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Eficácia dos métodos de ensino da saúde baseada em evidências na aprendizagem: uma revisão sistemática
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Título
Eficácia dos métodos de ensino da saúde baseada em evidências na aprendizagem: uma revisão sistemática
Tipo de documento
Resumo
Descrição
Resumo apresentado no Simpósio de Saúde Baseada em Evidências (SISBE)
Fonte
SISBE
Ano de publicação
2025
Referência (Vancouver)
Estevam JA, Peccin MS, Ismail MM, Queiroz MGC, Cecilio-Fernandes D. Eficácia dos métodos de ensino da saúde baseada em evidências na aprendizagem: uma revisão sistemática. In: Simpósio de Saúde Baseada em Evidências 2025 [Internet]. Brasília (DF): Fundação de Ensino e Pesquisa em Ciências da Saúde; 2025. Disponível em: https://repositoriobce.fepecs.edu.br/handle/123456789/1611
Identificador
2025SISBE020
Title
Effectiveness of evidence-based healthcare teaching methods in learning: a systematic review
Document type
Abstract
Description
Abstract presented at the Evidence-Based Health Symposium (SISBE)
Source
SISBE
Publication year
2025
Reference (Vancouver)
Estevam JA, Peccin MS, Ismail MM, Queiroz MGC, Cecilio-Fernandes D. Eficácia dos métodos de ensino da saúde baseada em evidências na aprendizagem: uma revisão sistemática. In: Simpósio de Saúde Baseada em Evidências 2025 [Internet]. Brasília (DF): Fundação de Ensino e Pesquisa em Ciências da Saúde; 2025. Available from: https://repositoriobce.fepecs.edu.br/handle/123456789/1611
Identifier
2025SISBE020
Resumo
INTRODUÇÃO: A saúde baseada em evidências (SBE) é uma abordagem que visa integrar a melhor evidência científica disponível com a experiência clínica e as preferências dos pacientes, buscando decisões mais conscientes e qualificadas. No entanto, a incorporação prática da SBE enfrenta desafios como alta carga de trabalho dos profissionais, rotatividade das equipes e falta de conhecimento adequado sobre pesquisa clínica. Esse cenário ressalta a importância de aprimorar os métodos educacionais usados na formação dos profissionais de saúde. Ensinar SBE com metodologias eficazes pode fomentar o desenvolvimento de pensamento crítico, reflexivo e resolutivo nos futuros profissionais, contribuindo para melhorar o cuidado integral e a segurança dos pacientes. A revisão sistemática realizada neste estudo busca investigar a efetividade desses métodos, identificar estratégias promissoras e analisar barreiras e facilitadores que impactam a aplicabilidade prática da SBE no cotidiano clínico. OBJETIVOS: O objetivo principal é sintetizar evidências sobre a efetividade dos métodos de ensino em SBE na formação de profissionais de saúde. Os objetivos secundários incluem identificar estratégias eficazes e analisar barreiras e facilitadores para a aplicação prática da SBE. MÉTODO: A revisão sistemática foi conduzida seguindo os protocolos do Cochrane Handbook e o checklist PRISMA, com registro prévio na plataforma Open Science Framework (OSF). A busca foi realizada em bases de dados reconhecidas, como PubMed, Cochrane Library e Embase, utilizando descritores relacionados à educação e prática baseada em evidências. Foram incluídos ensaios clínicos randomizados que analisaram intervenções educacionais em SBE, como workshops interativos, aprendizagem autodirigida e ensino com tecnologias digitais. A análise de risco de viés foi feita com a ferramenta Cochrane RoB2, e a qualidade metodológica dos estudos foi avaliada pela ferramenta Buckley. Os desfechos considerados foram conhecimento adquirido, habilidades de pesquisa e leitura crítica, e atitudes em relação à SBE. A metanálise foi conduzida utilizando a medida de Diferença de Médias Padronizadas (SMD) e análise de heterogeneidade. RESULTADOS: A revisão incluiu 18 estudos, que investigaram intervenções educacionais variadas, como cursos presenciais, e-learning, workshops e programas híbridos. Os desfechos analisados incluíram conhecimento, habilidades e atitude em relação à SBE. A metanálise revelou que as intervenções educacionais tiveram um impacto positivo no conhecimento e nas habilidades dos participantes, embora sem significância estatística. Esse achado pode estar relacionado à elevada heterogeneidade entre os estudos (I² superior a 80%) e ao risco de viés moderado ou alto identificado em 95% dos artigos avaliados. Os métodos educacionais baseados em interação, como discussões em grupo e atividades práticas, mostraram maior efetividade em comparação com métodos exclusivamente teóricos, mas a tradução desses ganhos em mudança de comportamento prático ainda é limitada. DISCUSSÃO E CONCLUSÕES: Os resultados desta revisão apontam que, embora diversas estratégias educacionais possam contribuir para o desenvolvimento de conhecimento e habilidades em SBE, a efetividade prática dessas intervenções ainda enfrenta barreiras metodológicas e contextuais. A ausência de resultados estatisticamente significativos na metanálise reforça a necessidade de futuros estudos com maior rigor metodológico, que comparem intervenções ativas e considerem o impacto do contexto educacional e clínico. Além disso, a tradução do conhecimento em prática clínica efetiva permanece um desafio. A adoção de metodologias ativas, como aprendizagem baseada em problemas e ensino por simulação, aliada ao suporte institucional e à capacitação docente, pode facilitar a integração da SBE ao currículo e contribuir para uma formação mais crítica e resolutiva dos profissionais de saúde.
