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Custos hospitalares de pessoas idosas com e sem eventos adversos a medicamentos sob a perspectiva do Sistema Único de Saúde
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Título
Custos hospitalares de pessoas idosas com e sem eventos adversos a medicamentos sob a perspectiva do Sistema Único de Saúde
Tipo de documento
Resumo
Descrição
Resumo apresentado no 14º Fórum Brasileiro sobre Assistência Farmacêutica e Farmacoeconomia (FAFF) e publicado no Jornal de Assistência Farmacêutica e Farmacoeconomia (JAFF)
Fonte
JAFF
Ano de publicação
2026
Referência (Vancouver)
Falavigna LO, Schiavo G, Forgerini M, Lucchetta RC, Mastroianni PC. Custos hospitalares de pessoas idosas com e sem eventos adversos a medicamentos sob a perspectiva do Sistema Único de Saúde. J Assist Farmac Farmacoecon. 2026;11.
Identificador
2026JAFF008
Title
Hospital Costs of Older Adults With and Without Adverse Drug Events From the Perspective of the Brazilian Unified Health System (SUS)
Document type
Abstract
Description
Abstract presented at the 14th Brazilian Forum on Pharmaceutical Care and Pharmacoeconomics (FAFF) and published in the Journal of Pharmaceutical Care and Pharmacoeconomics (JAFF)
Source
JAFF
Publication year
2026
Identifier
2026JAFF008
Resumo
Introdução: A maior ocorrência de eventos adversos a medicamentos (EAMs) em pessoas idosas está associada ao aumento na utilização de recursos de saúde e custos para os sistemas assistenciais. Contudo, no Brasil, há poucas evidências sobre os custos das internações nessa população com EAMs, dificultando a avaliação do impacto econômico desses eventos ao Sistema Único de Saúde (SUS). Objetivo: Estimar e comparar os custos médicos diretos de internações hospitalares de pessoas idosas com e sem EAMs, sob a perspectiva do SUS. Métodos: Foi conduzido um estudo transversal retrospectivo no Hospital Estadual Américo Brasiliense (SP) (CAAE 64663522.0.0000.5426). Foram incluídas pessoas idosas (≥ 60 anos) admitidas em clínicas médicas e unidades de terapia intensiva (UTI) por mais de 24 horas, entre fevereiro e agosto de 2022, excluindose aquelas internadas para a realização de procedimentos ou cirurgias eletivas. Aplicaramse 21 rastreadores em prontuários eletrônicos para triagem de EAMs préadmissão e intrahospitalares, seguida de análise de causalidade para determinar sua imputabilidade. Os custos médicos diretos, definidos como custos associados a intervenções médicas, foram estimados utilizandose a abordagem de microcusteio do tipo bottomup. Foram coletadas informações sobre os custos de consultas, diárias, exames de imagem, procedimentos e tratamentos a partir dos relatórios de Autorização de Internação Hospitalar (AIH). Para comparação entre os grupos, foi utilizado o teste Tstudent. Resultados: Das 304 pessoas idosas elegíveis, 135 apresentaram ao menos um EAM (44,4%). Em comparação àquelas que não apresentaram EAMs, pessoas idosas com EAMs utilizaram um número significativamente maior de medicamentos durante a internação (27 ±10 vs 17 ±8 p < 0,001) e permaneceram internadas por mais dias (16 ±12 vs 9 ±6 dias; p < 0,001). Os EAMs mais frequentes foram: sonolência induzida por benzodiazepínicos e opioides, lesão renal aguda induzida por diuréticos, delirium induzido por opioides, hiperglicemia induzida por corticosteroides e hipoglicemia induzida por insulina. Em comparação às pessoas idosas sem EAMs, aquelas com EAMs apresentaram custos mais elevados de internação tanto em clínicas médicas (R$1.965,62 vs R$1.021,83, p = 0,002) quanto em UTI (R$6.179,06 vs R$4.154,83, p = 0,020). Com relação aos componentes de custos, observaramse maiores gastos com consultas (R$118,47 vs R$68,32, p <0,001), diárias (R$2.387,81 vs R$1.086,82, p <0,001) e exames de imagem (R$178,25 vs R$115,82, p = 0,007) no grupo com EAMs. Conclusões: Sob a perspectiva do SUS, pessoas idosas admitidas em clínicas médicas que apresentaram EAMs geraram custos duas vezes maiores em comparação àquelas que não apresentaram esses eventos. Entre as pessoas idosas internadas em UTI, os custos foram aproximadamente 50% superiores na presença de EAMs. Esses achados podem contribuir para o direcionamento mais eficiente de recursos humanos e financeiros para a detecção, manejo e minimização desses eventos
Palavras-chave
Análise de custo em saúde | Efeito colateral e reação adversa relacionados a medicamentos | Saúde da pessoa idosa | Segurança do paciente
Notas
O registro foi originalmente publicado em português. A versão em inglês foi traduzida com o apoio de inteligência artificial.
