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Como farmacêuticas clínicas podem influenciar o risco cardiovascular de pessoas com hipertensão? um estudo quase-experimental em um município no sul do Espírito Santo
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Título
Como farmacêuticas clínicas podem influenciar o risco cardiovascular de pessoas com hipertensão? um estudo quase-experimental em um município no sul do Espírito Santo
Tipo de documento
Resumo
Descrição
Resumo apresentado no 14º Fórum Brasileiro sobre Assistência Farmacêutica e Farmacoeconomia (FAFF) e publicado no Jornal de Assistência Farmacêutica e Farmacoeconomia (JAFF)
Fonte
JAFF
Ano de publicação
2026
Referência (Vancouver)
Couto-Rosa L, Pinto MES, Sá EG, Prado EML, Araújo DC, Rocha KSS, et al. Como farmacêuticas clínicas podem influenciar o risco cardiovascular de pessoas com hipertensão? um estudo quase-experimental em um município no sul do Espírito Santo. J Assist Farmac Farmacoecon. 2026;11.
Identificador
2026JAFF153
Title
How Can Clinical Pharmacists Influence Cardiovascular Risk in People with Hypertension? A Quasi-Experimental Study in a Municipality in Southern Espírito Santo
Document type
Abstract
Description
Abstract presented at the 14th Brazilian Forum on Pharmaceutical Care and Pharmacoeconomics (FAFF) and published in the Journal of Pharmaceutical Care and Pharmacoeconomics (JAFF)
Source
JAFF
Publication year
2026
Identifier
2026JAFF153
Resumo
Introdução: Pessoas com hipertensão arterial (HA) são mais propensas a desenvolver eventos cardiovasculares negativos. Fatores de risco modificáveis podem ser alvos de intervenções por profissionais da saúde, dentre eles o farmacêutico. Entretanto, há poucos estudos que abordam a atuação desse profissional na gestão do Risco Cardiovascular (RCV). Objetivo: Avaliar o impacto de intervenções farmacêuticas no RCV de pessoas com HA em um município no sul do Espírito Santo. Métodos: Tratase de um estudo quaseexperimental do tipo antes e depois, realizado de Janeiro/2022 a Dezembro/2023, com pacientes com HA atendidos por 3 farmacêuticas clínicas. Foi realizada coleta de dados sociodemográficos, pressão arterial e perfil lipídico, em 3 tempos (T0, T1, T2). O RCV foi calculado pelo Escore de Risco de Framingham (FRS), que prevê o risco de eventos cardiovasculares em 10 anos. As intervenções realizadas foram classificadas em: diretas sobre o RCV (pressão arterial e/ou dislipidemias); indiretas sobre o RCV (estilo de vida, obesidade, diabetes, e/ou doenças cardiovasculares) e outras intervenções. Estatística descritiva e ANOVA foram utilizados para análise. Considerações éticas foram observadas (CAAE 13586319.6.0000.8151 | Parecer nº 4.733.878). Resultado e Conclusão: Participaram do estudo 66 pacientes, sendo 70,3% (n=45) do sexo feminino, 63,5±10,3 anos. Foram registradas 476 intervenções, sendo 358 focadas no RCV e 118 em outras situações. Dentre as com foco no RCV, 220 intervenções diretas sobre pressão arterial (n=154) e dislipidemias (n=66); e 138 intervenções indiretas sobre diabetes (n=84), DCV (n=21), estilo de vida (n=27) e obesidade (n=6). Observouse redução significativa nos valores de PA e no perfil lipídico, a saber: PA: entre T0 and T1 (∆ = 9.47 mmHg, p = 0.014) e entre T0 entre T2 (∆ = 8.62 mmHg, p = 0.007); Colesterol não HDL: entre T0 e T1 (∆ = 19.76 mg/dL, p < 0.001) e entre T0 e T2 (∆ = 19.69 mg/dL, p = 0.001); LDL: entre T0 e T1 (∆ = 15.70 mg/dL, p < 0.001) e entre T0 e T2 (∆ = 13.69 mg/dL, p = 0.004); Consequentemente, observouse redução significativa no escore de risco de Framingham entre T0 e T1 (∆ = 1,93 pontos, p < 0,001) e entre T1 e T2 (∆ = 1,87 pontos, p < 0,001). Os resultados deste estudo evidenciam que as intervenções realizadas pelas farmacêuticas reduziram o risco cardiovascular dos pacientes pelos próximos 10 anos. As intervenções mostraramse efetivas e viáveis no manejo de RCV por farmacêuticas em pessoas com HA, contribuindo, assim, na promoção da saúde e prevenção de desfechos cardiovasculares negativos.
