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Integração da fitofarmacoterapia em um modelo de documentação do cuidado farmacêutico: relato de experiência
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Título
Integração da fitofarmacoterapia em um modelo de documentação do cuidado farmacêutico: relato de experiência
Tipo de documento
Resumo
Descrição
Resumo apresentado no 14º Fórum Brasileiro sobre Assistência Farmacêutica e Farmacoeconomia (FAFF) e publicado no Jornal de Assistência Farmacêutica e Farmacoeconomia (JAFF)
Fonte
JAFF
Ano de publicação
2026
Referência (Vancouver)
Cimbleris-Alkmim A, Prado EML, Souza ECS, Freitas VGB, Nascimento YA. Integração da fitofarmacoterapia em um modelo de documentação do cuidado farmacêutico: relato de experiência. J Assist Farmac Farmacoecon. 2026;11.
Identificador
2026JAFF147
Title
Integration of Phytopharmacotherapy into a Pharmaceutical Care Documentation Model: An Experience Report
Document type
Abstract
Description
Abstract presented at the 14th Brazilian Forum on Pharmaceutical Care and Pharmacoeconomics (FAFF) and published in the Journal of Pharmaceutical Care and Pharmacoeconomics (JAFF)
Source
JAFF
Publication year
2026
Identifier
2026JAFF147
Resumo
Introdução: A fitoterapia é uma prática de amplo e crescente uso. No Brasil, cerca de 82% da população utiliza plantas medicinais nos cuidados com saúde. O Cuidado Farmacêutico (CF) visa atender à necessidade social de otimizar a farmacoterapia, incluindo os fitoterápicos. Pesquisa com farmacêuticos atuantes no CF apontou a demanda de facilitar o registro e avaliação adequada da fitofarmacoterapia, propondo a revisão dos campos e inclusão de lista padronizada de fitoterápicos em um modelo de documentação empregado para ensino, prática clínica e pesquisa do CF.Objetivo: Revisar um modelo institucional de documentação do CF visando favorecer o ensino acerca do registro sistemático e padronizado do uso de fitoterápicos. Descrição do relato: A documentação adotada, um prontuário eletrônico, usa o modelo SOAP (subjetivo, objetivo, avaliação e plano). A esse documento foram adicionados lembretes específicos sobre a fitofarmacoterapia nos campos: 1) uso eventual de medicamentos; 2) farmacoterapia em uso, separado por condição de saúde, com campos para registro dos parâmetros de tempo de uso, efetividade, segurança e conveniência. Para alimentar de modo padronizado e automático os campos do prontuário foi elaborada planilha com dados dos fitoterápicos (nome popular, nome científico, parte utilizada e forma farmacêutica), facilitando a inserção das informações e sua posterior análise. Selecionouse referências relevantes: documentos oficiais do governo brasileiro, da União Europeia, da Organização Mundial de Saúde, e fontes regionais conceituadas, como listagens de Farmácias Vivas e artigos de levantamentos de utilização de fitoterápicos. Elaborouse uma listagem de todos fitoterápicos nelas citados, excluindose aqueles de uso incomum no Brasil. Foram realizadas reuniões semanais para discutir divergências encontradas nas referências e alinhar os critérios de padronização das informações. Foram incluídas na planilha 548 formas farmacêuticas de 126 espécies. Os principais desafios foram as divergências entre as referências quanto à nomenclatura, parte utilizada e formas farmacêuticas; ausência de informações em algumas referências (como parte utilizada ou nomes populares relevantes); necessidade de padronização dos termos referentes a formas farmacêuticas; definição da nomenclatura das partes das plantas, optando por termos gerais em lugar de termos botânicos específicos (ex. “flores” em substituição a “capítulos florais”). O novo modelo de documentação, já adotado no ensino, vem favorecendo a percepção da necessidade e de como fazer o acompanhamento da fitofarmacoterapia no CF, e será futuramente adotado para a prática clínica e as pesquisas da instituição. Conclusão: A adequação e padronização na documentação da fitofarmacoterapia foi um avanço para sua integração ao ensino do CF na instituição. As divergências encontradas entre as referências reforçam a utilidade de uma lista padronizada para facilitar o registro das informações do uso de fitoterápicos.
Palavras-chave
Cuidado farmacêutico | Documentação | Fitoterapia | Plantas medicinais
Notas
O registro foi originalmente publicado em português. A versão em inglês foi traduzida com o apoio de inteligência artificial.
Abstract
Introduction: Phytotherapy is a widely used and growing practice. In Brazil, approximately 82% of the population uses medicinal plants in healthcare. Pharmaceutical Care (PC) aims to address the social need to optimize pharmacotherapy, including herbal medicines. Research with pharmacists working in PC identified the need to facilitate the documentation and proper assessment of phytopharmacotherapy, proposing the revision of fields and the inclusion of a standardized list of herbal medicines in a documentation model used for PC education, clinical practice, and research. Objective: To review an institutional PC documentation model to support teaching on the systematic and standardized recording of herbal medicine use. Description of the Report: The adopted documentation, an electronic health record, uses the SOAP model (subjective, objective, assessment, and plan). Specific reminders regarding phytopharmacotherapy were added to this document in the following fields: 1) occasional medication use; 2) current pharmacotherapy, organized by health condition, with fields for recording parameters of duration of use, effectiveness, safety, and convenience. To provide standardized and automatic information for the medical record fields, a spreadsheet containing herbal medicine data (popular name, scientific name, plant part used, and pharmaceutical form) was developed, facilitating data entry and subsequent analysis. Relevant references were selected, including official documents from the Brazilian government, the European Union, the World Health Organization, and recognized regional sources, such as lists of Community Herbal Pharmacies and articles from surveys on herbal medicine use. A list of all herbal medicines cited in these sources was created, excluding those uncommon in Brazil. Weekly meetings were held to discuss discrepancies found in the references and to establish criteria for standardizing information. The spreadsheet included 548 pharmaceutical forms from 126 species. The main challenges were discrepancies among references regarding nomenclature, plant parts used, and pharmaceutical forms; lack of information in some references (such as plant parts used or relevant popular names); the need to standardize terms related to pharmaceutical forms; and the definition of plant part nomenclature, choosing general terms instead of specific botanical terms (e.g., “flowers” instead of “floral heads”). The new documentation model, already adopted in teaching, has contributed to recognizing the importance of and methods for monitoring phytopharmacotherapy within PC and will be adopted in the future for clinical practice and institutional research. Conclusion: The adaptation and standardization of phytopharmacotherapy documentation represented an advancement for its integration into PC education at the institution. The discrepancies found among references reinforce the usefulness of a standardized list to facilitate the recording of information regarding herbal medicine use.
Keywords
Documentation | Medicinal plants | Pharmaceutical care | Phytotherapy
Notes
The record was originally published in Portuguese. The English version was translated with the support of artificial intelligence.