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Avaliação do perfil pré-operatório e resultados cirúrgicos dos pacientes submetidos a trabeculectomia primária em um serviço de residência médica
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Título
Avaliação do perfil pré-operatório e resultados cirúrgicos dos pacientes submetidos a trabeculectomia primária em um serviço de residência médica
Tipo de documento
Resumo
Descrição
Resumo apresentado no Simpósio de Saúde Baseada em Evidências (SISBE)
Fonte
SISBE
Ano de publicação
2025
Referência (Vancouver)
Silva Junior VPF. Avaliação do perfil pré-operatório e resultados cirúrgicos dos pacientes submetidos a trabeculectomia primária em um serviço de residência médica. In: Simpósio de Saúde Baseada em Evidências 2025 [Internet]. Brasília (DF): Fundação de Ensino e Pesquisa em Ciências da Saúde; 2025. Disponível em: https://repositoriobce.fepecs.edu.br/handle/123456789/1626
Identificador
2025SISBE035
Title
Evaluation of the preoperative profile and surgical outcomes of patients undergoing primary trabeculectomy in a medical residency service
Document type
Abstract
Description
Abstract presented at the Evidence-Based Health Symposium (SISBE)
Source
SISBE
Publication year
2025
Reference (Vancouver)
Silva Junior VPF. Avaliação do perfil pré-operatório e resultados cirúrgicos dos pacientes submetidos a trabeculectomia primária em um serviço de residência médica. In: Simpósio de Saúde Baseada em Evidências 2025 [Internet]. Brasília (DF): Fundação de Ensino e Pesquisa em Ciências da Saúde; 2025. Available from: https://repositoriobce.fepecs.edu.br/handle/123456789/1626
Identifier
2025SISBE035
Resumo
INTRODUÇÃO: O glaucoma é um grupo de doenças caracterizado pela perda progressiva de células ganglionares, afinamento da camada de fibras nervosas, escavação do nervo óptico e dano irreversível ao campo visual. É a principal causa de cegueira irreversível no mundo. Apesar dos avanços, a única forma comprovada de reduzir sua progressão é por meio da diminuição da pressão intraocular (PIO), utilizando colírios, laser ou cirurgia. O objetivo terapêutico é alcançar uma PIO alvo que estabilize a neuropatia e preserve a função visual. A trabeculectomia continua sendo o padrãoouro entre os procedimentos cirúrgicos, embora esteja associada a complicações como hifema, câmara anterior rasa, hipotonia, descolamento de coróide, vazamento da bolha, endoftalmite e catarata. Diante dos desafios inerentes à própria cirurgia, à realização deste procedimento por oftalmologistas em formação e ao contexto de saúde pública no Brasil, é importante avaliar se a cirurgia de trabeculectomia tem apresentado eficácia no tratamento de casos avançados de glaucoma. OBJETIVOS: (1) Objetivo Geral: Avaliar a eficácia da trabeculectomia no tratamento do glaucoma avançado em pacientes submetidos à cirurgia no Hospital Regional da Asa Norte (HRAN), no período de janeiro de 2022 a janeiro de 2023. (2) Objetivos Específicos: (a) Analisar a redução da pressão intraocular em pacientes submetidos à trabeculectomia; (b) Avaliar a diminuição do número de medicamentos antiglaucomatosos após a cirurgia; (c) Identificar as complicações cirúrgicas ocorridas durante o pós-operatório. MÉTODO: Estudo retrospectivo de série de casos com prontuários de pacientes submetidos à trabeculectomia no HRAN entre