Notas
O registro foi originalmente publicado em português. A versão em inglês foi traduzida com o apoio de inteligência artificial.
Abstract
INTRODUCTION: Evidence-based healthcare (EBHC) is an approach that aims to integrate the best available scientific evidence with clinical expertise and patient preferences, seeking more informed and qualified decision-making. However, the practical incorporation of EBHC faces challenges such as high workload among professionals, staff turnover, and lack of adequate knowledge of clinical research. This scenario highlights the importance of improving educational methods used in the training of health professionals. Teaching EBHC through effective methodologies can foster the development of critical, reflective, and problem-solving thinking in future professionals, contributing to improved comprehensive care and patient safety. The systematic review conducted in this study seeks to investigate the effectiveness of these methods, identify promising strategies, and analyze barriers and facilitators that impact the practical applicability of EBHC in clinical practice. OBJECTIVES: The main objective is to synthesize evidence on the effectiveness of teaching methods in EBHC education for health professionals. Secondary objectives include identifying effective strategies and analyzing barriers and facilitators for the practical application of EBHC. METHOD: The systematic review was conducted following Cochrane Handbook guidelines and the PRISMA checklist, with prior registration on the Open Science Framework (OSF). The search was performed in recognized databases such as PubMed, Cochrane Library, and Embase, using descriptors related to education and evidence-based practice. Randomized controlled trials evaluating educational interventions in EBHC were included, such as interactive workshops, self-directed learning, and technology-enhanced teaching. Risk of bias was assessed using the Cochrane RoB2 tool, and methodological quality was evaluated using the Buckley tool. Outcomes included knowledge acquisition, research and critical appraisal skills, and attitudes toward EBHC. Meta-analysis was conducted using Standardized Mean Difference (SMD) and heterogeneity analysis. RESULTS: The review included 18 studies investigating various educational interventions such as face-to-face courses, e-learning, workshops, and hybrid programs. Outcomes analyzed included knowledge, skills, and attitudes toward EBHC. The meta-analysis showed that educational interventions had a positive impact on participants’ knowledge and skills, although without statistical significance. This finding may be related to high heterogeneity among studies (I² > 80%) and moderate to high risk of bias identified in 95% of the evaluated articles. Interactive educational methods, such as group discussions and practical activities, showed greater effectiveness compared to purely theoretical approaches, although the translation of these gains into actual behavioral change remains limited. DISCUSSION AND CONCLUSIONS: The results of this review indicate that, although various educational strategies can contribute to the development of knowledge and skills in EBHC, the practical effectiveness of these interventions still faces methodological and contextual barriers. The absence of statistically significant results in the meta-analysis reinforces the need for future studies with stronger methodological rigor, comparing active interventions and considering the impact of educational and clinical contexts. Furthermore, the translation of knowledge into effective clinical practice remains a challenge. The adoption of active learning methodologies, such as problem-based learning and simulation-based teaching, combined with institutional support and faculty training, may facilitate the integration of EBHC into curricula and contribute to a more critical and effective training of health professionals.
Notes
The record was originally published in Portuguese. The English version was translated with the support of artificial intelligence.