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Interação entre fitoterápicos e alopáticos anti-hipertensivos na modulação da pressão arterial
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Título
Interação entre fitoterápicos e alopáticos anti-hipertensivos na modulação da pressão arterial
Tipo de documento
Resumo
Descrição
Resumo publicado no Jornal de Assistência Farmacêutica e Farmacoeconomia (JAFF)
Fonte
JAFF
Ano de publicação
2019
Referência (Vancouver)
Santos LS, Costa RS, Borges JMP, Silva DM. Interação entre fitoterápicos e alopáticos anti-hipertensivos na modulação da pressão arterial. J Assist Farmac Farmacoecon. 2019;4(Suppl 1).
Identificador
2019JAFF071
Title
Interaction between Herbal and Allopathic Antihypertensive Drugs in Modulating Blood Pressure
Document type
Abstract
Description
Abstract published in the Journal of Pharmaceutical Care and Pharmacoeconomics (JAFF)
Source
JAFF
Publication year
2019
Reference (Vancouver)
Santos LS, Costa RS, Borges JMP, Silva DM. Interação entre fitoterápicos e alopáticos anti-hipertensivos na modulação da pressão arterial. J Assist Farmac Farmacoecon. 2019;4(Suppl 1).
Identifier
2019JAFF071
Resumo
Introdução: A Hipertensão Arterial Sistêmica (HAS) é uma morbidade caracterizada pelo aumento sustentado da pressão arterial acima de 140/90 mmHg, com origem multifatorial. O tratamento inclui mudança nos hábitos de vida e uso de medicamentos anti-hipertensivos. Em 2018, 24,7% da população brasileira foi diagnosticada com (HAS). A fitoterapia é baseada no uso de plantas medicinais na cura de doenças. Esta alternativa terapêutica é muito difundida entre as populações desde a antiguidade, de modo que a utilização de plantas para tratar a HAS se tornou um hábito frequente. Objetivo: Investigar a ação de plantas medicinais em estudos de interação com fármacos anti-hipertensivos e os efeitos desencadeados. Métodos: Este trabalho é uma revisão sistemática, feita na base do Google Scholar, no período de 20 anos (de 1999 a 2019), usando os descritores: “interação”, “anti-hipertensivos” e “fitoterápicos”. A busca se limitou aos artigos que atenderam aos critérios de inclusão: (1) efeito hipotensor, (2) interação alopático com fitoterápico, (3) experimento in vivo. Resultados: 27 artigos foram encontrados, e destes, 9 atenderam aos critérios de inclusão. Entre as espécies citadas que podem interagir com medicamentos anti-hipertensivos, estão: o Allium sativum apresentou ação inibitória sobre a enzima conversora de angiotensinogênio (IECA) semelhante a ação do fármaco lisinopril, causando uma diminuição na pressão arterial (PA), o Ginko biloba pode antagonizar os efeitos dos diuréticos, como a hidroclorotiazida, induzindo o aumento da PA, além de aumentar os efeitos adversos de fármacos inibidores dos canais de cálcio (nifedipina e anlodipina), e a Cynara scolymus L. potencializa a ação dos diuréticos, tanto os diuréticos de alça como a furosemida, quanto os tiazídicos como a clortalidona. Nos experimentos, in vivo, foram relatadas algumas substâncias que induzem efeito hipotensor em ratos normotensos e hipertensos, como exemplo: os extratos padronizados de Cecropia glaziovii sneth, extrato aquoso de casca de uva Vitis Rabrusca L. var. Isabel, extrato das folhas de Alibertia edulis, extratos hidroalcoólicos de A. sativum e de Cymbopogon citratus. Poucos trabalhos apontam estudos de toxicidade destes fitoterápicos. O extrato de A. sativum pode desencadear efeitos adversos como náuseas, vômitos e dermatite por contato. Conclusão: O uso concomitante de alopáticos e fitoterápicos pode resultar em efeitos inesperados, inativados ou nos surgimentos de comorbidades que contribuem para o agravamento de doenças. Isso requer um acompanhamento farmacoterapêutico para o monitoramento da modulação da pressão arterial resultante de interação físico-química, farmacocinética ou farmacodinâmica entre os fitoativos e os fármacos anti-hipertensivos e os efeitos adversos e tóxicos envolvidos.
Notas
O registro foi originalmente publicado em português. A versão em inglês foi traduzida com o apoio de inteligência artificial.
Abstract
Introduction: Systemic Arterial Hypertension (SAH) is a morbidity characterized by sustained elevation of blood pressure above 140/90 mmHg, with multifactorial origins. Treatment includes lifestyle changes and the use of antihypertensive medications. In 2018, 24.7% of the Brazilian population was diagnosed with SAH. Phytotherapy is based on the use of medicinal plants for healing purposes and has been widely practiced since ancient times. The use of medicinal plants to treat SAH has become a common practice among populations seeking alternative therapeutic options. Objective: To investigate the action of medicinal plants in studies of interactions with antihypertensive drugs and the effects triggered by these interactions. Methods: This study is a systematic review conducted on Google Scholar over a 20-year period (from 1999 to 2019), using the keywords: "interaction," "antihypertensive drugs," and "phytotherapy." The search was limited to articles meeting the inclusion criteria: (1) hypotensive effect, (2) allopathic interaction with phytotherapy, (3) in vivo experiments. Results: A total of 27 articles were found, of which 9 met the inclusion criteria. Among the species mentioned to interact with antihypertensive medications, Allium sativum (garlic) showed inhibitory action on angiotensin-converting enzyme (ACE) similar to the drug lisinopril, resulting in decreased blood pressure (BP). Ginkgo biloba was found to antagonize the effects of diuretics such as hydrochlorothiazide, leading to increased BP, and it could potentiate the adverse effects of calcium channel blockers (nifedipine and amlodipine). Cynara scolymus L. (artichoke) enhanced the action of both loop diuretics like furosemide and thiazide diuretics like chlorthalidone. In in vivo experiments, substances inducing hypotensive effects in normotensive and hypertensive rats included standardized extracts of Cecropia glaziovii sneth, aqueous extract of grape peel Vitis Rabrusca L. var. Isabel, leaf extracts of Alibertia edulis, hydroalcoholic extracts of A. sativum, and Cymbopogon citratus. Few studies addressed the toxicity of these phytotherapies. For instance, A. sativum extract could induce adverse effects such as nausea, vomiting, and contact dermatitis. Conclusion: The concomitant use of allopathic drugs and phytotherapies may lead to unexpected effects, drug inactivation, or the emergence of comorbidities that contribute to disease exacerbation. This necessitates pharmaceutical care to monitor the modulation of blood pressure resulting from physicochemical, pharmacokinetic, or pharmacodynamic interactions between phytoactives and antihypertensive drugs, along with the associated adverse and toxic effects.
Notes
The record was originally published in Portuguese. The English version was translated with the support of artificial intelligence.