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Prevalência do uso de antidepressivos no Brasil: revisão sistemática com meta-análise
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Título
Prevalência do uso de antidepressivos no Brasil: revisão sistemática com meta-análise
Tipo de documento
Resumo
Descrição
Resumo publicado no Jornal de Assistência Farmacêutica e Farmacoeconomia (JAFF)
Fonte
JAFF
Ano de publicação
2023
Referência (Vancouver)
Tiguman GMB, Hoefler R, Lima VG, Silva MT, Ribeiro-Vaz I, Galvao TF. Prevalência do uso de antidepressivos no Brasil: revisão sistemática com meta-análise. J Assist Farmac Farmacoecon. 2023;8(Suppl 2).
Identificador
2023JAFF060
Title
Prevalence of Antidepressant Use in Brazil: Systematic Review with Meta-Analysis
Document type
Abstract
Description
Abstract published in the Journal of Pharmaceutical Care and Pharmacoeconomics (JAFF)
Source
JAFF
Publication year
2023
Reference (Vancouver)
Tiguman GMB, Hoefler R, Lima VG, Silva MT, Ribeiro-Vaz I, Galvao TF. Prevalência do uso de antidepressivos no Brasil: revisão sistemática com meta-análise. J Assist Farmac Farmacoecon. 2023;8(Suppl 2).
Identifier
2023JAFF060
Resumo
Introdução: Antidepressivos são medicamentos empregados para tratar ansiedade e depressão, e suas vendas têm crescido nos últimos anos no Brasil ¹, possivelmente refletindo o aumento da carga de doenças em saúde mental. Estudos de base populacional sobre a prevalência do uso de antidepressivos foram realizados em diferentes regiões do Brasil, mas não há uma síntese desses resultados, o que traria informação relevante sobre o consumo desses medicamentos. Objetivos: Estimar a prevalência do uso de antidepressivos na população brasileira por meio de revisão sistemática com meta-análise. Material e Método: Realizamos uma revisão sistemática da literatura seguindo um protocolo previamente registrado (CRD42022345332). As buscas foram realizadas em maio de 2023 nas seguintes bases de dados: MEDLINE, Embase, Scopus, LILACS e SciELO. Dois pesquisadores selecionaram independentemente os estudos, extraíram os dados e avaliaram a qualidade metodológica. Combinamos a prevalência de consumo de antidepressivos e intervalo de confiança de 95% (IC95%) usando meta-análises de proporções de Freeman-Tukey, com a heterogeneidade estimada pelo I². Adicionalmente foram calculadas meta-análises do odds ratio (OR) do uso de antidepressivos por sexo pelo método DerSimonian & Laird e metarregressões pelo método de Knapp-Hartung modificado para avaliar o efeito de variáveis na variabilidade da prevalência do uso de antidepressivos entre os estudos. Resultados: De 3.299 registros, foram incluídos 23 estudos publicados em 28 artigos. A prevalência geral de uso de antidepressivos foi de 4,0% (IC 95% 2,7-5,6%; I2=98,5%). O uso de antidepressivos nos 3 dias anteriores foi maior em mulheres (12,0%; IC 95% 9,5-15,1%; I²=0,0%) do que em homens (4,6%; IC 95% 3,1-6,8%; I²=0,0%), OR=2,82 (IC95% 1,72-4,62). As diferenças de gênero foram particularmente maiores para o uso de antidepressivos no ano anterior (mulheres: 2,3%; IC 95% 1,6-3,1; I2=37,6%; homens: 0,5%; IC 95% 0,2-1,0%; I²=0,0%; OR=4,18 [IC95% 2,10-8,30]). A prevalência pontual de uso de antidepressivos entre idosos foi maior do que em adultos no dia da entrevista (idosos: 12,2%; IC95% 4,3-23,4%; I²=97,3%; adultos: 5,6%; IC95% 1,8-11,3%; I²=96,1%). A variação da prevalência geral do uso de antidepressivos aumentou significativamente com a média de idade dos participantes (p=0,035; I² residual=0,0%; coeficiente de regressão=0,003). Discussão e Conclusões: Quatro em cada 100 brasileiros fazem uso de antidepressivos, sendo maior em mulheres do que em homens e em idosos em relação a adultos. Investimentos em serviços farmacêuticos são necessários para monitorar o uso racional de antidepressivos na população brasileira, especialmente em indivíduos vulneráveis, como os idosos.
Palavras-chave
Antidepressivos | Prevalência | Revisão Sistemática | Saúde mental | Uso de medicamentos
Notas
O registro foi originalmente publicado em português. A versão em inglês foi traduzida com o apoio de inteligência artificial.
Abstract
Introduction: Antidepressants are medications used to treat anxiety and depression, and their sales have been increasing in Brazil in recent years¹, possibly reflecting a rising burden of mental health disorders. Population-based studies on the prevalence of antidepressant use have been conducted in various regions of Brazil, but there is no synthesis of these results, which would provide valuable information about antidepressant consumption. Objectives: To estimate the prevalence of antidepressant use in the Brazilian population through a systematic review with meta-analysis. Material and Methods: We conducted a systematic literature review following a pre-registered protocol (CRD42022345332). Searches were performed in May 2023 in the following databases: MEDLINE, Embase, Scopus, LILACS, and SciELO. Two researchers independently selected studies, extracted data, and assessed methodological quality. We combined the prevalence of antidepressant consumption and 95% confidence intervals (CI) using Freeman-Tukey double arcsine transformation to stabilize variances, with heterogeneity estimated by I². Additionally, we calculated meta-analyses of odds ratios (OR) for antidepressant use by sex using the DerSimonian & Laird random-effects model and conducted meta-regression using the modified Knapp-Hartung method to assess the effect of variables on the variability in antidepressant use prevalence across studies. Results: Out of 3,299 records screened, 23 studies published in 28 articles were included. The overall prevalence of antidepressant use was 4.0% (95% CI 2.7-5.6%; I²=98.5%). Antidepressant use in the past 3 days was higher in women (12.0%; 95% CI 9.5-15.1%; I²=0.0%) compared to men (4.6%; 95% CI 3.1-6.8%; I²=0.0%), OR=2.82 (95% CI 1.72-4.62). Gender differences were particularly pronounced for antidepressant use in the past year (women: 2.3%; 95% CI 1.6-3.1; I²=37.6%; men: 0.5%; 95% CI 0.2-1.0%; I²=0.0%; OR=4.18 [95% CI 2.10-8.30]). The point prevalence of antidepressant use among older adults was higher than in adults on the day of the interview (older adults: 12.2%; 95% CI 4.3-23.4%; I²=97.3%; adults: 5.6%; 95% CI 1.8-11.3%; I²=96.1%). The variability in overall antidepressant use prevalence significantly increased with the mean age of participants (p=0.035; residual I²=0.0%; regression coefficient=0.003). Discussion and Conclusions: Four out of every 100 Brazilians use antidepressants, with higher usage rates observed in women compared to men and in older adults compared to younger adults. Investments in pharmaceutical services are necessary to monitor the rational use of antidepressants in the Brazilian population, especially among vulnerable groups such as the elderly.
Keywords
Antidepressants | Medication use | Mental health | Prevalence | Systematic Review
Notes
The record was originally published in Portuguese. The English version was translated with the support of artificial intelligence.