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Cuidado farmacêutico e relações étnico-raciais: vivência com o Programa de Extensão TEKOÁ na formação em Farmácia
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Título
Cuidado farmacêutico e relações étnico-raciais: vivência com o Programa de Extensão TEKOÁ na formação em Farmácia
Tipo de documento
Resumo
Descrição
Resumo apresentado no 14º Fórum Brasileiro sobre Assistência Farmacêutica e Farmacoeconomia (FAFF) e publicado no Jornal de Assistência Farmacêutica e Farmacoeconomia (JAFF)
Fonte
JAFF
Ano de publicação
2026
Referência (Vancouver)
Gossenheimer AN, Schneider CMM, Nogueira F, Cipriano DL, Kpoudou GB, Ferreira AVS, et al. Cuidado farmacêutico e relações étnico-raciais: vivência com o Programa de Extensão TEKOÁ na formação em Farmácia. J Assist Farmac Farmacoecon. 2026;11.
Identificador
2026JAFF010
Title
Pharmaceutical Care and Ethnic-Racial Relations: Experience With the TEKOÁ Extension Program in Pharmacy Education
Document type
Abstract
Description
Abstract presented at the 14th Brazilian Forum on Pharmaceutical Care and Pharmacoeconomics (FAFF) and published in the Journal of Pharmaceutical Care and Pharmacoeconomics (JAFF)
Source
JAFF
Publication year
2026
Identifier
2026JAFF010
Resumo
Descrição do relato: Esta experiência relata uma aula realizada na disciplina de Cuidado Farmacêutico II do curso de Farmácia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), que contou com a participação ativa do Programa de Extensão TEKOÁ, iniciativa voltada para a promoção da saúde intercultural, com foco nas populações Negra e Indígena. O principal objetivo da atividade foi integrar as diretrizes das Leis nº 10.639/03 e nº 11.645/08, bem como das Diretrizes Curriculares Nacionais, relativas à Educação das Relações ÉtnicoRaciais (ERER), à formação dos futuros profissionais farmacêuticos. O foco foi discutir o racismo como um determinante social da saúde, buscando sensibilizar os estudantes para estratégias que promovam um cuidado em saúde mais equitativo, inclusivo e culturalmente sensível. A aula foi conduzida por representantes indígenas, negros e imigrantes, integrantes do TEKOÁ Programa Intercultural de Saúde Negra e Indígena da UFRGS. Esses convidados compartilharam suas vivências pessoais e coletivas, apresentaram dados epidemiológicos que evidenciam as desigualdades raciais e expuseram experiências formativas sob a perspectiva intercultural e antirracista. Dessa forma, a atividade ampliou o debate para além da teoria, incluindo relatos autênticos e baseados nas trajetórias de grupos historicamente marginalizados. Durante a aula, os estudantes participaram ativamente de dinâmicas reflexivas organizadas em uma roda de conversa, na qual foram analisados criticamente dados sobre desigualdades em saúde que atingem especificamente as populações negras e indígenas. Também foram promovidas interações com expressões culturais representativas, como a arte kaingang, tradicionalmente associada aos povos indígenas da região sul do Brasil, e os panegíricos africanos, que expressam a riqueza e diversidade das culturas afrobrasileiras. Essas atividades culturais proporcionaram um contato direto e sensível com as epistemologias e saberes tradicionais, valorizando a pluralidade cultural que deve ser reconhecida e respeitada no exercício do cuidado farmacêutico. A escuta atenta das trajetórias dos convidados possibilitou que os estudantes estabelecessem conexões significativas entre os conteúdos acadêmicos da disciplina e a realidade concreta enfrentada por essas populações, que frequentemente lidam com o racismo estrutural e suas consequências na saúde. Essa integração entre teoria e prática reforçou a importância do papel social do farmacêutico como agente no enfrentamento das desigualdades raciais, reconhecendo o valor das epistemologias plurais e a necessidade de incorporar saberes tradicionais e interculturais na prática clínica cotidiana.
Palavras-chave
Cuidado farmacêutico | Educação das relações étnico-raciais | Saúde indígena e negra
Notas
O registro foi originalmente publicado em português. A versão em inglês foi traduzida com o apoio de inteligência artificial.
Abstract
Description of the Report: This experience describes a class held in the Pharmaceutical Care II course of the Pharmacy program at the Federal University of Rio Grande do Sul (UFRGS), which included the active participation of the TEKOÁ Extension Program, an initiative focused on promoting intercultural health, with an emphasis on Black and Indigenous populations. The main objective of the activity was to integrate the guidelines established by Laws No. 10,639/03 and No. 11,645/08, as well as the National Curriculum Guidelines related to Education for EthnicRacial Relations (ERER), into the training of future pharmaceutical professionals. The focus was to discuss racism as a social determinant of health, aiming to raise students’ awareness of strategies that promote more equitable, inclusive, and culturally sensitive healthcare. The class was conducted by Indigenous, Black, and immigrant representatives, members of TEKOÁ – the Intercultural Black and Indigenous Health Program of UFRGS. These guests shared their personal and collective experiences, presented epidemiological data demonstrating racial inequalities, and discussed educational experiences from an intercultural and antiracist perspective. Thus, the activity expanded the discussion beyond theory by incorporating authentic accounts based on the trajectories of historically marginalized groups. During the class, students actively participated in reflective activities organized as a discussion circle, in which health inequality data specifically affecting Black and Indigenous populations were critically analyzed. Interactions with representative cultural expressions were also promoted, such as Kaingang art, traditionally associated with Indigenous peoples from southern Brazil, and African panegyrics, which express the richness and diversity of AfroBrazilian cultures. These cultural activities provided direct and sensitive contact with traditional epistemologies and knowledge systems, valuing the cultural plurality that should be recognized and respected in the practice of pharmaceutical care. Listening attentively to the guests’ experiences enabled students to establish meaningful connections between the academic content of the course and the concrete realities faced by these populations, which frequently experience structural racism and its consequences for health. This integration between theory and practice reinforced the importance of the pharmacist’s social role as an agent in addressing racial inequalities, recognizing the value of plural epistemologies and the need to incorporate traditional and intercultural knowledge into everyday clinical practice.
Notes
The record was originally published in Portuguese. The English version was translated with the support of artificial intelligence.