-
Implementação do serviço de telefarmácia para pacientes em uso de Varfarina durante a pandemia de Covid-19: Relato de experiência
- Voltar
Título
Implementação do serviço de telefarmácia para pacientes em uso de Varfarina durante a pandemia de Covid-19: Relato de experiência
Tipo de documento
Resumo
Descrição
Resumo publicado no Jornal de Assistência Farmacêutica e Farmacoeconomia (JAFF)
Fonte
JAFF
Ano de publicação
2022
Referência (Vancouver)
Nóbrega VG, Sousa JS, Silva LSS, Santos HAN. Implementação do serviço de telefarmácia para pacientes em uso de Varfarina durante a pandemia de Covid-19: Relato de experiência. J Assist Farmac Farmacoecon. 2022;1(Suppl 2).
Identificador
2022JAFF051
Title
Implementation of Telepharmacy Service for Warfarin Patients During the COVID-19 Pandemic: Experience Report
Document type
Abstract
Description
Abstract published in the Journal of Pharmaceutical Care and Pharmacoeconomics (JAFF)
Source
JAFF
Publication year
2022
Reference (Vancouver)
Nóbrega VG, Sousa JS, Silva LSS, Santos HAN. Implementação do serviço de telefarmácia para pacientes em uso de Varfarina durante a pandemia de Covid-19: Relato de experiência. J Assist Farmac Farmacoecon. 2022;1(Suppl 2).
Identifier
2022JAFF051
Resumo
Introdução: Com o advento da pandemia de COVID-19, os serviços de saúde tiveram que passar por inúmeros desafios no intuito de garantir a manutenção do cuidado aos pacientes. Nesse sentido, o Ambulatório de Anticoagulação (AMBAC) do Hospital Universitário Professor Edgard Santos - HUPES, onde são atendidos pacientes com comorbidades que necessitam o uso da Varfarina (Prótese Valvar Mecânica, Fibrilação Atrial, AVCi e Tromboembolismo), implementou em março de 2020, o serviço de telefarmácia, ferramenta essencial para garantir praticidade, rapidez e efetividade no atendimento, além do baixo custo. O Conselho Federal de Farmácia, através da Resolução nº 727/2022, regulamentou esse serviço como parte do exercício profissional do farmacêutico, sendo caracterizada pela atuação do farmacêutico clínico mediada por Tecnologia da Informação, de forma remota, em tempo real ou assíncrona a fim de promover, proteger, monitorar, recuperar a saúde e auxiliar na prevenção e resolução de problemas farmacoterapêuticos, contribuindo assim, para o uso racional dos medicamentos. Objetivos: Descrever a experiência vivenciada pelo Farmacêutico Clínico no processo de implementação e estruturação do Serviço de Telefarmácia para pacientes ambulatoriais em uso de Varfarina, durante a pandemia de COVID-19 no Ambulatório Magalhães Neto. Métodos: Foi proposto o atendimento mensal desses pacientes por teleconsulta através de chamadas de vídeo, mediante o uso de dispositivos móveis, permitindo o acompanhamento da farmacoterapia de forma regular. O serviço foi implementado em março de 2020, após os primeiros casos de COVID-19 terem sido registrados na Bahia, onde permanece ativo até a presente data. Esse estudo foi aprovado pelo CEP sob número 4.465.789. Resultados e Discussão: No AMBAC são atendidos aproximadamente 250 pacientes, que por conta das circunstâncias da pandemia, todos tiveram que aderir a teleconsulta, sendo disponibilizados vídeos e tutoriais para fins de adaptação e continuidade dos atendimentos. No entanto, após o retorno do acompanhamento presencial, somente os pacientes que atendiam aos critérios de inclusão pré-definidos pela equipe (boa qualidade de internet, compreensão do uso de tecnologias, assiduidade e comprometimento com as orientações prestadas), permaneceram no serviço de telefarmácia. Quando questionados sobre a manutenção do teleatendimento, a maioria decide continuar, exceto em casos de renovação de receita, RNI instável e qualidade na internet, que nessas situações, são orientados o retorno ao atendimento presencial para resolução dos imbróglios. Conclusão: A telefarmácia possibilitou manter a mesma qualidade do atendimento presencial de forma prática e segura. A demanda pela continuidade do serviço permitiu a manutenção da telefarmácia mesmo com o retorno dos atendimentos presenciais, a fim de atender às necessidades dos pacientes com dificuldades de locomoção e distância dos grandes centros especializados.
Notas
O registro foi originalmente publicado em português. A versão em inglês foi traduzida com o apoio de inteligência artificial.
Abstract
Introduction: With the advent of the COVID-19 pandemic, healthcare services faced numerous challenges in ensuring continued patient care. In this context, the Anticoagulation Clinic (AMBAC) at the Professor Edgard Santos University Hospital (HUPES), which serves patients with comorbidities requiring Warfarin therapy (mechanical heart valve, atrial fibrillation, ischemic stroke, and thromboembolism), implemented telepharmacy services in March 2020. This was an essential tool to ensure practicality, speed, and effectiveness in patient care, with low associated costs. The Federal Pharmacy Council, through Resolution No. 727/2022, regulated this service as part of the pharmacist's professional practice. It involves clinical pharmacists using Information Technology remotely, in real-time or asynchronously, to promote, protect, monitor, restore health, and assist in preventing and resolving pharmacotherapeutic problems, thereby contributing to rational drug use. Objectives: To describe the experience of the Clinical Pharmacist in the process of implementing and structuring the Telepharmacy Service for outpatient Warfarin users during the COVID-19 pandemic at the Magalhães Neto Outpatient Clinic. Methods: Monthly teleconsultations via video calls were proposed for these patients using mobile devices, allowing regular pharmacotherapy monitoring. The service was implemented in March 2020, following the first COVID-19 cases in Bahia, and remains active to date. This study was approved by the Ethics Committee under number 4,465,789. Results and Discussion: The AMBAC serves approximately 250 patients, all of whom had to transition to teleconsultations due to the pandemic circumstances. Videos and tutorials were provided to facilitate adaptation and continuity of care. However, after the return to in-person visits, only patients meeting pre-defined inclusion criteria (good internet quality, understanding of technology use, attendance, and commitment to provided guidance) remained in the telepharmacy service. When asked about maintaining teleconsultations, the majority opted to continue, except for cases requiring prescription renewal, unstable INR levels, or poor internet quality, where patients were advised to return to in-person visits to resolve issues. Conclusion: Telepharmacy allowed for maintaining the same quality of care as in-person visits practically and safely. The demand for continuing the service enabled telepharmacy to persist even after the resumption of in-person visits, particularly benefiting patients with mobility difficulties or those located far from specialized centers.
Notes
The record was originally published in Portuguese. The English version was translated with the support of artificial intelligence.