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Profilaxia pré-exposição ao HIV no SUS: estágio atual e dimensionamento das iniciativas estaduais de prescrição farmacêutica
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Título
Profilaxia pré-exposição ao HIV no SUS: estágio atual e dimensionamento das iniciativas estaduais de prescrição farmacêutica
Tipo de documento
Resumo
Descrição
Resumo publicado no Jornal de Assistência Farmacêutica e Farmacoeconomia (JAFF)
Fonte
JAFF
Ano de publicação
2023
Referência (Vancouver)
França FAP, Hayashi LS, Santana RS, Lima RF. Profilaxia pré-exposição ao HIV no SUS: estágio atual e dimensionamento das iniciativas estaduais de prescrição farmacêutica. J Assist Farmac Farmacoecon. 2023;8(Suppl 2).
Identificador
2023JAFF064
Title
HIV Pre-Exposure Prophylaxis in the SUS: Current Status and Scope of State-Level Pharmaceutical Prescribing Initiatives
Document type
Abstract
Description
Abstract published in the Journal of Pharmaceutical Care and Pharmacoeconomics (JAFF)
Source
JAFF
Publication year
2023
Reference (Vancouver)
França FAP, Hayashi LS, Santana RS, Lima RF. Profilaxia pré-exposição ao HIV no SUS: estágio atual e dimensionamento das iniciativas estaduais de prescrição farmacêutica. J Assist Farmac Farmacoecon. 2023;8(Suppl 2).
Identifier
2023JAFF064
Resumo
Introdução: A profilaxia Pré-exposição ao HIV (PrEP), com o uso dos antirretrovirais Tenofovir/Entricitabina (TDF/FTC), é fornecida pelo Sistema Único de Saúde (SUS), para pessoa com risco de infecção pelo HIV, desde 2018. Por se tratar de uma profilaxia, a prescrição e o acompanhamento clínico podem ser realizados por médicos e enfermeiros. A prescrição por farmacêuticos está condicionada a protocolos ou portarias locais. O farmacêutico pode desempenhar estratégico no acompanhamento dos usuários e ser um promotor para ampliar o acesso à profilaxia no SUS. Objetivos: Caracterizar e descrever os usuários em uso de PrEP e os primeiros atendimentos realizados por farmacêuticos no Brasil. Material e Método: Trata-se de um estudo exploratório e descritivo com base em dados secundários. A coleta de dados ocorreu em junho de 2023 através do painel de PrEP do Ministério da Saúde e do Sistema de Controle Logístico de Medicamentos. Os dados do painel são apresentados de forma agregada, sem qualquer identificação de usuários. Os dados foram levantados no período de março, mês na qual se retomou a prescrição de PrEP por farmacêuticos, até junho de 2023. A cidade de São Paulo foi excluída da amostra, uma vez que a prescrição de PrEP por farmacêutico ocorre, no município, desde 2020. Resultados: De janeiro de 2018 a junho de 2023, 118.761 indivíduos iniciaram a PrEP. Porém, desses, apenas 88.625 indivíduos permaneciam em uso. A maioria dos usuários em PrEP eram gays (82,2%; n=67.750), autodeclarados brancos (56%; n=45.821), com 12 ou mais anos de estudo (72%; n= 58.913), acompanhados no serviço público de saúde (89%; n=72.823) e que possuíam idade entre 30 e 39 anos (41,8%; n=34.202). Além disso, 40,8% (n=33.395) dos usuários de PrEP residiam no estado de São Paulo. Tendo em vista a consolidação da prescrição da PrEP por farmacêuticos em março de 2023 no Brasil, com exceção do município de São Paulo, na qual a PrEP é prescrita por farmacêuticos desde 2020, no período de três meses, foram realizadas um total de 530 novas dispensações da PrEP para um total de 466 novos usuários, em 50 serviços, de 19 estados. Para além das cidades de capitais (19), observou-se atendimento em cidades do interior (39). O Ceará foi o estado com maior número de usuários de PrEP acompanhados por farmacêuticos (24,5%; n=113). Contudo, a PrEP ainda era predominante prescrita por médicos e enfermeiros. Discussão e Conclusões: Apesar do número ainda pequeno, a prescrição de PrEP realizada por farmacêuticos no Brasil mostra-se promissora. Espera-se que a inclusão desse profissional no cuidado às pessoas com risco substancial de infecção pelo HIV seja capaz de ampliar o acesso às profilaxias para além de pessoas brancas, escolarizadas e de grandes cidades e que, também, possa servir de exemplo para ampliação da prescrição de outros medicamentos mediante protocolos clínicos do SUS. Sugere-se, ainda, para pesquisas futuras, investigar o perfil dos usuários de PrEP atendidos por farmacêuticos e o acompanhamento farmacoterapêutico desses indivíduos.
Palavras-chave
Acesso aos serviços de saúde | HIV | Prática farmacêutica baseada em evidências | Prevenção de doenças | Profilaxia pré-exposição
Notas
O registro foi originalmente publicado em português. A versão em inglês foi traduzida com o apoio de inteligência artificial.
Abstract
Introduction: Pre-Exposure Prophylaxis (PrEP) using Tenofovir/Emtricitabine (TDF/FTC) has been provided by the Unified Health System (SUS) in Brazil since 2018 for individuals at risk of HIV infection. Prescription and clinical monitoring can be performed by doctors and nurses, with pharmacists subject to local protocols or regulations. Pharmacists can play a strategic role in user monitoring and promoting access to PrEP within SUS. Objectives: Characterize PrEP users and describe initial encounters with pharmacists in Brazil. Materials and Methods: An exploratory descriptive study using secondary data collected in June 2023 from the Ministry of Health's PrEP dashboard and Drug Logistic Control System. Data were aggregated without user identification from March, when pharmacist prescription of PrEP resumed, until June 2023, excluding São Paulo where pharmacist prescription began in 2020. Results: From January 2018 to June 2023, 118,761 individuals initiated PrEP, with 88,625 still using it. Most users were gay (82.2%; n=67,750), white (56%; n=45,821), educated for 12+ years (72%; n=58,913), receiving public health care (89%; n=72,823), aged 30-39 (41.8%; n=34,202), and 40.8% (n=33,395) lived in São Paulo state. Following March 2023, excluding São Paulo, 530 new PrEP dispenses were made to 466 new users at 50 services across 19 states, including non-capital cities (39). Ceará had the most pharmacist-managed PrEP users (24.5%; n=113). Discussion and Conclusions: Despite initial numbers, pharmacist-prescribed PrEP in Brazil shows promise in expanding access beyond educated, white, urban individuals. This model could inspire broader medication prescription under SUS clinical protocols. Future research should focus on user profiles and pharmacotherapeutic monitoring in pharmacist-managed PrEP settings.
Keywords
Access to health services | Disease prevention | Evidence-based pharmaceutical practice | HIV | Pre-exposure prophylaxis
Notes
The record was originally published in Portuguese. The English version was translated with the support of artificial intelligence.