jan/2022 e jan/2023. Incluídos maiores de 18 anos, sem cirurgia antiglaucomatosa prévia. Excluídos prontuários incompletos. Aprovado pelo CEP (CAAE 74165723.0.0000.5553). Cirurgias realizadas por residentes do 3º ano sob supervisão. Técnica: anestesia peribulbar; mitomicina C subconjuntival; abertura conjuntiva; retalho escleral 4x4mm; trabeculectomia 2x1mm; iridectomia; suturas com nylon 10-0; antibiótico e corticoide subconjuntival; curativo oclusivo. Pós-operatório com colírios de atropina 1% e ciprofloxacino + dexametasona, reduzidos gradualmente. Avaliações no 1º, 3º, 7º e 14º dias e, depois, mensais. Dados coletados: idade, sexo, comorbidades, PIO (Goldmann), acuidade visual, E/D, uso de drogas e complicações. Análise estatística feita no Excel com teste t pareado (p<0,05). RESULTADOS: Entre janeiro de 2022 e janeiro de 2023, foram realizadas 35 trabeculectomias em 27 pacientes, predominando o sexo feminino (59,3%) com idade média de 63,8 anos. Dos olhos tratados, 88,5% apresentavam glaucoma primário de ângulo aberto, com outros tipos menos frequentes, como glaucoma de ângulo fechado, neovascular, juvenil e secundário. Comorbidades sistêmicas foram comuns: 70,3% dos pacientes eram hipertensos, 40,7% diabéticos tipo 2, além de casos isolados de cardiopatia e pneumopatias. No pré-operatório, a pressão intraocular média era de 21,1 mmHg, com uso médio de 3,6 medicações antiglaucomatosas. Após seis meses, a pressão reduziu para 10,9 mmHg em média, com 75% dos valores abaixo de 13 mmHg, e o uso de medicamentos diminuiu para uma média de 0,4 drogas, com 80% dos olhos sem necessidade de medicação. A redução da pressão e do número de drogas foi estatisticamente significativa (p<0,001). Complicações cirúrgicas ocorreram em 37,1% dos casos, incluindo descolamento seroso de coróide, encapsulamento da bolha, blebites, bolha hiperfiltrante, hifema e Seidel, sendo a maioria tratada com sucesso. Esses resultados demonstram a eficácia da trabeculectomia no controle do glaucoma avançado, mesmo diante dos desafios clínicos e cirúrgicos. DISCUSSÃO: O glaucoma é doença progressiva que aumenta com a idade, e a maioria dos pacientes cirúrgicos é idosa. A média de idade foi 63,8 anos, e 85,18% tinham Glaucoma Primário de Ângulo Aberto, o mais comum no Brasil. Hipertensão esteve presente em 70,37%, reforçando seu papel como fator de risco. Diabetes tipo 2 ocorreu em 40,74%, também associado ao glaucoma. Antes da cirurgia, a PIO média foi 21,1 mmHg, com escavação ≥0,9 em 71,4% e acuidade visual ≤0,1 em 40%, indicando casos avançados. Após 6 meses, a PIO média caiu para 10,9 mmHg, com redução média de 10,3 mmHg, e 80% estavam sem medicação, resultado similar a outros estudos. Complicações ocorreram em 37,1%, com descolamento seroso da coroide (11%) mais comum; apenas uma complicação grave não melhorou. A taxa foi menor que em estudos multicêntricos. CONCLUSÃO: Os pacientes eram majoritariamente idosos, hipertensos, com glaucoma avançado e PIO elevada, justificando cirurgia. O procedimento reduziu significativamente a PIO e o uso de medicamentos (p<0,001), com menor frequência de complicações. Apesar dos desafios, a trabeculectomia foi eficaz no tratamento do glaucoma avançado no HRAN.
Notas
O registro foi originalmente publicado em português. A versão em inglês foi traduzida com o apoio de inteligência artificial.
