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Uso de antimicrobianos em complicações ginecológicas e obstétricas de um hospital universitário
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Título
Uso de antimicrobianos em complicações ginecológicas e obstétricas de um hospital universitário
Tipo de documento
Resumo
Descrição
Resumo publicado no Jornal de Assistência Farmacêutica e Farmacoeconomia (JAFF)
Fonte
JAFF
Ano de publicação
2019
Referência (Vancouver)
Barbosa ECGS, Ataide RCS, Vasconcelos LS, Medeiros JC, Rodrigues GA, Moura CA, Silva FS, Matta CBB. Uso de antimicrobianos em complicações ginecológicas e obstétricas de um hospital universitário. J Assist Farmac Farmacoecon. 2019;4(Suppl 1).
Identificador
2019JAFF106
Title
Use of Antimicrobials in Gynecological and Obstetric Complications at a University Hospital
Document type
Abstract
Description
Abstract published in the Journal of Pharmaceutical Care and Pharmacoeconomics (JAFF)
Source
JAFF
Publication year
2019
Reference (Vancouver)
Barbosa ECGS, Ataide RCS, Vasconcelos LS, Medeiros JC, Rodrigues GA, Moura CA, Silva FS, Matta CBB. Uso de antimicrobianos em complicações ginecológicas e obstétricas de um hospital universitário. J Assist Farmac Farmacoecon. 2019;4(Suppl 1).
Identifier
2019JAFF106
Resumo
Introdução: Os antimicrobianos constituem uma das classes medicamentosas mais relevantes, comumente prescritas no ambiente hospitalar. Na atualidade, é crescente a preocupação com o seu uso disseminado, principalmente devido à emergência de cepas resistentes, associada ao aumento da virulência bacteriana – e esse fato se estende ao atendimento obstétrico e ginecológico. Seu uso irracional está intimamente ligado ao aumento da prevalência de agravos que comprometem a evolução puerperal satisfatória, prolongam o tempo de hospitalização, aumentam os gastos com saúde e por vezes o desfecho clínico é o óbito. Desta maneira, a atuação do farmacêutico se configura como uma barreira importante neste processo, visto que o uso racional de medicamentos é uma preocupação mundial, principalmente com a classe dos antimicrobianos, pois estes influenciam não apenas o paciente em tratamento, mas todo o ecossistema onde ele está inserido. Objetivo: Apresentar os principais antimicrobianos utilizados em complicações ginecológicas e obstétricas e sua a indicação de uso, para pacientes internados em um hospital universitário. Metodologia: Trata-se de um estudo transversal descritivo, com abordagem quantitativa, desenvolvido em um Hospital Universitário de grande porte. O instrumento de pesquisa foram as fichas de controle de antimicrobianos, recebidas pela Farmácia de Dispensação Individualizada das enfermarias de ginecologia e obstetrícia referente aos meses de Março e Abril de 2019, as quais são diariamente enviadas à Comissão de Controle de Infecção Hospitalar para avaliação. Os dados coletados incluíram idade, antimicrobiano prescrito e indicação do tratamento (se profilático ou terapêutico), estes foram analisados pelo software Microsoft® Excel 2010 onde, calculou-se média e frequência. O estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa do hospital, sob o n°01206918.3.000.8807. Resultados: Foram analisadas 160 fichas, somando um total de 20 diferentes antimicrobianos prescritos, correspondendo a 133 pacientes. Nenhuma ficha do período escolhido foi excluída deste estudo, sendo que apenas 31 delas apresentaram o campo de idade preenchido. Verificou-se que a idade dos pacientes variou entre 18 a 85 anos, com uma média de 41,94. Dessas fichas, 46,88% (n=75) apresentavam indicação de uso terapêutico, 36,88% (n=59) como profilaxia e 16,25% (n=26) com indicação indefinida. Foi identificada a prevalência dos seguintes antimicrobianos: Clindamicina 25,00% (n=40), Gentamicina 22,50% (n=36) e Ampicilina 14,38% (n=23), seguido de Ciprofloxacino 11,88% (n=19), Cefalotina 9,38% (n=15), Piperacilina-Tazobactam 8,13% (n=13), Metronidazol 8,13% (n=13) e Azitromicina 6,25% (n=10). Conclusão: Estudos de utilização de antimicrobianos em populações específicas proporcionam o conhecimento de aspectos relacionados à qualidade da terapia, permitindo identificar problemas, implantar medidas corretivas e educativas, além de avaliar o impacto da adoção dessas medidas.
Notas
O registro foi originalmente publicado em português. A versão em inglês foi traduzida com o apoio de inteligência artificial.
Abstract
Introduction: Antimicrobials constitute one of the most relevant classes of medications commonly prescribed in the hospital setting. Currently, there is growing concern over their widespread use, primarily due to the emergence of resistant strains associated with increased bacterial virulence, which extends to obstetric and gynecological care. Irrational use of antimicrobials is closely linked to increased prevalence of complications affecting satisfactory puerperal outcomes, prolonged hospitalization, escalated healthcare costs, and in severe cases, adverse clinical outcomes including mortality. Thus, the role of the pharmacist serves as a critical barrier in this process, as rational drug use is a global concern, especially with antimicrobials, which impact not only the patient under treatment but also the entire ecosystem in which they are situated. Objective: To present the main antimicrobials used in obstetric and gynecological complications and their indications for use in hospitalized patients at a university hospital. Methodology: This is a descriptive cross-sectional study with a quantitative approach, conducted at a large university hospital. The research instrument consisted of antimicrobial control forms received by the Individualized Dispensing Pharmacy from the obstetrics and gynecology wards for March and April 2019, which are daily sent to the Hospital Infection Control Committee for evaluation. The collected data included patient age, prescribed antimicrobial, and treatment indication (prophylactic or therapeutic), analyzed using Microsoft® Excel 2010 software to calculate means and frequencies. The study was approved by the hospital's Research Ethics Committee under protocol number 01206918.3.000.8807. Results: A total of 160 forms were analyzed, covering 20 different prescribed antimicrobials for 133 patients. None of the forms from the selected period were excluded from the study, with only 31 forms having the age field filled out. Patient ages ranged from 18 to 85 years, with a mean age of 41.94. Of these forms, 46.88% (n=75) indicated therapeutic use, 36.88% (n=59) were for prophylaxis, and 16.25% (n=26) had an undefined indication. The following antimicrobials were most prevalent: Clindamycin 25.00% (n=40), Gentamicin 22.50% (n=36), Ampicillin 14.38% (n=23), followed by Ciprofloxacin 11.88% (n=19), Cefalotin 9.38% (n=15), Piperacillin-Tazobactam 8.13% (n=13), Metronidazole 8.13% (n=13), and Azithromycin 6.25% (n=10). Conclusion: Studies on the use of antimicrobials in specific populations provide insights into therapy quality, allowing for identification of issues, implementation of corrective and educational measures, and evaluation of the impact of these interventions.
Notes
The record was originally published in Portuguese. The English version was translated with the support of artificial intelligence.