-
Saúde corporativa 2030: da contenção de custos à estratégia baseada em valor
- Voltar
Título
Saúde corporativa 2030: da contenção de custos à estratégia baseada em valor
Tipo de documento
Artigo
Descrição
Artigo publicado na Revista Brasileira de Saúde Suplementar (RBSS)
Fonte
RBSS
Ano de publicação
2026
Referência (Vancouver)
Pinto AC, Tournier MB, Barcellos Filho FNN, Ogata AJN, Pavin T. Saúde corporativa 2030: da contenção de custos à estratégia baseada em valor. Rev Bras Saú Sup. 2026;4(1).
Identificador
2026RBSS004
Title
Corporate Health in the Digital Era: From Cost Control to Value — Evidence 2015–2025 and a Roadmap to 2030
Document type
Article
Description
Article published in the Revista Brasileira de Saúde Suplementar (RBSS)
Source
RBSS
Publication year
2026
Reference (Vancouver)
Pinto AC, Tournier MB, Barcellos Filho FNN, Ogata AJN, Pavin T. Saúde corporativa 2030: da contenção de custos à estratégia baseada em valor. Rev Bras Saú Sup. 2026;4(1).
Identifier
2026RBSS004
Resumo
Objetivo: Revisar criticamente a evolução da gestão de saúde corporativa no Brasil entre 2015 e 2025, destacando o papel das tecnologias digitais, do ambiente regulatório e dos custos diretos e indiretos, além de projetar tendências até 2030. Métodos: Revisão narrativa de literatura científica e documentos institucionais publicados entre 2015 e 2025, com atualização final das buscas em janeiro de 2026. As buscas foram realizadas em PubMed e SciELO e em sites institucionais (IESS, ANS, Ministério da Saúde e OMS), utilizando termos relacionados a gestão de saúde corporativa, variação de custos médico-hospitalares, cuidados baseados em valor, telessaúde e saúde digital. A seleção seguiu estratégia estruturada, ainda que não sistemática, priorizando publicações em português e inglês relevantes ao contexto brasileiro. Foi realizada avaliação crítica narrativa das fontes quanto à relevância, consistência metodológica e aplicabilidade. Resultados: Entre 2015 e 2025, observam-se quatro transformações centrais: (1) transição do controle reativo de custos para abordagens orientadas a valor; (2) consolidação de dados clínicos e administrativos como infraestrutura estratégica, apesar de desafios de interoperabilidade; (3) integração entre saúde ocupacional, promoção do bem-estar e telessaúde em modelos híbridos físico-digitais ("phygital"); e (4) formalização regulatória de riscos psicossociais, elevando a saúde mental ao status de obrigação organizacional. A inflação médico-hospitalar manteve-se elevada e os custos indiretos mostraram impacto relevante na produtividade e sustentabilidade. Conclusão: A convergência entre regulação, inovação digital e modelos baseados em evidências estabeleceu bases para transformação sustentável da saúde corporativa. O avanço até 2030 dependerá de infraestrutura de dados interoperável, gestão orientada por evidências e integração entre saúde assistencial e ocupacional. A inteligência artificial, quando adotada com governança, supervisão humana e atenção a viés algorítmico e equidade, pode ampliar eficiência e apoiar decisões.
Palavras-chave
economia da assistência à saúde | Saúde digital | Telemedicina
Abstract
Objective: To critically review the evolution of corporate health management in Brazil between 2015 and 2025, highlighting the role of digital technologies, the regulatory environment, and direct and indirect costs, and to project trends up to 2030. Methods: Narrative review of scientific literature and institutional documents published between 2015 and 2025, with final search update in January 2026. Searches were conducted in PubMed and SciELO and on institutional websites (IESS, ANS, Ministry of Health, WHO). A structured (non-systematic) strategy was applied, prioritizing Portuguese and English publications relevant to the Brazilian supplementary health context. A narrative critical appraisal was performed considering relevance, methodological consistency, and applicability. Results: Four major transformations were identified: (1) shift from reactive cost control to value-oriented approaches; (2) consolidation of clinical and administrative data as strategic infrastructure despite interoperability gaps; (3) integration of occupational health, wellness, and telehealth into hybrid physicaldigital ("phygital") care models; and (4) regulatory formalization of psychosocial risks, positioning mental health as an organizational obligation. Conclusion: Progress toward 2030 depends on interoperable data infrastructure, evidence-driven management, and integrated care models. When properly governed and ethically supervised, AI can improve efficiency and decision support while addressing algorithmic bias and equity considerations.