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PE-010 Elaboração de um protocolo de tratamento para melanoma maligno avançado irressecável com uso do pembrolizumabe em um centro de infusão SUS
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Título
PE-010 Elaboração de um protocolo de tratamento para melanoma maligno avançado irressecável com uso do pembrolizumabe em um centro de infusão SUS
Tipo de documento
Artigo
Descrição
Artigo científico publicado no Jornal de Assistência Farmacêutica e Farmacoeconomia (JAFF)
Fonte
JAFF
Ano de publicação
2025
Referência (Vancouver)
Cambrussi MC, Prestes AP, Carneiro MB. PE-010 Elaboração de um protocolo de tratamento para melanoma maligno avançado irressecável com uso do pembrolizumabe em um centro de infusão SUS. J Assist Farmac Farmacoecon. 2024;9(Suppl 3).
Identificador
2025JAFF024
Title
PE-010 Development of a treatment protocol for unresectable advanced malignant melanoma using pembrolizumab in a SUS infusion center
Document type
Article
Description
Scientific article published in the Journal of Pharmaceutical Care and Pharmacoeconomics (JAFF)
Source
JAFF
Publication year
2025
Reference (Vancouver)
Cambrussi MC, Prestes AP, Carneiro MB. PE-010 Elaboração de um protocolo de tratamento para melanoma maligno avançado irressecável com uso do pembrolizumabe em um centro de infusão SUS. J Assist Farmac Farmacoecon. 2024;9(Suppl 3).
Identifier
2025JAFF024
Resumo
Introdução: Resultados de revisões sistemáticas demonstram que para o tratamento de primeira linha do melanoma avançado não cirúrgico e metastático, a incorporação de estratégias imunoterápicas anti-PD1 promovem desfechos clínicos de eficácia e segurança superiores às opções quimioterápicas comparativas. Promover estratégias que permitam a incorporação do Pembrolizumabe para pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) são necessárias. Estabelecer protocolos clínicos juntamente com análises de custo/viabilidade e negociações com a indústria farmacêutica parece ser uma estratégia viável para possibilitar o acesso ao Pembrolizumabe no contexto do SUS. Objetivo: Desenvolver um protocolo clínico e elaborar uma estratégia de disponibilização do medicamento Pembrolizumabe para o tratamento de pacientes atendidos pelo SUS com diagnóstico de melanoma maligno avançado irressecável. Material e Método: Para o delineamento de uma estratégia de acesso ao Pembrolizumabe na condição clínica delimitada neste estudo, foram analisados o número total de pacientes diagnosticados com melanoma maligno avançado no período de 2022 em um Hospital Oncológico localizado em Curitiba/PR. Utilizando a relação de número de pacientes, receitas estimadas por paciente em 12 meses, juntamente com negociações com a indústria farmacêutica, foi elaborado uma estratégia de número de doses fixas ao mês (posições fixas) de Pembrolizumabe que poderiam ser disponibilizadas para pacientes SUS. Devido ao alto custo relacionado ao uso desta opção de imunoterapia foi elaborado um protocolo clínico para randomização dos pacientes. Resultados: A análise financeira demonstrou ser economicamente sustentável possibilitar o acesso ao Pembrolizumabe para 14% a 28% dos pacientes SUS diagnosticados com melanoma maligno avançado irressecável por ano. O protocolo clínico delimitou os seguintes critérios de elegibilidade: (1) Melanoma comprovado por exame anatomopatológico, com doença metastática a distância; (2) Idade entre 18-50 anos; (3) Funções renal e hepática dentro da normalidade; (4) Escala de performance Eastern Cooperative Oncology Group (ECOG) 0 ou 1; (5) Função cardíaca classe funcional New York Hearth Association (NYHA) até 1. Os critérios de exclusão foram: (1) Doença autoimune, doença pulmonar intersticial; (2) Exposição prévia a imunoterapia com inibidores de checkpoint; (3) Histórico de infecção pelo vírus da imunodeficiência humana (HIV) e/ou hepatite; (4) Metástase em sistema nervoso central não controlada; (5) Uso de corticoides com dose equivalente de prednisona de 10 mg/dia ou doses superiores. Conclusões: Os pacientes incluídos no protocolo clínico foram encaminhados para tratamento com Pembrolizumabe 2 mg/Kg a cada 21 dias, dose máxima de 200mg por 24 meses ou até progressão ou toxicidade. O presente estudo demonstra que, por meio do desenvolvimento de uma racionalidade de classificação clínica e sustentabilidade econômica, é possível garantir o acesso de estratégias de alto custo para pacientes SUS.
Palavras-chave
Notas
O registro foi originalmente publicado em português. A versão em inglês foi traduzida com o apoio de inteligência artificial.
Abstract
Introduction: Results of systematic reviews demonstrate that for the first-line treatment of advanced non-surgical and metastatic melanoma, the incorporation of anti-PD1 immunotherapy strategies promotes clinical outcomes of efficacy and safety superior to comparative chemotherapy options. Promoting strategies that allow the incorporation of Pembrolizumab for patients of the Unified Health System (SUS) is necessary. Establishing clinical protocols together with cost/feasibility analyses and negotiations with the pharmaceutical industry seems to be a viable strategy to enable access to Pembrolizumab in the context of the SUS. Objective: To develop a clinical protocol and develop a strategy for making the drug Pembrolizumab available for the treatment of patients treated by the SUS with a diagnosis of advanced unresectable malignant melanoma. Material and Method: To design a strategy for access to Pembrolizumab in the clinical condition defined in this study, the total number of patients diagnosed with advanced malignant melanoma in the period of 2022 in an Oncology Hospital located in Curitiba/PR was analyzed. Using the relationship between the number of patients, estimated revenues per patient in 12 months, together with negotiations with the pharmaceutical industry, a strategy was developed for the number of fixed doses per month (fixed positions) of Pembrolizumab that could be made available to SUS patients. Due to the high cost related to the use of this immunotherapy option, a clinical protocol was developed for randomization of patients. Results: The financial analysis demonstrated that it is economically sustainable to provide access to Pembrolizumab for 14% to 28% of SUS patients diagnosed with unresectable advanced malignant melanoma per year. The clinical protocol defined the following eligibility criteria: (1) Melanoma proven by anatomopathological examination, with distant metastatic disease; (2) Age between 18-50 years; (3) Renal and hepatic functions within normal limits; (4) Eastern Cooperative Oncology Group (ECOG) performance status 0 or 1; (5) New York Heart Association (NYHA) functional class up to 1. Exclusion criteria were: (1) Autoimmune disease, interstitial lung disease; (2) Previous exposure to immunotherapy with checkpoint inhibitors; (3) History of human immunodeficiency virus (HIV) infection and/or hepatitis; (4) Uncontrolled central nervous system metastasis; (5) Use of corticosteroids with a prednisone equivalent dose of 10 mg/day or higher. Conclusions: Patients included in the clinical protocol were referred for treatment with Pembrolizumab 2 mg/kg every 21 days, maximum dose of 200 mg for 24 months or until progression or toxicity. The present study demonstrates that, through the development of a rationality of clinical classification and economic sustainability, it is possible to guarantee access to high-cost strategies for SUS patients.
Keywords
Notes
The record was originally published in Portuguese. The English version was translated with the support of artificial intelligence.