-
Qual a complexidade da farmacoterapia de usuários da atenção primária à saúde em um município de Minas Gerais?
- Voltar
Título
Qual a complexidade da farmacoterapia de usuários da atenção primária à saúde em um município de Minas Gerais?
Tipo de documento
Resumo
Descrição
Resumo apresentado no 14º Fórum Brasileiro sobre Assistência Farmacêutica e Farmacoeconomia (FAFF) e publicado no Jornal de Assistência Farmacêutica e Farmacoeconomia (JAFF)
Fonte
JAFF
Ano de publicação
2026
Referência (Vancouver)
Barbosa AM, Soares MP, Mata PCS, Silva AJO, Maduro LCS, Bonomo LF, et al. Qual a complexidade da farmacoterapia de usuários da atenção primária à saúde em um município de Minas Gerais?. J Assist Farmac Farmacoecon. 2026;11.
Identificador
2026JAFF154
Title
What Is the Complexity of Pharmacotherapy Among Primary Health Care Users in a Municipality of Minas Gerais?
Document type
Abstract
Description
Abstract presented at the 14th Brazilian Forum on Pharmaceutical Care and Pharmacoeconomics (FAFF) and published in the Journal of Pharmaceutical Care and Pharmacoeconomics (JAFF)
Source
JAFF
Publication year
2026
Identifier
2026JAFF154
Resumo
Introdução: As doenças crônicas não transmissíveis (DCNT) requerem acompanhamento contínuo, em especial na Atenção Primária à Saúde (APS), visando à prevenção de agravos e o uso adequado dos medicamentos1,2. Nesse contexto, a complexidade da farmacoterapia é um desafio importante, uma vez que tal fenômeno está relacionado à baixa adesão ao tratamento e ao aumento de erros de medicação3,4. Objetivo: Avaliar a complexidade da farmacoterapia de usuários da Atenção Primária à Saúde em um município de Minas Gerais. Métodos: Foi realizado um estudo transversal, em duas Estratégias de Saúde da Família (ESF) em Governador Valadares (MG). Participaram do estudo pacientes com DCNT em uso de medicamentos e cadastrados nas ESF. Foram realizadas entrevistas individuais e análise de prontuários, entre março e julho de 2024, para a coleta de dados sociodemográficos e dos medicamentos em uso. Os medicamentos utilizados pelos pacientes foram avaliados por meio do Índice de Complexidade da Farmacoterapia (ICFT). Os dados foram analisados por meio de estatística descritiva e o estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa (Parecer: 6.093.176). Resultado e Conclusão: Participaram do estudo 80 usuários da APS, dos quais 59 (73,75%) eram do sexo feminino. A média de idade foi de 62 anos (±16,34). Foram encontrados 335 medicamentos em uso. A maioria das pessoas (n=46) utilizava quatro ou mais medicamentos, caracterizando polifarmácia. A complexidade da farmacoterapia obteve média de 14,33. O valor máximo foi de 38 pontos em uma farmacoterapia com 12 medicamentos. Dos 31 adultos, 16 (51,61%) apresentaram valores acima de 13, configurando alta complexidade. Das 49 pessoas idosas, 20 (40,81%) apresentaram alta complexidade da farmacoterapia. Foi possível observar que boa parte dos usuários apresentaram alta complexidade na farmacoterapia, evidenciando os desafios na gestão dos medicamentos. Esse contexto aponta a necessidade de estratégias interdisciplinares entre os profissionais de saúde e os farmacêuticos clínicos para reduzir a complexidade do regime terapêutico e promover o uso de medicamentos de forma efetiva e segura aos usuários atendidos na APS.
Palavras-chave
Assistência farmacêutica | Polimedicação | Tratamento farmacológico | Uso de medicamentos
Notas
O registro foi originalmente publicado em português. A versão em inglês foi traduzida com o apoio de inteligência artificial.
Abstract
Introduction: Chronic noncommunicable diseases (NCDs) require continuous followup, particularly in Primary Health Care (PHC), to prevent complications and ensure the appropriate use of medications.1,2 In this context, pharmacotherapy complexity represents a major challenge, as it is associated with poor treatment adherence and an increased risk of medication errors.3,4 Objective: To evaluate the pharmacotherapy complexity of Primary Health Care users in a municipality in Minas Gerais, Brazil. Methods: A crosssectional study was conducted in two Family Health Strategy (FHS) units in Governador Valadares, Minas Gerais. The study included patients with NCDs who were using medications and registered at the FHS units. Individual interviews and medical record reviews were carried out between March and July 2024 to collect sociodemographic data and information on medications in use. Medications were assessed using the Medication Regimen Complexity Index (MRCI). Data were analyzed using descriptive statistics, and the study was approved by the Research Ethics Committee (Approval No. 6.093.176). Results and Conclusion: Eighty PHC users participated in the study, of whom 59 (73.75%) were female. The mean age was 62 years (±16.34). A total of 335 medications were identified. Most participants (n=46) used four or more medications, characterizing polypharmacy. The mean pharmacotherapy complexity score was 14.33. The highest score was 38 points for a regimen consisting of 12 medications. Among the 31 adults, 16 (51.61%) had scores above 13, indicating high pharmacotherapy complexity. Among the 49 older adults, 20 (40.81%) also presented high pharmacotherapy complexity. A substantial proportion of PHC users exhibited highly complex medication regimens, highlighting challenges in medication management. These findings underscore the need for interdisciplinary strategies involving healthcare professionals and clinical pharmacists to reduce regimen complexity and promote the safe and effective use of medications among PHC users.
Notes
The record was originally published in Portuguese. The English version was translated with the support of artificial intelligence.