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Desafios das tecnologias digitais em saúde no Sistema Único de Saúde (SUS): uma revisão integrativa
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Título
Desafios das tecnologias digitais em saúde no Sistema Único de Saúde (SUS): uma revisão integrativa
Tipo de documento
Resumo
Descrição
Resumo apresentado no Simpósio de Saúde Baseada em Evidências (SISBE)
Fonte
SISBE
Ano de publicação
2025
Referência (Vancouver)
Dossi CF. Desafios das tecnologias digitais em saúde no Sistema Único de Saúde (SUS): uma revisão integrativa. In: Simpósio de Saúde Baseada em Evidências 2025 [Internet]. Brasília (DF): Fundação de Ensino e Pesquisa em Ciências da Saúde; 2025. Disponível em: https://repositoriobce.fepecs.edu.br/handle/123456789/1610
Identificador
2025SISBE019
Title
Challenges of digital health technologies in the Brazilian Unified Health System (SUS): an integrative review
Document type
Abstract
Description
Abstract presented at the Evidence-Based Health Symposium (SISBE)
Source
SISBE
Publication year
2025
Reference (Vancouver)
Dossi CF. Desafios das tecnologias digitais em saúde no Sistema Único de Saúde (SUS): uma revisão integrativa. In: Simpósio de Saúde Baseada em Evidências 2025 [Internet]. Brasília (DF): Fundação de Ensino e Pesquisa em Ciências da Saúde; 2025. Available from: https://repositoriobce.fepecs.edu.br/handle/123456789/1610
Identifier
2025SISBE019
Resumo
INTRODUÇÃO: A saúde digital, utilização das tecnologias de informação e comunicação no intuito de melhorar a qualidade, a eficiência e a equidade dos serviços de saúde, tornou-se evidente no Brasil, principalmente, após a pandemia da Covid-19 devido à necessidade das medidas de distanciamento social e ampliação do acesso aos prontuários eletrônicos, à telessaúde e à telemedicina. Ela representa um campo de conhecimento e prática associada ao desenvolvimento do uso das tecnologias digitais na saúde contribuindo para otimização do fluxo assistencial e de informações, tomada de decisões em saúde (clínica, gestão, vigilância, regulação e promoção), além de qualificar as equipes multiprofissionais. Assim, nos últimos anos, as políticas públicas relacionadas à saúde digital têm evoluído constantemente no Brasil visando acompanhar tanto as demandas como os desafios do SUS. OBJETIVOS: Investigar, na literatura científica, os principais desafios e avanços na incorporação das tecnologias digitais no Sistema Único de Saúde (SUS). MÉTODO: Revisão integrativa, seguindo as recomendações PRISMA (Preferred Reporting Items for Systematic Reviews and Meta-Analyses). Para construção da pergunta de pesquisa, utilizou-se a estratégia PICO (população, intervenção, comparação e desfecho), assim definida: P- usuários e profissionais do SUS; I- uso de tecnologias digitais para saúde; C- abordagem presencial e telessaúde e O- desafios para implementação da tecnologia digital. Tomou-se como questão norteadora ―Quais são os principais desafios e avanços das tecnologias digitais no SUS?‖ Utilizaram-se as bases de dados SciELO e BVS, os descritores em ciências da saúde (decs.bvsalud.org) ―Tecnologia Digital para Saúde‖ e ―Sistema Único de Saúde‖ interconectados pelo operador booleano ―AND‖, nos idiomas inglês, português e espanhol, entre os anos de 2020 e 2024. As palavras contidas nos títulos, resumos e descritores foram analisadas inicialmente e, posteriormente, os estudos selecionados foram lidos na íntegra e as referências analisadas em busca de estudos adicionais. RESULTADOS: Foram encontrados 99 artigos, sendo 2 na SciELO e 97 na BVS. Após aplicação dos filtros, 55 foram excluídos, restando cinco artigos, assim distribuídos: 2 (40%) na SciELO e 3 (60%) na BVS. Em relação ao primeiro artigo analisado, o desconhecimento de recursos em Tecnologias da Informação e Comunicação (TICs) foi um fator desfavorável a sua utilização. O maior nível educacional correlacionou-se com a maior utilização desses recursos, no entanto, mesmo usuários com acesso diário à internet consideraram não usar o serviço por preferirem o modo presencial. O segundo artigo verificou a distribuição de estruturas necessária para implementar o teleatendimento nas regiões brasileiras, constatando que a maioria das Unidades Básicas de Saúde (UBS) não as continham. O terceiro artigo apontou como desafios as restrições de determinadas plataformas quanto ao pagamento e utilização dos serviços, necessidade de infraestrutura adequada, de pessoas qualificadas para o desenvolvimento de modelos de gestão, além da diversidade relativa às dimensões continentais do Brasil. Além disso, as restrições que o atendimento remoto impunha inviabilizaram a realização de exame físico e condições relativas a gravidade da doença ou a distúrbios cognitivos que restringiram o uso adequado por alguns indivíduos. O impasse observado no quarto artigo correlacionou a não utilização das TICs com a falta de oferta de programas como a telessaúde em uma parcela do território brasileiro. O quinto artigo observou dificuldades devido ao fluxo constante de profissionais nas unidades de saúde e falta treinamento desses quanto ao uso das tecnologias, disparidades relativas a literacia digital entre eles, além da falta de infraestrutura e conexão à internet em determinados locais. DISCUSSÃO: As dificuldades frente a utilização de TICs consistiram nas diferenças socioeconômicas, educacionais e culturais que inviabilizam a utilização desses recursos por uma parcela