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Prevalência e conhecimentos sobre hepatite C de idosos frequentadores de uma universidade
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Título
Prevalência e conhecimentos sobre hepatite C de idosos frequentadores de uma universidade
Tipo de documento
Resumo
Descrição
Resumo apresentado no Simpósio de Saúde Baseada em Evidências (SISBE)
Fonte
SISBE
Ano de publicação
2025
Referência (Vancouver)
Pereira GLA, Oliveira MLC, Rodrigues MZ, Silva PPCO, Sperandio LF. Prevalência e conhecimentos sobre hepatite C de idosos frequentadores de uma universidade. In: Simpósio de Saúde Baseada em Evidências 2025 [Internet]. Brasília (DF): Fundação de Ensino e Pesquisa em Ciências da Saúde; 2025. Disponível em: https://repositoriobce.fepecs.edu.br/handle/123456789/1614
Identificador
2025SISBE023
Title
Prevalence and knowledge of hepatitis C among older adults attending a university
Document type
Abstract
Description
Abstract presented at the Evidence-Based Health Symposium (SISBE)
Source
SISBE
Publication year
2025
Reference (Vancouver)
Pereira GLA, Oliveira MLC, Rodrigues MZ, Silva PPCO, Sperandio LF. Prevalência e conhecimentos sobre hepatite C de idosos frequentadores de uma universidade. In: Simpósio de Saúde Baseada em Evidências 2025 [Internet]. Brasília (DF): Fundação de Ensino e Pesquisa em Ciências da Saúde; 2025. Available from: https://repositoriobce.fepecs.edu.br/handle/123456789/1614
Identifier
2025SISBE023
Resumo
INTRODUÇÃO: Dias et.al (2020) refere Hepatite como o nome dado a infecções virais que afetam o fígado, elas podem ser agudas ou crônicas, assintomáticas ou fulminantes. O Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas para Atenção Integral às Pessoas com Infecções Sexualmente Transmissíveis (2022) informa que muitas vezes, a hepatite C é diagnosticada décadas após a infecção, e os sinais e sintomas são comuns às demais doenças parenquimatosas crônicas do fígado, manifestando-se apenas em fases mais avançadas da infecção. Ferreira et.al. ainda ressalta que a infeção pelo VHC, muitas vezes, evolui sem apresentar sintomatologia sendo diagnosticada tardiamente e, por isso, a descoberta só acontece quando os portadores estão mais velhos ou até mesmo na terceira idade. Desse modo entende-se que as pessoas idosas são um grupo com grande vulnerabilidade a hepatite C, devido a exposição ao longo da vida e a possível falta de conhecimento sobre os métodos de proteção. Portanto, o presente projeto te o objetivo de analisar a prevalência e os conhecimentos sobre a hepatite C na população com 60 anos ou mais, participante da comunidade de uma universidade particular no Centro-Oeste. OBJETIVOS: Analisar a prevalência e os conhecimentos sobre a hepatite C na população com 60 anos ou mais, participante da comunidade de uma universidade particular no Centro-Oeste. MÉTODO: Este estudo transversal foi realizado no ambulatório da Universidade Católica de Brasília (UCB), com uma amostra intencional de 85 participantes, todos com 60 anos ou mais. Os critérios de inclusão foram: Maiores de 60 anos, residentes no Distrito Federal e frequentadores da universidade. Foram excluídos indivíduos diagnosticados com hepatite C ou HIV, ou com problemas cognitivos que comprometiam a participação. A pesquisa incluiu três etapas: teste rápido para diagnóstico de hepatite C, aplicação de questionário sobre o conhecimento dos idosos sobre a doença e ações educativas com distribuição de folder e livro intitulado ―A vovó sabe tudo sobre hepatite‖. O aconselhamento prévio seguiu as diretrizes do Manual de Aconselhamento em Hepatites Virais do Ministério da Saúde. O presente estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética da Universidade Católica de Brasília sob o parecer nº 6.804.031. RESULTADOS: Dos 85 participantes, todos apresentaram resultados não reagentes para hepatite C, indicando ausência de infecção. Em relação ao conhecimento, 81% dos participantes desconheciam a doença, 39% acreditavam erroneamente que a ausência de sintomas impede a transmissão do vírus, e 39% não associaram a hepatite C ao fígado. Além disso, 67% acreditavam na existência de uma vacina contra a hepatite C. Esses resultados confirmam estudos anteriores, como os de Pereira et al. (2017) e Aguiar et al. (2021), que indicaram baixo conhecimento sobre hepatites virais entre idosos. DISCUSSÃO E CONCLUSÕES: A prevalência da doença foi de 0%, mas o desconhecimento entre os participantes representa risco significativo, pois pode comprometer ações preventivas. Estudos similares identificaram lacunas informacionais graves entre diferentes públicos, mesmo entre os que utilizam os serviços de saúde. A falsa crença na existência de vacina para hepatite C, observada em 67% da amostra, também foi verificada por Antunes (2020), evidenciando confusão com outros tipos de hepatite. A baixa associação da doença ao fígado reforça a falta de compreensão sobre a gravidade do HCV, cujas consequências incluem cirrose e câncer hepático. O Ministério da Saúde recomenda, desde 2018, a ampliação da testagem com ações de busca ativa e educação permanente em saúde como estratégias fundamentais para eliminar a hepatite C como problema de saúde pública até 2030. O presente estudo demonstrou que intervenções simples, como testagem com aconselhamento e educação, são eficazes e devem ser ampliadas para outros públicos, contribuindo para o diagnóstico precoce, redução de custos ao SUS e promoção da saúde entre os idosos.
