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Análise das Tendências nos Gastos e Volume de Procedimentos Cardiovasculares de 2008 a 2021 em Relação ao Orçamento do SUS
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Título
Análise das Tendências nos Gastos e Volume de Procedimentos Cardiovasculares de 2008 a 2021 em Relação ao Orçamento do SUS
Tipo de documento
Resumo
Descrição
Documento publicado na Rebrats (Rede Brasileira de Avaliação de Tecnologias em Saúde) que sintetiza informações, evidências e resultados de estudos ou avaliações em saúde, facilitando a compreensão e o acesso ao conhecimento científico.
Fonte
Rebrats
Ano de publicação
2023
Referência (Vancouver)
Casiraghi Y, Marcolino MAZ, Lara LR de, Schneider NB, Etges APBD de S, Polanczyk CA. Análise das Tendências nos Gastos e Volume de Procedimentos Cardiovasculares de 2008 a 2021 em Relação ao Orçamento do SUS. J Assist Farmac Farmacoecon. 2024;9(Suppl. 1).
DOI
10.22563/2525-7323.2024.v9.s1.p.220
Identificador
2023REB197
Title
Analysis of Trends in Cardiovascular Spending and Procedure Volume from 2008 to 2021 in Relation to SUS Budget
Document type
Summary
Description
A document published by Rebrats (Brazilian Network for Health Technology Assessment) that synthesizes information, evidence, and results from health studies or assessments, facilitating understanding of and access to scientific knowledge.
Source
Rebrats
Year of publication
2023
Reference (Vancouver)
Casiraghi Y, Marcolino MAZ, Lara LR de, Schneider NB, Etges APBD de S, Polanczyk CA. Análise das Tendências nos Gastos e Volume de Procedimentos Cardiovasculares de 2008 a 2021 em Relação ao Orçamento do SUS. J Assist Farmac Farmacoecon. 2024;9(Suppl. 1).
DOI
10.22563/2525-7323.2024.v9.s1.p.220
Identifier
2023REB197
Resumo
Introdução: As doenças cardiovasculares (DCV) são a principal causa de mortalidade no mundo e de-mandam uma parcela significativa dos recursos disponíveis. Os gastos em saúde estão em constante crescimento, no entanto, sua distribuição nem sempre acompanha as áreas com maior demanda e im-pacto no sistema. Nesse contexto, foi avaliada a tendência da proporção dos gastos com procedimentos cardiovasculares (PCV) em relação ao orçamento total do SUS e o volume de procedimentos realizados considerando o impacto da pandemia de covid-19.Métodos: Estudo realizado com base em dados públicos do Sistema de Informação Hospitalar do SUS, que incluem informações sobre volume e execução de gastos em PCV. Foram incluídos registros de internação para PCV clínicos (tratamento de cardiopatia isquêmica crônica, doença cerebrovascular, doença valvar, fibrilação atrial, síndrome coronariana aguda e infarto clínico, insuficiência cardíaca, miocardiopatias) e cirúrgicos (ablação, angioplastias coronarianas, revascularização miocárdica, cirur-gias valvares e tratamento cirúrgico de miocardiopatias). Dados macroeconômicos, como PIB e orça-mento em saúde, foram obtidos de orçamentos anuais do Ministério de Planejamento e Orçamento (2008 a 2013) e do portal da transparência do Ministério da Saúde (2014 a 2021). A tendência foi analisada com a comparação da proporção de gastos com PCV (incluindo procedimentos clínicos e cirúrgicos) em relação aos gastos totais no SUS e quanto ao volume de procedimentos por 100 mil habitantes. Foram considerados períodos anteriores à pandemia, de 2008 a 2019, e posteriores, de 2019 a 2021. Os valores foram corrigidos para 2021 com o índice IPCA de cada ano.Resultados: De 2008 a 2019 houve aumento de 31,3% no orçamento do SUS (de R$116,1 para R$152,4 bilhões), enquanto a representatividade dos PCV passou de 2,1% para 1,6% dos gastos totais, redução de 25,5% em relação a 2008, sendo que os procedimentos clínicos tiveram maior redução (-30,3%), em comparação com os cirúrgicos (-20,9%). No mesmo período, o volume de procedimentos aumentou de 695.443 para 759.960 (366,8 para 361,6/100 mil habitantes), o que, considerando o crescimento populacional, representa um decréscimo de 1,4%. De 2019 a 2021 o or-çamento do SUS aumentou 36,7%, atingindo R$208,4 bilhões, enquanto a parcela dedicada aos PCV passou de 1,6% para 0,98%, redução de 38,7% do investido em 2019 (-54,37% desde 2008), com maior redução para PCV cirúrgicos (-41%) do que clínicos (-36%), acompanhado por uma redução de 12,8% no volume de procedimentos por 100 mil habitantes (672.716 procedimentos, 315,4/100 mil habitantes em 2021).Discussão e conclusões: Antes da pandemia de covid-19, foi observada tendência de redução da pro-porção do orçamento do SUS destinada aos PCV, que foi acentuada no período da pandemia. Apesar do aumento no número absoluto de procedimentos, houve uma queda em ambos os períodos quando con-siderado o crescimento populacional, também acentuada após 2019. Apesar do impacto no volume de procedimentos das DCV no Brasil, observou-se uma tendência de redução da participação orçamentária para PCV desde 2008. Ao utilizar dados econômicos e epidemiológicos como base para decisões de políticas de saúde, proporciona-se maior visualização do contexto das doenças no Brasil, colaborando com o estabelecimento de distribuição mais equitativa de recursos.