da população, além de baixos investimentos destinados a ampla implementação dessas ferramentas e da preferência dos indivíduos pelo atendimento presencial. Essas ferramentas despontaram, principalmente, no cenário relativo à pandemia da Covid-19 como forma de divulgação e propagação de informações acerca da doença, promoção de atendimentos com maior segurança mediante doença com alto potencial de transmissibilidade. Ademais, favoreceram o intercâmbio de informações entre profissionais regionalmente distantes, a partir de ferramentas que integraram, em âmbito nacional, os prontuários de usuários do SUS, bem como o levantamento de estatísticas e dados que puderam contribuir para o desenvolvimento de políticas públicas, além de perpassarem as barreiras impostas pelo distanciamento físico. Assim, torna-se fundamental o desenvolvimento de estratégias que visam mitigar essas disparidades em prol de garantir o princípio da universalidade do SUS.
Notas
O registro foi originalmente publicado em português. A versão em inglês foi traduzida com o apoio de inteligência artificial.
Abstract
INTRODUCTION: Digital health, the use of information and communication technologies (ICTs) to improve the quality, efficiency, and equity of health services, has become prominent in Brazil, especially after the COVID-19 pandemic due to the need for social distancing measures and the expansion of access to electronic medical records, telehealth, and telemedicine. It represents a field of knowledge and practice associated with the development and use of digital technologies in health, contributing to the optimization of care and information flows, health decision-making (clinical practice, management, surveillance, regulation, and health promotion), as well as improving multidisciplinary team performance. Thus, in recent years, public policies related to digital health have continuously evolved in Brazil in order to keep pace with both the demands and challenges of the SUS. OBJECTIVES: To investigate, in the scientific literature, the main challenges and advances in the incorporation of digital technologies in the Brazilian Unified Health System (SUS). METHOD: An integrative review following PRISMA (Preferred Reporting Items for Systematic Reviews and Meta-Analyses) guidelines was conducted. The PICO strategy was used to formulate the research question: P – SUS users and professionals; I – use of digital health technologies; C – in-person care and telehealth; O – challenges in technology implementation. The guiding question was: “What are the main challenges and advances of digital technologies in the SUS?” The SciELO and BVS databases were used, with the Health Sciences Descriptors (DeCS) “Digital Health Technology” and “Unified Health System” combined using the Boolean operator “AND,” in English, Portuguese, and Spanish, covering the years 2020 to 2024. Titles, abstracts, and descriptors were initially screened, followed by full-text reading and reference checking for additional studies. RESULTS: Ninety-nine articles were identified, 2 in SciELO and 97 in BVS. After applying filters, 55 were excluded, leaving five articles distributed as follows: 2 (40%) in SciELO and 3 (60%) in BVS. Regarding the first article, lack of knowledge about ICT resources was a limiting factor for their use. Higher educational levels were associated with greater use of these resources; however, even users with daily internet access reported preferring in-person care. The second article assessed the distribution of infrastructure required to implement telehealth services across Brazilian regions and found that most Primary Health Units (PHUs) lacked such structure. The third article highlighted challenges such as restrictions of certain platforms regarding payment and service use, the need for adequate infrastructure, trained personnel for management models, and the diversity resulting from Brazil’s continental size. Additionally, limitations of remote care made physical examination impossible, and disease severity or cognitive impairments restricted appropriate use for some individuals. The fourth article identified that non-use of ICTs was associated with the absence of telehealth programs in parts of the country. The fifth article reported difficulties due to high staff turnover in health units, lack of training in technology use, disparities in digital literacy among professionals, and lack of infrastructure and internet connectivity in certain areas. DISCUSSION: Difficulties in the use of ICTs were related to socioeconomic, educational, and cultural disparities that limit access for part of the population, as well as low investment in large-scale implementation of these tools and user preference for in-person care. These technologies became particularly prominent during the COVID-19 pandemic as tools for disseminating information about the disease and enabling safer care in a highly transmissible context. Furthermore, they facilitated information exchange among geographically distant professionals, supported national integration of SUS user records, and enabled data collection for public policy development, overcoming barriers imposed by physical distancing. Therefore, the development of strategies to reduce these disparities is essential to ensure the principle of universality within the SUS.
Notes
The record was originally published in Portuguese. The English version was translated with the support of artificial intelligence.