Abstract
Background: The higher occurrence of adverse drug events (ADEs) in older adults is associated with increased healthcare resource utilization and higher costs for healthcare systems. However, in Brazil, there is limited evidence on hospitalization costs among this population with ADEs, making it difficult to assess the economic impact of these events on the Brazilian Unified Health System (SUS). Objective: To estimate and compare the direct medical costs of hospitalizations among older adults with and without ADEs from the perspective of the SUS. Methods: A retrospective crosssectional study was conducted at the Américo Brasiliense State Hospital (São Paulo, Brazil) (CAAE 64663522.0.0000.5426). Older adults (≥60 years) admitted to medical wards and intensive care units (ICUs) for more than 24 hours between February and August 2022 were included, while those hospitalized for elective procedures or surgeries were excluded. Twentyone trigger tools were applied to electronic medical records to screen for preadmission and inhospital ADEs, followed by causality assessment to determine imputability. Direct medical costs, defined as costs associated with medical interventions, were estimated using a bottomup microcosting approach. Data on consultation fees, hospital stay, imaging tests, procedures, and treatments were collected from Hospital Admission Authorization (AIH) reports. Student’s ttest was used to compare the groups. Results: Of the 304 eligible older adults, 135 experienced at least one ADE (44.4%). Compared with those without ADEs, older adults with ADEs used a significantly higher number of medications during hospitalization (27 ± 10 vs. 17 ± 8; p < 0.001) and had longer hospital stays (16 ± 12 vs. 9 ± 6 days; p < 0.001). The most frequent ADEs were benzodiazepine and opioidinduced drowsiness, diureticinduced acute kidney injury, opioidinduced delirium, corticosteroidinduced hyperglycemia, and insulininduced hypoglycemia. Compared with older adults without ADEs, those with ADEs incurred significantly higher hospitalization costs in both medical wards (R$1,965.62 vs. R$1,021.83; p = 0.002) and ICUs (R$6,179.06 vs. R$4,154.83; p = 0.020). Regarding cost components, higher expenditures were observed for medical consultations (R$118.47 vs. R$68.32; p < 0.001), hospital stay (R$2,387.81 vs. R$1,086.82; p < 0.001), and imaging examinations (R$178.25 vs. R$115.82; p = 0.007) in the ADE group. Conclusions: From the perspective of the SUS, older adults admitted to medical wards who experienced ADEs generated hospitalization costs that were approximately twice as high as those without ADEs. Among older adults admitted to ICUs, hospitalization costs were approximately 50% higher in the presence of ADEs. These findings may support a more efficient allocation of human and financial resources for the detection, management, and prevention of adverse drug events.
Keywords
Drug-related side effects and adverse reactions | Health care cost analysis | Health of older adults | Patient safety
Notes
The record was originally published in Portuguese. The English version was translated with the support of artificial intelligence.