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Perfil de resistência bacteriana no pronto socorro de um hospital público do Distrito Federal antes e durante a pandemia de COVID-19
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Título
Perfil de resistência bacteriana no pronto socorro de um hospital público do Distrito Federal antes e durante a pandemia de COVID-19
Tipo de documento
Resumo
Descrição
Resumo publicado no Jornal de Assistência Farmacêutica e Farmacoeconomia (JAFF)
Fonte
JAFF
Ano de publicação
2023
Referência (Vancouver)
Pasqual GB, Matos DO, Almeida RSS, Lima APP, Santana RS, Lima RF. Perfil de resistência bacteriana no pronto socorro de um hospital público do Distrito Federal antes e durante a pandemia de COVID-19. J Assist Farmac Farmacoecon. 2023;8(Suppl 2).
Identificador
2023JAFF054
Title
Bacterial Resistance Profile in the Emergency Department of a Public Hospital in the Federal District Before and During the COVID-19 Pandemic
Document type
Abstract
Description
Abstract published in the Journal of Pharmaceutical Care and Pharmacoeconomics (JAFF)
Source
JAFF
Publication year
2023
Reference (Vancouver)
Pasqual GB, Matos DO, Almeida RSS, Lima APP, Santana RS, Lima RF. Perfil de resistência bacteriana no pronto socorro de um hospital público do Distrito Federal antes e durante a pandemia de COVID-19. J Assist Farmac Farmacoecon. 2023;8(Suppl 2).
Identifier
2023JAFF054
Resumo
Introdução: A resistência a antimicrobianos (ATM) (RAM) não é recente e corresponde a um problema de saúde pública em virtude de elevar o tempo de internação de pacientes, os gastos com a saúde e as taxas de morbidade e mortalidade da população. Inserido neste contexto, a pandemia de COVID-19 agravou notavelmente o uso indiscriminado de ATM nos hospitais Objetivos: Analisar o perfil microbiológico e de resistência de bactérias a antibióticos (ATB) utilizados no pronto-socorro de um hospital público do Distrito Federal antes e durante a pandemia de COVID-19. Material e Método: Pesquisa de natureza observacional retrospectiva, realizada a partir de laudos microbiológicos de culturas de sangue e de urina dos anos de 2018 a 2022. O perfil de resistência foi feito para os MO mais prevalentes em cada cultura e para todos os anos, associando também aos ATB mais usados na prática clínica. Foi analisada a presença dos ATM na lista de medicamentos essenciais da Organização Mundial da Saúde e na Relação Nacional de Medicamentos (Rename), assim como foram categorizados segundo a classificação AwaRe. Resultados: Menos da metade dos ATB usados estavam na Rename e a maioria era classificada como Alerta. Foram analisados 523 laudos: 306 de hemoculturas (58,5%) e 217 de urina (41,5%). Quanto às hemoculturas, as espécies mais prevalentes são Staphylococcus epidermidis (N=49; 16,0%) e Staphylococcus aureus (N=46; 15,0%). Praticamente todos os principais MO aumentaram sua prevalência na pandemia, com destaque a Escherichia coli. A taxa de resistência dos MO de hemoculturas se apresentou alta tanto antes quanto durante a pandemia, principalmente para Staphylococcus aureus. Nos laudos de urina, os MO mais frequentes foram Escherichia coli (N=87; 40,1%), Klebsiella pneumoniae (N=45; 20,7%). A taxa de resistência de Escherichia coli e Klebsiella pneumoniae apresentaram redução durante a pandemia. Discussão e Conclusões: A presença de Klebsiella pneumoniae em boa parte das culturas estudadas neste trabalho se faz preocupante, visto ser responsável por várias infecções nosocomiais da corrente sanguínea, além de estar se mostrando resistente aos carbapenêmicos. Stenotrophomonas maltophilia em laudos de hemocultura é um grande indicativo de infecção decorrente da assistência intra-hospitalar. [2] Verificaram-se altas taxas MO multidroga resistente, fortalecendo a preocupação atual e requerendo intervenções ampliadas e de caráter multiprofissional. Faz-se necessária uma maior atenção por parte da equipe interprofissional do hospital quanto à prescrição de ATB, visto que o cenário de pandemia favorece o desenvolvimento de RAM, configura um risco à saúde coletiva e requer posicionamentos e condutas em variadas instâncias que permitam minimizá-los.
Palavras-chave
COVID-19 | Gestão de antimicrobianos | Pronto-Socorro | Resistência microbiana a medicamentos | Serviços Médicos de Emergência
Notas
O registro foi originalmente publicado em português. A versão em inglês foi traduzida com o apoio de inteligência artificial.
Abstract
Introduction: Antimicrobial resistance (AMR) is not a recent issue and constitutes a public health problem due to its association with increased patient hospitalization times, healthcare costs, and morbidity and mortality rates among the population. Within this context, the COVID-19 pandemic notably exacerbated the indiscriminate use of antimicrobials in hospitals. Objectives: To analyze the microbiological profile and resistance patterns of bacteria to antibiotics (ATB) used in the emergency department of a public hospital in the Federal District before and during the COVID-19 pandemic. Material and Method: This retrospective observational study utilized microbiological reports of blood and urine cultures from the years 2018 to 2022. The resistance profile was assessed for the most prevalent microorganisms (MOs) in each culture and across all years, also associating with the most commonly used antibiotics in clinical practice. The presence of antimicrobials on the World Health Organization's Essential Medicines List and the National List of Medicines (Rename) was analyzed, categorizing them according to the AwaRe classification. Results: Less than half of the antibiotics used were listed in Rename, with the majority classified as Watch. A total of 523 reports were analyzed: 306 blood cultures (58.5%) and 217 urine cultures (41.5%). In blood cultures, the most prevalent species were Staphylococcus epidermidis (N=49; 16.0%) and Staphylococcus aureus (N=46; 15.0%). Nearly all major MOs increased in prevalence during the pandemic, notably Escherichia coli. Resistance rates among blood culture MOs remained high both before and during the pandemic, particularly for Staphylococcus aureus. In urine cultures, the most frequent MOs were Escherichia coli (N=87; 40.1%) and Klebsiella pneumoniae (N=45; 20.7%). The resistance rate of Escherichia coli and Klebsiella pneumoniae showed a reduction during the pandemic. Discussion and Conclusions: The prevalence of Klebsiella pneumoniae in many cultures studied here is concerning, as it is responsible for various bloodstream nosocomial infections and is showing resistance to carbapenems. Stenotrophomonas maltophilia in blood culture reports is a significant indicator of healthcare-associated infections. High rates of multidrug-resistant MOs were observed, underscoring current concerns and necessitating expanded, multiprofessional interventions. There is a pressing need for increased attention from the hospital's interprofessional team regarding antibiotic prescribing practices, especially given that the pandemic environment favors AMR development, posing a risk to public health and requiring coordinated actions across various levels to mitigate it.
Keywords
Antimicrobial Management | Antimicrobial resistance | COVID-19 | emergency department | emergency medical services
Notes
The record was originally published in Portuguese. The English version was translated with the support of artificial intelligence.