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Mineração de dados na Identificação de medicamentos de uso concomitante: uma aplicação em esquemas de imunossupressão
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Título
Mineração de dados na Identificação de medicamentos de uso concomitante: uma aplicação em esquemas de imunossupressão
Tipo de documento
Resumo
Descrição
Resumo apresentado no 14º Fórum Brasileiro sobre Assistência Farmacêutica e Farmacoeconomia (FAFF) e publicado no Jornal de Assistência Farmacêutica e Farmacoeconomia (JAFF)
Fonte
JAFF
Ano de publicação
2026
Referência (Vancouver)
Godoy MR, Nunes AA. Mineração de dados na Identificação de medicamentos de uso concomitante: uma aplicação em esquemas de imunossupressão. J Assist Farmac Farmacoecon. 2026;11.
Identificador
2026JAFF032
Title
Data Mining in the Identification of Concomitant Medication Use: An Application in Immunosuppression Regimens
Document type
Abstract
Description
Abstract presented at the 14th Brazilian Forum on Pharmaceutical Care and Pharmacoeconomics (FAFF) and published in the Journal of Pharmaceutical Care and Pharmacoeconomics (JAFF)
Source
JAFF
Publication year
2026
Identifier
2026JAFF032
Resumo
Introdução: O SUS disponibiliza 17 imunossupressores para pacientes com transplante hepático, porém a identificação de medicamentos de uso concomitante em grandes bases de dados é complexa, demandando técnicas de mineração de dados.1Objetivo: Identificar os esquemas de imunossupressão fornecidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para pacientes com transplante hepático (TxH) em São Paulo. Métodos: Utilizamos o algoritmo Apriori para identificar as combinações e a probabilidade de uso concomitante de imunossupressores. Essa técnica é aplicada em estudos é empregada em estudos que analisam o uso concomitante de medicamentos, identificação de padrões terapêuticos e de interações medicamentosas.2,3Foram analisados os dados de 12 milhões de registros de dispensação constantes nas Autorizações de Procedimentos Ambulatoriais (APACs), do Sistema de Informações Ambulatoriais do SUS, do ano de 2023, no Estado de São Paulo; dos quais foram selecionadas informações de 6.201 pacientes com transplante hepático (CIDs T864 e Z944), que receberam ao menos um imunossupressor. Para cada paciente, os imunossupressores dispensados foram agregados em um conjunto único, representando o esquema terapêutico utilizado. Resultados: Foram identificados 86 esquemas de imunossupressão. O número médio mensal de pacientes que receberam imunossupressores foi de 4.604. Os pacientes com txH receberam até 5 imunossupressores, porém 82,9% (n. 5.141) fazem monoterapia. A tabela 1 apresenta o número de pacientes por esquemas de imunossupressão: Tabela 1. Esquemas de imunossupressão em transplante hepático – São Paulo – 2023 EsquemasN. PACIENTES monoterapia de TAC 1MG2528 baseados em TAC 1 MG725 monoterapia de TAC 5 MG80 baseados em TAC 5 MG32 monoterapia de MFS 360 MG1552 monoterapia de MFS 180 MG269 monoterapia de EVL 1MG 223 monoterapia de EVL 0,5 MG112 monoterapia de MMF 500MG111 monoterapia de CICLO 25 MG100 monoterapia de CICLO 50 MG64 monoterapia de SRL 1 MG57 monoterapia de CICLO 100 MG27 monoterapia de AZA 50 MG11 monoterapia de EVL 0,75 mg7 Demais esquemas303 Total de pacientes6201 Fonte: Elaboração própria Legenda: TAC tacrolimo; EVL: everolimo; CICLO: ciclosporina; SRL: sirolimo; AZA: azatriopina; O tacrolimo de 1 mg foi o imunossupressor mais utilizado em São Paulo, sendo fornecido para 3.253 (52,4%) pacientes, presente em 27 tipos de regimes, entre os quais se destaca a monoterapia, utilizada em 2.528 pacientes. As combinações do tacrolimo 1 mg mais frequentes foram com micofenolato de sódio 360 mg (n: 440), tacrolimo 5 mg (n:106), e everolimo 1 mg (n: 73). O algoritmo Apriori permitiu mostrar que os pacientes que consumiram tacrolimo 1 mg têm 87% de chances de usar tacrolimo 5 mg. Por sua vez, o micofenolato de sódio 360 mg ocupa o segundo lugar na lista de imunossupressores mais utilizados no SUS, fornecido para 2.205 pacientes, dos quais 1.552 utilizaramno em monoterapia e 653 em associação com outros imunossupressores. Conclusões: Este é o primeiro estudo a identificar e quantificar esquemas de imunossupressão em pacientes com TxH no SUS. O uso do algoritmo Apriori permitiu mostrar que a monoterapia com tacrolimo é o esquema mais utilizado nesta população.
Palavras-chave
Apriori | Mineração de dados | Registros de dispensação | Transplante hepático
Notas
O registro foi originalmente publicado em português. A versão em inglês foi traduzida com o apoio de inteligência artificial.
Abstract
Introduction: SUS provides 17 immunosuppressants for patients with liver transplantation; however, identifying concomitant medications in large databases is complex, requiring data mining techniques.¹ Objective: To identify immunosuppression regimens provided by the Unified Health System (SUS) for patients with liver transplantation (LT) in São Paulo. Methods: The Apriori algorithm was used to identify combinations and the probability of concomitant use of immunosuppressants. This technique is applied in studies that analyze concomitant medication use, identification of therapeutic patterns, and drug interactions.²,³ Data from 12 million dispensing records contained in the Authorization of Outpatient Procedures (APACs) of the SUS Outpatient Information System from 2023, in the state of São Paulo, were analyzed. Among these, information from 6,201 liver transplant patients (ICD codes T864 and Z944) who received at least one immunosuppressant was selected. For each patient, the dispensed immunosuppressants were aggregated into a single set, representing the therapeutic regimen used. Results: A total of 86 immunosuppression regimens were identified. The average monthly number of patients receiving immunosuppressants was 4,604. LT patients received up to five immunosuppressants; however, 82.9% (n=5,141) received monotherapy. Table 1 presents the number of patients according to immunosuppression regimens: Table 1. Immunosuppression regimens in liver transplantation – São Paulo – 2023. The most frequently used immunosuppressant was tacrolimus 1 mg in São Paulo, provided to 3,253 patients (52.4%), present in 27 types of regimens, among which monotherapy stood out, used by 2,528 patients. The most frequent combinations of tacrolimus 1 mg were with mycophenolate sodium 360 mg (n=440), tacrolimus 5 mg (n=106), and everolimus 1 mg (n=73). The Apriori algorithm showed that patients who used tacrolimus 1 mg had an 87% probability of also using tacrolimus 5 mg. Mycophenolate sodium 360 mg ranked second among the most used immunosuppressants in SUS, provided to 2,205 patients, of whom 1,552 used it as monotherapy and 653 in combination with other immunosuppressants. Conclusions: This is the first study to identify and quantify immunosuppression regimens in liver transplant patients within SUS. The use of the Apriori algorithm demonstrated that tacrolimus monotherapy is the most commonly used regimen in this population.
Keywords
Apriori | Data mining | Dispensing records | Liver transplantation
Notes
The record was originally published in Portuguese. The English version was translated with the support of artificial intelligence.