Palavras-chave
Epidemiologia | Gastos Públicos com Saúde | Políticas de Saúde | Procedimentos cardiovasculares
Observações
O registro foi originalmente publicado no idioma nativo em Português. As traduções foram geradas por inteligência artificial para o idioma Inglês.
Abstract
Introduction: Cardiovascular diseases (CVD) are the leading cause of mortality worldwide and demand a significant portion of available resources. Health expenditures are constantly growing; however, their distribution does not always follow the areas with the greatest demand and impact on the system. In this context, the trend in the proportion of expenditures on cardiovascular procedures (CVP) in relation to the total SUS budget and the volume of procedures performed were evaluated, considering the impact of the COVID-19 pandemic. Methods: Study carried out based on public data from the SUS Hospital Information System, which includes information on the volume and execution of expenditures on CVP. Hospitalization records for clinical CVP (treatment of chronic ischemic heart disease, cerebrovascular disease, valvular disease, atrial fibrillation, acute coronary syndrome and clinical infarction, heart failure, cardiomyopathies) and surgical (ablation, coronary angioplasties, myocardial revascularization, valvular surgeries, and surgical treatment of cardiomyopathies) were included. Macroeconomic data, such as GDP and health budget, were obtained from the annual budgets of the Ministry of Planning and Budget (2008 to 2013) and from the transparency portal of the Ministry of Health (2014 to 2021). The trend was analyzed by comparing the proportion of spending on PCV (including clinical and surgical procedures) in relation to total spending in the SUS and the volume of procedures per 100,000 inhabitants. The periods prior to the pandemic, from 2008 to 2019, and subsequent periods, from 2019 to 2021, were considered. The values were corrected for 2021 using the IPCA index for each year. Results: From 2008 to 2019, there was a 31.3% increase in the SUS budget (from R$116.1 to R$152.4 billion), while the representation of PCV went from 2.1% to 1.6% of total expenditures, a reduction of 25.5% compared to 2008, with clinical procedures having a greater reduction (-30.3%), compared to surgical procedures (-20.9%). In the same period, the volume of procedures increased from 695,443 to 759,960 (366.8 to 361.6/100,000 inhabitants), which, considering population growth, represents a decrease of 1.4%. From 2019 to 2021, the SUS budget increased by 36.7%, reaching R$208.4 billion, while the share dedicated to PCV went from 1.6% to 0.98%, a reduction of 38.7% of the amount invested in 2019 (-54.37% since 2008), with a greater reduction for surgical PCV (-41%) than clinical PCV (-36%), accompanied by a 12.8% reduction in the volume of procedures per 100,000 inhabitants (672,716 procedures, 315.4/100,000 inhabitants in 2021). Discussion and conclusions: Before the COVID-19 pandemic, there was a trend of reducing the proportion of the SUS budget allocated to PCV, which was accentuated during the pandemic period. Despite the increase in the absolute number of procedures, there was a decrease in both periods when population growth was considered, which was also accentuated after 2019. Despite the impact on the volume of CVD procedures in Brazil, a downward trend in the budgetary share for PCV has been observed since 2008. By using economic and epidemiological data as a basis for health policy decisions, a greater view of the context of diseases in Brazil is provided, collaborating with the establishment of a more equitable distribution of resources.
Observation
The record was originally published in its native language, Portuguese. The translations were generated by artificial intelligence into English.