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Perfil de consumo de antibióticos em um hospital terciário de Minas Gerais
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Título
Perfil de consumo de antibióticos em um hospital terciário de Minas Gerais
Tipo de documento
Resumo
Descrição
Resumo apresentado no 14º Fórum Brasileiro sobre Assistência Farmacêutica e Farmacoeconomia (FAFF) e publicado no Jornal de Assistência Farmacêutica e Farmacoeconomia (JAFF)
Fonte
JAFF
Ano de publicação
2026
Referência (Vancouver)
Costa VM, Galvão CPF, Costa JM, Borges GSM. Perfil de consumo de antibióticos em um hospital terciário de Minas Gerais. J Assist Farmac Farmacoecon. 2026;11.
Identificador
2026JAFF024
Title
Antibiotic Consumption Profile in a Tertiary Hospital in Minas Gerais
Document type
Abstract
Description
Abstract presented at the 14th Brazilian Forum on Pharmaceutical Care and Pharmacoeconomics (FAFF) and published in the Journal of Pharmaceutical Care and Pharmacoeconomics (JAFF)
Source
JAFF
Publication year
2026
Identifier
2026JAFF024
Resumo
Introdução: A resistência antimicrobiana (RAM) é uma das principais ameaças à saúde pública global – associandose ao aumento da morbidade, mortalidade e custos em saúde1,2. O uso inadequado e excessivo de antimicrobianos é considerado o principal fator para o surgimento de microrganismos multirresistentes1, agravandose pela escassez de novos antibióticos eficazes em desenvolvimento. Para mitigar esse cenário, estratégias de monitoramento do consumo têm sido adotadas, especialmente com o suporte de ferramentas de classificação e categorização da Organização Mundial de Saúde(OMS), que visam orientar o uso racional de antibióticos3,4. Objetivo: Avaliar o padrão de dispensação de antibióticos em um hospital terciário de Minas Gerais, considerando os níveis de consumo e as classificações ATC (Anatomical Therapeutic Chemical) e AWaRe (Access, Watch, Reserve) da OMS. Métodos: Foram analisados dados de dispensação de antibióticos de uso sistêmico (J01), via oral ou parenteral, em pacientes internados em um hospital terciário de Minas Gerais, entre 01/01/2018 e 21/12/2023. Foram incluídos apenas os pacientes com tempo de internação disponível. O consumo foi quantificado em doses diárias definidas por 100 pacientesdia (DDD/100 pacientesdia), sendo 1 pacientedia equivalente a 1 dia de internação por paciente. A análise DU90% (Drug Utilization 90%) identificou anualmente os antimicrobianos que, juntos, responderam por 90% do consumo. A classificação AWaRe foi aplicada aos antibióticos que integraram o DU90% em pelo menos 4 dos 6 anos analisados. A tendência de uso foi avaliada por meio do cálculo do CAGR (Compound Annual Growth Rate). O estudo está vinculado ao projeto “Uso de avatar como estratégia educacional sobre resistência antimicrobiana” (CAAE: 6.059.516). Resultados: Os antibióticos mais consumidos ao final do período analisado foram, em ordem decrescente: carbapenêmicos, glicopeptídeos, polimixinas, macrolídeos, cefalosporinas de terceira geração e penicilinas com inibidores de betalactamase. O ano de 2023 apresentou o maior consumo total de antibióticos (63,35 DDD/100 pacientesdia). O meropenem, do grupo Watch, foi o antimicrobiano mais dispensado em todos os anos, com tendência de crescimento (CAGR: 4%). A vancomicina também mostrou aumento (CAGR: 7%), enquanto a polimixina B mantevese estável. Ceftriaxona e teicoplanina apresentaram queda no consumo (CAGR: 6% e 36%, respectivamente). Com relação a categorização AWaRe, fármacos como metronidazol e amicacina (Access) mostraram uso menos expressivo. Considerando os antimicrobianos do DU90%, a categoria Watch representou 61% a 80% do consumo anual; o grupo Access variou de 6% a 20%, abaixo da meta de ≥60% proposta pela OMS5; e o Reserve aumentou, atingindo 16,6% em 2023. Esse padrão evidencia o predomínio de antibióticos de espectro ampliado, indicando possível desafio no controle da resistência. Compreender as variações de consumo entre instituições é essencial para embasar intervenções locais5. Conclusões: O estudo revelou elevado consumo de antimicrobianos do grupo Watch, com baixa adesão à meta de uso de medicamentos do grupo Access. Os achados reforçam a necessidade da promoção de estratégias para a promoção da prescrição racional de antibióticos.