Abstract
INTRODUCTION: Glaucoma is a group of diseases characterized by progressive loss of retinal ganglion cells, thinning of the nerve fiber layer, optic nerve cupping, and irreversible visual field damage. It is the leading cause of irreversible blindness worldwide. Despite advances, the only proven way to slow disease progression is by reducing intraocular pressure (IOP) using eye drops, laser therapy, or surgery. The therapeutic goal is to achieve a target IOP that stabilizes optic neuropathy and preserves visual function. Trabeculectomy remains the gold standard surgical procedure, although it is associated with complications such as hyphema, shallow anterior chamber, hypotony, choroidal detachment, bleb leakage, endophthalmitis, and cataract. Given the inherent challenges of the procedure, its performance by resident ophthalmologists, and the context of public health in Brazil, it is important to evaluate the effectiveness of trabeculectomy in treating advanced glaucoma cases. OBJECTIVES: (1) General Objective: To evaluate the effectiveness of trabeculectomy in the treatment of advanced glaucoma in patients undergoing surgery at the Hospital Regional da Asa Norte (HRAN) between January 2022 and January 2023. (2) Specific Objectives: (a) To analyze intraocular pressure reduction after trabeculectomy; (b) To assess the decrease in the number of antiglaucoma medications after surgery; (c) To identify postoperative surgical complications. METHOD: This is a retrospective case series study based on medical records of patients who underwent trabeculectomy at HRAN between January 2022 and January 2023. Patients older than 18 years without previous antiglaucoma surgery were included. Incomplete records were excluded. The study was approved by the Research Ethics Committee (CAAE 74165723.0.0000.5553). Surgeries were performed by third-year residents under supervision. The technique included peribulbar anesthesia; subconjunctival mitomycin C; conjunctival opening; a 4×4 mm scleral flap; 2×1 mm trabeculectomy; iridectomy; 10-0 nylon sutures; subconjunctival antibiotic and corticosteroid injection; and occlusive dressing. Postoperative care included atropine 1% and ciprofloxacin + dexamethasone eye drops, gradually tapered. Follow-up occurred on days 1, 3, 7, and 14, and then monthly. Data collected included age, sex, comorbidities, IOP (Goldmann tonometry), visual acuity, cup-to-disc ratio, medication use, and complications. Statistical analysis was performed using Excel with paired t-test (p < 0.05). RESULTS: Between January 2022 and January 2023, 35 trabeculectomies were performed in 27 patients, with a predominance of females (59.3%) and a mean age of 63.8 years. Of the treated eyes, 88.5% had primary open-angle glaucoma, with less frequent types including angle-closure, neovascular, juvenile, and secondary glaucoma. Systemic comorbidities were common: 70.3% had hypertension, 40.7% had type 2 diabetes, and isolated cases of cardiac and pulmonary diseases were observed. Preoperative mean IOP was 21.1 mmHg, with an average of 3.6 antiglaucoma medications. After six months, mean IOP decreased to 10.9 mmHg, with 75% of values below 13 mmHg, and medication use decreased to an average of 0.4 drugs, with 80% of eyes requiring no medication. The reductions in IOP and medication use were statistically significant (p < 0.001). Surgical complications occurred in 37.1% of cases, including serous choroidal detachment, bleb encapsulation, blebitis, overfiltrating bleb, hyphema, and Seidel positivity, most of which were successfully managed. DISCUSSION: Glaucoma is a progressive disease that increases with age, and most surgical patients are elderly. The mean age was 63.8 years, and 85.18% had primary open-angle glaucoma, the most common type in Brazil. Hypertension was present in 70.37%, reinforcing its role as a risk factor. Type 2 diabetes occurred in 40.74%, also associated with glaucoma. Preoperatively, mean IOP was 21.1 mmHg, with a cup-to-disc ratio ≥ 0.9 in 71.4% and visual acuity ≤ 0.1 in 40%, indicating advanced disease. After six months, mean IOP decreased to 10.9 mmHg, with an average reduction of 10.3 mmHg, and 80% were medication-free, consistent with other studies. Complications occurred in 37.1% of cases, with serous choroidal detachment (11%) being the most frequent; only one severe complication did not improve. The complication rate was lower than in multicenter studies. CONCLUSION: Patients were predominantly elderly, hypertensive, with advanced glaucoma and elevated IOP, justifying surgical intervention. The procedure significantly reduced IOP and medication use (p < 0.001), with a relatively low complication rate. Despite challenges, trabeculectomy was effective in treating advanced glaucoma at HRAN.
Notes
The record was originally published in Portuguese. The English version was translated with the support of artificial intelligence.