-
Epidemiologia e uso de medicamentos para pessoas com acromegalia em tratamento pelo SUS no DF em 2024
- Voltar
Título
Epidemiologia e uso de medicamentos para pessoas com acromegalia em tratamento pelo SUS no DF em 2024
Tipo de documento
Resumo
Descrição
Resumo apresentado no Simpósio de Saúde Baseada em Evidências (SISBE)
Fonte
SISBE
Ano de publicação
2025
Referência (Vancouver)
Silva TCSA, Dantas LBP, Zimmermann IR. Epidemiologia e uso de medicamentos para pessoas com acromegalia em tratamento pelo SUS no DF em 2024. In: Simpósio de Saúde Baseada em Evidências 2025 [Internet]. Brasília (DF): Fundação de Ensino e Pesquisa em Ciências da Saúde; 2025. Disponível em: https://repositoriobce.fepecs.edu.br/handle/123456789/1633
Identificador
2025SISBE042
Title
Epidemiology and use of medications among people with acromegaly undergoing treatment through the Brazilian Unified Health System (SUS) in the Federal District in 2024
Document type
Abstract
Description
Abstract presented at the Evidence-Based Health Symposium (SISBE)
Source
SISBE
Publication year
2025
Reference (Vancouver)
Silva TCSA, Dantas LBP, Zimmermann IR. Epidemiologia e uso de medicamentos para pessoas com acromegalia em tratamento pelo SUS no DF em 2024. In: Simpósio de Saúde Baseada em Evidências 2025 [Internet]. Brasília (DF): Fundação de Ensino e Pesquisa em Ciências da Saúde; 2025. Available from: https://repositoriobce.fepecs.edu.br/handle/123456789/1633
Identifier
2025SISBE042
Resumo
INTRODUÇÃO: A acromegalia é uma doença rara, crônica e incapacitante, caracterizada por altas taxas de morbidade e mortalidade, apresentando desafios substanciais e financeiros no seu manejo, que, por natureza, é multifatorial e inclui cirurgia, tratamento medicamentoso e radioterapia. No Brasil, o gerenciamento de condições raras como a acromegalia é regulamentado por Protocolos Clínicos e Diretrizes Terapêuticas, os quais especificam o uso dos análogos de somatostatina de primeira geração: octreotida (OCT) e lanreotida (LAN), e da cabergolina (CAB) como tratamentos farmacológicos para os casos em que a doença persiste após a cirurgia ou quando a cirurgia não é uma opção viável. A natureza duradoura de suas comorbidades e a necessidade de tratamento contínuo ressaltam o impacto significativo que a essa doença pode ter sobre o Sistema Único de Saúde (SUS). Assim, compreender e analisar o perfil epidemiológico, assim como o padrão de dispensação de medicamentos na acromegalia, é essencial para compreender as necessidades e especificidades dessa população. OBJETIVOS: Descrever o perfil epidemiológico dos pacientes em tratamento da acromegalia, considerando as variáveis faixa etária, raça/cor e sexo, e identificar a dispensação dos medicamentos utilizados no tratamento da acromegalia no Sistema Único de Saúde (SUS), no Distrito Federal, no ano de 2024. MÉTODO: Estudo observacional, descritivo e retrospectivo, realizado com base nos registros de dispensação de medicamentos especializados pelo SUS, utilizando o código diagnóstico da CID-10: E220 (acromegalia e gigantismo hipofisário). Foram utilizados dados públicos de nível individual do Sistema de Informações Ambulatoriais (SIA/SUS), a partir dos microdados do banco de Autorização de Procedimentos Ambulatoriais (APAC), sendo utilizado o tipo de dado referente à APAC de Medicamentos, disponibilizados pelo DATASUS. Os dados, referentes ao período de janeiro a dezembro de 2024 no Distrito Federal, foram extraídos e avaliados através do Tabwin. RESULTADOS: Foram identificados o registro de 736 pacientes com dispensação de análogos de somatostatina de primeira geração e cabergolina para acromegalia no âmbito do Sistema Único de Saúde no Distrito Federal em 2024. Deste total, 50,27% eram do sexo masculino e a maior parcela se declarou parda (64,95%) ou branca (23,91%). Em relação à idade, a maior parte concentrou-se em pacientes na 5ᵃ (24,46%) e 6ᵃ (23,10%) décadas de vida, com uma média de aproximadamente 54,68 anos. O medicamento mais dispensado para o tratamento foi a octreotida (56,38%), sendo a octreotida LAR de 30mg injetável (por frasco-ampola) o medicamento mais utilizado (28,96%), seguido pela octreotida LAR de 20mg injetável. A cabergolina 0,5 mg (comprimido) foi o terceiro medicamento mais utilizado (24,18%) pelos pacientes. DISCUSSÃO E CONCLUSÕES: Houve 736 pacientes em tratamento para acromegalia no SUS no DF em 2024. Entretanto, o presente estudo não incluiu pacientes curados por cirurgia ou radioterapia, nem aqueles que adquiriram medicamentos pela rede privada. De acordo com outros estudos, o diagnóstico mais frequente foi observado na faixa etária de 50-69 anos. No entanto, este estudo não identificou predominância de nenhum sexo, ao contrário de séries mais recentes, que apontam prevalência feminina. Além disso, a maioria foi categorizada com cor autodeclarada branca ou parda. Quanto ao padrão de prescrição, houve predominância da OCT entre os análogos de somatostatina, com 56,38% das ampolas dispensadas e, apesar do custo mais elevado, a OCT foi a mais utilizada, destacando a importância de discutir diretrizes que considerem a sustentabilidade do SUS. A análise desses dados é crucial para compreender a acromegalia no contexto local e nacional, além de orientar a continuidade e eficiência dos serviços de saúde pública.
