. Early identification of ADRs enables appropriate management and avoids unnecessary costs, promoting patient safety.
Keywords
Older adults | Patient safety | Pharmacovigilance | Side Effects and Adverse Reactions to Medications
Notes
The record was originally published in Portuguese. The English version was translated with the support of artificial intelligence.