Palavras-chave
Antibióticos | Classificação AWaRe | Estudo de utilização de medicamentos | Farmacoepidemiologia
Notas
O registro foi originalmente publicado em português. A versão em inglês foi traduzida com o apoio de inteligência artificial.
Abstract
Introduction: Antimicrobial resistance (AMR) is one of the greatest global public health threats, being associated with increased morbidity, mortality, and healthcare costs.¹˒² The inappropriate and excessive use of antimicrobials is considered the main driver of the emergence of multidrugresistant microorganisms,¹ a problem further aggravated by the limited development of new effective antibiotics. To mitigate this scenario, antimicrobial consumption monitoring strategies have been implemented, particularly through the use of the World Health Organization (WHO) classification and categorization tools, which support the rational use of antibiotics.³˒⁴ Objective: To evaluate the antibiotic dispensing profile in a tertiary hospital in Minas Gerais, Brazil, considering consumption levels and the WHO Anatomical Therapeutic Chemical (ATC) and AWaRe (Access, Watch, Reserve) classifications. Methods: Data on the dispensing of systemic antibiotics (ATC J01), administered orally or parenterally, to hospitalized patients in a tertiary hospital in Minas Gerais were analyzed from January 1, 2018, to December 21, 2023. Only patients with available lengthofstay data were included. Antibiotic consumption was quantified as Defined Daily Doses per 100 patientdays (DDD/100 patientdays), with one patientday corresponding to one inpatient day. The Drug Utilization 90% (DU90%) method was used to identify, each year, the antibiotics accounting for 90% of total consumption. The AWaRe classification was applied to antibiotics included in the DU90% segment in at least four of the six years analyzed. Trends in antibiotic use were assessed using the Compound Annual Growth Rate (CAGR). This study is part of the project “Use of an avatar as an educational strategy on antimicrobial resistance” (CAAE: 6.059.516). Results: By the end of the study period, the most frequently consumed antibiotics, in descending order, were carbapenems, glycopeptides, polymyxins, macrolides, thirdgeneration cephalosporins, and penicillins combined with βlactamase inhibitors. The highest overall antibiotic consumption was observed in 2023 (63.35 DDD/100 patientdays). Meropenem, a Watch antibiotic, was the most dispensed antimicrobial throughout the study period and showed an increasing trend (CAGR: 4%). Vancomycin also showed increased consumption (CAGR: 7%), whereas polymyxin B remained stable. Ceftriaxone and teicoplanin exhibited declining consumption (CAGR: –6% and –36%, respectively). Regarding the AWaRe classification, Access antibiotics such as metronidazole and amikacin accounted for a relatively small proportion of use. Among the DU90% antibiotics, the Watch category represented 61%–80% of annual consumption, whereas the Access category accounted for only 6%–20%, well below the WHO target of at least 60%.⁵ The Reserve category increased over time, reaching 16.6% in 2023. This pattern highlights the predominance of broadspectrum antibiotics, suggesting potential challenges in antimicrobial resistance control. Understanding consumption patterns across institutions is essential to support targeted local interventions.⁵ Conclusions: The study demonstrated high consumption of Watch antibiotics and poor adherence to the WHO target for Access antibiotics. These findings reinforce the need to strengthen strategies that promote the rational prescribing of antibiotics.
Notes
The record was originally published in Portuguese. The English version was translated with the support of artificial intelligence.