-
Interações medicamentosas potenciais em idosos internados em um hospital público
- Voltar
Título
Interações medicamentosas potenciais em idosos internados em um hospital público
Tipo de documento
Resumo
Descrição
Resumo publicado no Jornal de Assistência Farmacêutica e Farmacoeconomia (JAFF)
Fonte
JAFF
Ano de publicação
2019
Referência (Vancouver)
Souza TS, Santos RL, Santana TDB, Valasques GLJ. Interações medicamentosas potenciais em idosos internados em um hospital público. J Assist Farmac Farmacoecon. 2019;4(Suppl 1).
Identificador
2019JAFF072
Title
Potential Drug Interactions in Elderly Patients Admitted to a Public Hospital
Document type
Abstract
Description
Abstract published in the Journal of Pharmaceutical Care and Pharmacoeconomics (JAFF)
Source
JAFF
Publication year
2019
Reference (Vancouver)
Souza TS, Santos RL, Santana TDB, Valasques GLJ. Interações medicamentosas potenciais em idosos internados em um hospital público. J Assist Farmac Farmacoecon. 2019;4(Suppl 1).
Identifier
2019JAFF072
Resumo
Introdução: A transição demográfica e epidemiológica no Brasil propiciou tanto o aumento do número de idosos na população, como também maiores taxas de morbidade por doenças crônicas nesta faixa etária, tornando-os mais expostos a hospitalizações e maior utilização de medicamentos, o que consequentemente acarreta em alta suscetibilidade à ocorrência de Interações Medicamentosas Potenciais (IMP). Além disso, o processo natural da senescência predispõe à ocorrência de significativas mudanças fisiológicas que alteram o metabolismo dos idosos, podendo levar a uma modificação na farmacocinética dos fármacos e consequente alteração da resposta farmacológica. Objetivo: analisar a prevalência de Interações Medicamentosas Potenciais em pacientes idosos internados em um hospital público. Métodos:trata-se de um estudo transversal, descritivo e analítico, realizado na clínica médica de um hospital público, através da análise dos prontuários de pacientes com idade ≥60 anos, de ambos os sexos, que estiveram internados por mais de dois dias, no período de novembro de 2018 a janeiro de 2019. Os dados foram coletados com auxílio de uma ficha farmacoterapêutica, as IMPs foram avaliadas nas bases de dados Medscape® e Micromedex® e classificadas quanto a sua gravidade e mecanismo. Resultados: Foram avaliados 42 prontuários de idosos internados no período, com idade média de 77,9 anos (DP±10,6), com tempo médio de internação hospitalar de 15,5 dias, predominando os idosos longevos (42,8%), sendo a maioria do sexo feminino (92,2%). Foram utilizados uma média de 11 medicamentos/dia, evidenciando que todos os idosos deste estudo estavam expostos à polifarmácia. A prevalência das interações foi de 100%, totalizando 426 interações, que corresponde a cerca de 10,1 interação por paciente (mínimo de 2, máximo de 45). As interações mais frequentes ocorreram entre os medicamentos que atuam no Sistema Nervoso, das quais 3,3% foram de gravidade leve (mais frequente: Omeprazol + Diazepam), 37,2% moderada (mais frequente: dipirona + losartana), 58,4% grave (mais frequente: insulina + metoclopramida), e 1,2% contraindicada (haloperidol + metoclopramida). Quanto ao mecanismo houve maior prevalência de interações do tipo farmacodinâmico (70,2%), seguido de mecanismo desconhecido (14,8%), farmacocinético (13,8%) e misto (1,2%). Conclusão: Se evidencia que as IMPs tiveram alta prevalência nesses idosos e sugerem a necessidade de acompanhamento clínico para melhor elucidação e avaliação dos potenciais riscos. Visto que a hospitalização e a polifarmácia são achados comuns em pessoas com idade avançada, é de extrema importância que a farmacoterapia para esses pacientes seja monitorada pela equipe de saúde a fim de eleger estratégias que minimizem não somente os problemas com uso de medicamentos, mas também os custos associados à problemas com a farmacoterapia para a própria unidade hospitalar e, sobretudo, para o paciente.
Notas
O registro foi originalmente publicado em português. A versão em inglês foi traduzida com o apoio de inteligência artificial.
Abstract
Introduction: The demographic and epidemiological transition in Brazil has led to an increase in the elderly population, accompanied by higher rates of morbidity from chronic diseases in this age group, making them more prone to hospitalizations and increased medication use, which consequently increases their susceptibility to Potential Drug Interactions (PDI). Additionally, the natural process of aging predisposes significant physiological changes that alter the metabolism of elderly individuals, potentially affecting the pharmacokinetics of drugs and consequently altering their pharmacological response. Objective: This study aimed to analyze the prevalence of Potential Drug Interactions (PDI) in elderly patients hospitalized in a public hospital. Methods: This was a cross-sectional, descriptive, and analytical study conducted in the medical clinic of a public hospital. We analyzed the medical records of patients aged ≥60 years, of both sexes, who were hospitalized for more than two days from November 2018 to January 2019. Data were collected using a pharmacotherapeutic form. PDIs were identified using the Medscape® and Micromedex® databases and classified by severity and mechanism. Results: We evaluated 42 medical records of elderly patients with a mean age of 77.9 years. The average length of hospital stay was 15.5 days, with predominance of long-lived elderly (42.8%), and mostly females (92.2%). On average, patients were using 11 medications per day, indicating polypharmacy in all cases. The prevalence of interactions was 100%, totaling 426 interactions, averaging 10.1 interactions per patient (minimum of 2, maximum of 45). The most frequent interactions occurred among medications acting on the Nervous System, with 3.3% classified as mild severity (most frequent: Omeprazole + Diazepam), 37.2% moderate (most frequent: Dipyrone + Losartan), 58.4% severe (most frequent: Insulin + Metoclopramide), and 1.2% contraindicated (Haloperidol + Metoclopramide). Mechanistically, there was a higher prevalence of pharmacodynamic interactions (70.2%), followed by unknown mechanism (14.8%), pharmacokinetic (13.8%), and mixed (1.2%). Conclusion: The high prevalence of PDIs in these elderly patients highlights the need for clinical monitoring to elucidate and evaluate potential risks. Given the common findings of hospitalization and polypharmacy in older adults, it is crucial that pharmacotherapy for these patients be monitored by healthcare teams to implement strategies that minimize not only medication-related problems but also associated costs for the hospital unit and, above all, for the patient.
Notes
The record was originally published in Portuguese. The English version was translated with the support of artificial intelligence.