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Uso seguro do misoprostol no SUS: experiência da assistência farmacêutica de Mato Grosso do Sul na regulação e controle do medicamento
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Título
Uso seguro do misoprostol no SUS: experiência da assistência farmacêutica de Mato Grosso do Sul na regulação e controle do medicamento
Tipo de documento
Resumo
Descrição
Resumo apresentado no 14º Fórum Brasileiro sobre Assistência Farmacêutica e Farmacoeconomia (FAFF) e publicado no Jornal de Assistência Farmacêutica e Farmacoeconomia (JAFF)
Fonte
JAFF
Ano de publicação
2026
Referência (Vancouver)
Souza MS, Garcia CS, Santos FSM, Pelliccioni NSD. Uso seguro do misoprostol no SUS: experiência da assistência farmacêutica de Mato Grosso do Sul na regulação e controle do medicamento. J Assist Farmac Farmacoecon. 2026;11.
Identificador
2026JAFF016
Title
Safe Use of Misoprostol in the SUS: Experience of Pharmaceutical Care in Mato Grosso do Sul in the Regulation and Control of the Medication
Document type
Abstract
Description
Abstract presented at the 14th Brazilian Forum on Pharmaceutical Care and Pharmacoeconomics (FAFF) and published in the Journal of Pharmaceutical Care and Pharmacoeconomics (JAFF)
Source
JAFF
Publication year
2026
Identifier
2026JAFF016
Resumo
Introdução: O misoprostol é um análogo sintético de prostaglandina E1, inicialmente aprovado para tratamento e prevenção da úlcera gástrica induzida por antiinflamatórios não hormonais. Atualmente, tem utilização na obstetrícia por possuir ação úterotônica e de amolecimento do colo uterino. Suas indicações na área da obstetrícia são: indução de aborto legal, esvaziamento uterino por morte embrionária ou fetal, amolecimento cervical antes de aborto cirúrgico, indução de trabalho de parto e manejo da hemorragia pósparto1,2. Este medicamento consta na lista C1 da Portaria SVS/MS nº 344/1998, que aprova o regulamento técnico sobre substâncias e medicamentos sujeitos a controle especial3. Objetivos: Este trabalho tem como objetivo demonstrar a importância da gestão do medicamento misoprostol pela Assistência Farmacêutica (AF) no estado de Mato Grosso do Sul (MS) no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS) e as ações realizadas para garantia da segurança das pacientes. Métodos: Foram avaliadas as solicitações de misoprostol realizadas pelos hospitais do SUS de MS, de janeiro a junho de 2025. Cabe ressaltar que, para a autorização dos pedidos, a AF estadual analisa informações e documentos, tais como o Cadastro Especial de Misoprostol do Hospital emitido pela Vigilância Sanitária (VISA), o Procedimento Operacional Padrão (POP) da utilização deste medicamento na unidade solicitante, os estoques disponíveis e a prestação de contas das dispensações. Neste contexto, foram consideradas intervenções, as ações de contato da AF com os responsáveis pelas solicitações, quando detectadas inconformidades. Resultados: No período avaliado, foram atendidas 32 solicitações deste medicamento, e realizadas 8 intervenções, ou seja, em 25% dos casos. As razões para intervenções foram: Cadastro Especial de Misoprostol com validade vencida2, necessidade de atualização do POP para utilização deste medicamento na instituição2, divergências nos dados informados pelo solicitante2 e unidades sem permissão para solicitação conforme legislações vigentes2. Neste último caso, em uma das situações, o medicamento estava sendo requisitado por unidade extrahospitalar. A AF estadual negou o pedido, considerando que somente é permitida a compra e uso de misoprostol em estabelecimentos hospitalares devidamente cadastrados junto à Autoridade Sanitária (Portaria 344/98). Além disso, devido à intervenção da AF, a VISA estadual, emitiu Nota Técnica orientativa neste contexto. Conclusão: As análises das solicitações de misoprostol realizadas pela AF de Mato Grosso do Sul, evidenciaram a necessidade de intervenções técnicas no âmbito estadual, antes da distribuição do medicamento, para garantir a conformidade com a legislação vigente, reforçando assim, a importância da gestão qualificada do medicamento e cumprimento dos critérios normativos para garantir o uso seguro, eficaz e legal do misoprostol
Palavras-chave
Notas
O registro foi originalmente publicado em português. A versão em inglês foi traduzida com o apoio de inteligência artificial.
Abstract
Introduction: Misoprostol is a synthetic analog of prostaglandin E1, initially approved for the treatment and prevention of gastric ulcers induced by nonsteroidal antiinflammatory drugs. Currently, it is used in obstetrics due to its uterotonic action and ability to promote cervical softening. Its indications in obstetrics include: induction of legal abortion, uterine evacuation due to embryonic or fetal death, cervical softening prior to surgical abortion, induction of labor, and management of postpartum hemorrhage¹˒². This medication is included in List C1 of Ordinance SVS/MS No. 344/1998, which approves the technical regulation regarding substances and medications subject to special control³. Objectives: This study aims to demonstrate the importance of misoprostol management by Pharmaceutical Care (PC) in the state of Mato Grosso do Sul (MS) within the Unified Health System (SUS) and the actions carried out to ensure patient safety. Methods: Misoprostol requests made by SUS hospitals in MS from January to June 2025 were evaluated. It is noteworthy that, for authorization of requests, the state PC analyzes information and documents, such as the Hospital’s Special Misoprostol Registration issued by Health Surveillance (VISA), the Standard Operating Procedure (SOP) for the use of this medication in the requesting unit, available stock, and accountability reports on dispensing. In this context, interventions were considered as actions taken by PC with those responsible for requests when nonconformities were detected. Results: During the evaluated period, 32 requests for this medication were approved, and 8 interventions were carried out, representing 25% of cases. The reasons for interventions were: expired Special Misoprostol Registration², need to update the SOP for the use of this medication in the institution², discrepancies in the information provided by the requester², and units without authorization to request the medication according to current legislation². In the latter case, in one situation, the medication was being requested by an extrahospital unit. The state PC denied the request, considering that the purchase and use of misoprostol are only permitted in hospital establishments properly registered with the Health Authority (Ordinance 344/98). Furthermore, due to the intervention by PC, the state VISA issued a guidance Technical Note in this context. Conclusion: The analysis of misoprostol requests carried out by Pharmaceutical Care in Mato Grosso do Sul demonstrated the need for technical interventions at the state level before medication distribution, ensuring compliance with current legislation and reinforcing the importance of qualified medication management and adherence to regulatory criteria to guarantee the safe, effective, and legal use of misoprostol.
Keywords
Notes
The record was originally published in Portuguese. The English version was translated with the support of artificial intelligence.