Notas
O registro foi originalmente publicado em português. A versão em inglês foi traduzida com o apoio de inteligência artificial.
Abstract
INTRODUCTION: Acromegaly is a rare, chronic, and disabling disease characterized by high morbidity and mortality rates, presenting substantial clinical and financial challenges in its management, which is inherently multifactorial and includes surgery, drug treatment, and radiotherapy. In Brazil, the management of rare conditions such as acromegaly is regulated by Clinical Protocols and Therapeutic Guidelines, which specify the use of first-generation somatostatin analogues—octreotide (OCT) and lanreotide (LAN)—and cabergoline (CAB) as pharmacological treatments for cases in which the disease persists after surgery or when surgery is not a viable option. The long-term nature of its comorbidities and the need for continuous treatment highlight the significant impact this disease can have on the Brazilian Unified Health System (SUS). Thus, understanding and analyzing the epidemiological profile as well as the medication dispensing patterns in acromegaly is essential to comprehend the needs and specificities of this population. OBJECTIVES: To describe the epidemiological profile of patients undergoing treatment for acromegaly, considering age group, race/skin color, and sex, and to identify the dispensing of medications used in the treatment of acromegaly within the Brazilian Unified Health System (SUS) in the Federal District in 2024. METHOD: Observational, descriptive, and retrospective study based on records of specialized medication dispensing through SUS, using the ICD-10 diagnostic code: E220 (acromegaly and pituitary gigantism). Public individual-level data from the Outpatient Information System (SIA/SUS) were used, based on microdata from the Ambulatory Procedure Authorization (APAC) database, specifically the APAC Medication dataset provided by DATASUS. Data referring to the period from January to December 2024 in the Federal District were extracted and analyzed using Tabwin. RESULTS: A total of 736 patients were identified with dispensing of first-generation somatostatin analogues and cabergoline for acromegaly within the Brazilian Unified Health System in the Federal District in 2024. Of these, 50.27% were male, and the largest proportion self-identified as mixed race (pardo) (64.95%) or white (23.91%). Regarding age, most patients were in the 5th (24.46%) and 6th (23.10%) decades of life, with an average age of approximately 54.68 years. The most frequently dispensed medication was octreotide (56.38%), with octreotide LAR 30 mg injectable (per vial) being the most used formulation (28.96%), followed by octreotide LAR 20 mg injectable. Cabergoline 0.5 mg (tablet) was the third most used medication (24.18%). DISCUSSION AND CONCLUSIONS: There were 736 patients undergoing treatment for acromegaly in the SUS in the Federal District in 2024. However, this study did not include patients cured by surgery or radiotherapy, nor those who obtained medications through the private healthcare system. According to other studies, the most frequent diagnosis occurs in the 50–69 age group. However, this study did not find a predominance of any sex, in contrast to more recent series that suggest a female predominance. In addition, most patients were self-identified as white or mixed race (pardo). Regarding prescription patterns, there was a predominance of octreotide among somatostatin analogues, accounting for 56.38% of dispensed vials, and despite its higher cost, OCT was the most used, highlighting the importance of discussing guidelines that consider the sustainability of the SUS. The analysis of these data is crucial to understanding acromegaly in the local and national context, as well as to guiding the continuity and efficiency of public health services.
Notes
The record was originally published in Portuguese. The English version was translated with the support of artificial intelligence.