Notas
O registro foi originalmente publicado em português. A versão em inglês foi traduzida com o apoio de inteligência artificial.
Abstract
INTRODUCTION: Dias et al. (2020) define hepatitis as the name given to viral infections that affect the liver, which may be acute or chronic, asymptomatic or fulminant. The Clinical Protocol and Therapeutic Guidelines for Comprehensive Care for People with Sexually Transmitted Infections (2022) states that hepatitis C is often diagnosed decades after infection, and its signs and symptoms are common to other chronic parenchymal liver diseases, manifesting only in more advanced stages of infection. Ferreira et al. further emphasize that HCV infection often progresses without symptoms, being diagnosed late, and therefore detection frequently occurs when individuals are older or already elderly. Thus, elderly individuals are considered a group highly vulnerable to hepatitis C due to lifelong exposure and possible lack of knowledge regarding preventive methods. Therefore, this project aimed to analyze the prevalence and knowledge about hepatitis C among individuals aged 60 years or older participating in the community of a private university in the Midwest region of Brazil. OBJECTIVES: To analyze the prevalence and knowledge about hepatitis C among individuals aged 60 years or older participating in the community of a private university in the Midwest region of Brazil. METHOD: This cross-sectional study was conducted at the outpatient clinic of the Catholic University of Brasília (UCB), with an intentional sample of 85 participants, all aged 60 years or older. Inclusion criteria were: individuals over 60 years old, residents of the Federal District, and attendees of the university. Individuals diagnosed with hepatitis C or HIV, or with cognitive impairments compromising participation, were excluded. The study included three stages: rapid testing for hepatitis C diagnosis, administration of a questionnaire assessing elderly participants’ knowledge about the disease, and educational activities with distribution of a leaflet and a book entitled “Grandma Knows Everything About Hepatitis.” Pre-test counseling followed the guidelines of the Ministry of Health’s Viral Hepatitis Counseling Manual. This study was approved by the Ethics Committee of the Catholic University of Brasília under opinion number 6.804.031. RESULTS: Among the 85 participants, all presented non-reactive results for hepatitis C, indicating absence of infection. Regarding knowledge, 81% of participants were unaware of the disease, 39% incorrectly believed that absence of symptoms prevents virus transmission, and 39% did not associate hepatitis C with the liver. In addition, 67% believed that a vaccine against hepatitis C exists. These findings confirm previous studies, such as those by Pereira et al. (2017) and Aguiar et al. (2021), which identified low knowledge about viral hepatitis among elderly individuals. DISCUSSION AND CONCLUSIONS: The prevalence of the disease was 0%; however, the lack of knowledge among participants represents a significant risk, as it may compromise preventive actions. Similar studies identified serious informational gaps among different populations, even among those using health services. The false belief in the existence of a hepatitis C vaccine, observed in 67% of the sample, was also reported by Antunes (2020), evidencing confusion with other types of hepatitis. The low association of the disease with the liver reinforces the lack of understanding regarding the severity of HCV, whose consequences include cirrhosis and liver cancer. Since 2018, the Ministry of Health has recommended expanding testing through active case finding and continuing health education as fundamental strategies to eliminate hepatitis C as a public health problem by 2030. This study demonstrated that simple interventions, such as testing combined with counseling and education, are effective and should be expanded to other populations, contributing to early diagnosis, reduction of SUS costs, and health promotion among the elderly.
Notes
The record was originally published in Portuguese. The English version was translated with the support of artificial intelligence.