Palavras-chave
Cuidado farmacêutico | Hipertensão Arterial | Intervenção farmacêutica | Risco cardiovascular
Notas
O registro foi originalmente publicado em português. A versão em inglês foi traduzida com o apoio de inteligência artificial.
Abstract
Introduction: People with hypertension are more likely to develop adverse cardiovascular events. Modifiable risk factors can be targeted through interventions by healthcare professionals, including pharmacists. However, few studies have investigated the role of pharmacists in cardiovascular risk (CVR) management. Objective: To evaluate the impact of pharmaceutical interventions on the cardiovascular risk of people with hypertension in a municipality in southern Espírito Santo, Brazil. Methods: This was a quasiexperimental beforeandafter study conducted from January 2022 to December 2023 with patients with hypertension receiving care from three clinical pharmacists. Sociodemographic data, blood pressure, and lipid profile were collected at three time points (T0, T1, and T2). Cardiovascular risk was assessed using the Framingham Risk Score (FRS), which estimates the 10year risk of cardiovascular events. The interventions were classified as: direct interventions targeting cardiovascular risk (blood pressure and/or dyslipidemia); indirect interventions targeting cardiovascular risk (lifestyle, obesity, diabetes, and/or cardiovascular disease); and other interventions. Descriptive statistics and ANOVA were used for data analysis. Ethical requirements were observed (CAAE 13586319.6.0000.8151 | Approval No. 4,733,878). Results and Conclusion: A total of 66 patients participated in the study, of whom 70.3% (n=45) were female, with a mean age of 63.5 ± 10.3 years. A total of 476 interventions were recorded, including 358 focused on cardiovascular risk and 118 addressing other situations. Among the cardiovascular risk interventions, 220 were direct interventions targeting blood pressure (n=154) and dyslipidemia (n=66), while 138 were indirect interventions addressing diabetes (n=84), cardiovascular disease (n=21), lifestyle (n=27), and obesity (n=6). Significant reductions were observed in blood pressure and lipid profile, as follows: Blood pressure: between T0 and T1 (Δ = 9.47 mmHg, p = 0.014) and between T0 and T2 (Δ = 8.62 mmHg, p = 0.007); nonHDL cholesterol: between T0 and T1 (Δ = 19.76 mg/dL, p < 0.001) and between T0 and T2 (Δ = 19.69 mg/dL, p = 0.001); LDL cholesterol: between T0 and T1 (Δ = 15.70 mg/dL, p < 0.001) and between T0 and T2 (Δ = 13.69 mg/dL, p = 0.004). Consequently, a significant reduction in the Framingham Risk Score was observed between T0 and T1 (Δ = 1.93 points, p < 0.001) and between T1 and T2 (Δ = 1.87 points, p < 0.001). These findings demonstrate that the interventions performed by clinical pharmacists reduced patients' estimated cardiovascular risk over the following 10 years. The interventions proved to be effective and feasible for cardiovascular risk management in people with hypertension, contributing to health promotion and the prevention of adverse cardiovascular outcomes.
Notes
The record was originally published in Portuguese. The English version was translated with the support of artificial intelligence.