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Disparidades regionais no Acesso a Medicamentos no Brasil: uma análise empírica
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Título
Disparidades regionais no Acesso a Medicamentos no Brasil: uma análise empírica
Tipo de documento
Resumo
Descrição
Resumo publicado no Jornal de Assistência Farmacêutica e Farmacoeconomia (JAFF)
Fonte
JAFF
Ano de publicação
2022
Referência (Vancouver)
Tonéo Júnior JF, Neto RMS. Disparidades regionais no Acesso a Medicamentos no Brasil: uma análise empírica. J Assist Farmac Farmacoecon. 2022;7(Suppl 1).
Identificador
2022JAFF062
Title
Regional Disparities in Access to Medications in Brazil: An Empirical Analysis
Document type
Abstract
Description
Abstract published in the Journal of Pharmaceutical Care and Pharmacoeconomics (JAFF)
Source
JAFF
Publication year
2022
Reference (Vancouver)
Tonéo Júnior JF, Neto RMS. Disparidades regionais no Acesso a Medicamentos no Brasil: uma análise empírica. J Assist Farmac Farmacoecon. 2022;7(Suppl 1).
Identifier
2022JAFF062
Resumo
Introdução. O acesso de medicamentos de forma equânime, contínua e em quantidade adequada às necessidades da população continua sendo um dos desafios a serem superados pelo Sistema Único de Saúde (SUS). É de fundamental importância estudar a prevalência e os fatores determinantes, associados ao acesso de medicamentos essenciais, por usuários do SUS. Isto porque os medicamentos que não são disponibilizados gratuitamente pelo sistema de saúde, representam a maior parte dos gastos privados em saúde no Brasil, sobretudo entre os mais pobres (Boing,2013). Objetivo. Analisar dos determinantes de acesso a medicamentos prescritos no SUS, observando dados agrupados das regiões brasileiras, identificando possíveis disparidades regionais, descrevendo a importância de características sócio econômicas e de saúde, ou seja, a participação dos indivíduos na Estratégia de Saúde da Família (ESF) do SUS. Metodologia. Analisaram-se micro dados da Pesquisa Nacional de saúde – PNS de 2013, através de métodos econométricos multivariados, modelo Logit, utilizando a técnica de decomposição Oaxaca-Blinder, sugerida por (Failie,2003), para estimação da influência de características pessoais, sócio econômicas e de saúde (ESF), agrupados por regiões brasileiras. A amostra foi composta por indivíduos que tiveram medicamentos prescritos no SUS, nas duas semanas anteriores à entrevista (n=11.910). A variável dependente foi o acesso à totalidade dos medicamentos prescritos. Resultado. As características socioeconômicas dos indivíduos que apresentaram maior acesso a medicamentos foram: sexo masculino 66%, indivíduos de raça não branca 65,7%, idade de 10 a 19 anos 36,8%, sendo solteiros que não eram chefes de família e sem doenças crônicas. Quanto a escolaridade, houve uma relação negativa: quanto maior o nível escolar, menor o acesso. O fato de a família estar cadastrada na ESF, foi muito significativo para conseguir acesso aos medicamentos prescritos no SUS. Por outro lado, dos 11.910 indivíduos 65,41% não receberam os medicamentos prescritos, sendo que a Região Norte foi a que teve a menor taxa no acesso 30,81%. Em contrapartida, uma quantidade significativa 34,59% do total, recebeu os remédios gratuitamente na rede pública, sendo maior a prevalência de acesso entre os moradores da Região Sudeste 41,09%, de cor de pele preta 65,72%, menos escolarizada 35,61%, além daqueles com domicílio cadastrado na ESF 36,8%. Conclusão. As diferenças do acesso a medicamentos no SUS foram bem expressivas quando comparadas entre as regiões do Brasil. Com respeito à identificação dos determinantes do acesso aos medicamentos no Brasil, os resultados obtidos indicam que as características socioeconômicas explicam muito pouco as diferenças regionais de acesso a medicamentos. Porém, o fato de a família fazer parte de área coberta, sendo cadastrada no sistema da estratégia da saúde da família – ESF, foi muito significativo para ter um acesso a medicamentos essenciais melhor.
Notas
O registro foi originalmente publicado em português. A versão em inglês foi traduzida com o apoio de inteligência artificial.
Abstract
Introduction: Ensuring equitable, continuous, and adequate access to medications remains a significant challenge for Brazil's Unified Health System (SUS). Understanding the prevalence and determinants associated with access to essential medications among SUS users is crucial. This is particularly important as out-of-pocket spending on medications not provided free by the health system constitutes a substantial portion of healthcare costs in Brazil, especially among the poorest (Boing, 2013). Objective: To analyze the determinants of access to prescribed medications within SUS, examining aggregated data across Brazilian regions to identify potential regional disparities. The study aims to describe the importance of socio-economic and health-related characteristics, specifically the participation of individuals in the Family Health Strategy (ESF) within SUS. Methodology: Microdata from the National Health Survey (PNS) of 2013 were analyzed using multivariate econometric methods, specifically the Logit model and the Oaxaca-Blinder decomposition technique as suggested by Failie (2003). This approach was used to estimate the influence of personal, socio-economic, and health characteristics (ESF enrollment) aggregated by Brazilian regions. The sample included individuals who had received prescribed medications from SUS in the two weeks preceding the survey (n=11,910). The dependent variable was access to all prescribed medications. Results: Socio-economic characteristics associated with higher medication access included: male gender (66%), non-white race (65.7%), age between 10-19 years (36.8%), single marital status, non-head of household status, and absence of chronic diseases. Interestingly, higher educational attainment showed a negative relationship with medication access. Family enrollment in ESF was significantly associated with improved access to prescribed medications from SUS. However, 65.41% of the total sample did not receive all prescribed medications, with the Northern region having the lowest access rate at 30.81%. Conversely, a significant portion (34.59%) received medications free of charge through public health services, with higher prevalence of access observed among residents in the Southeast region (41.09%), individuals of black ethnicity (65.72%), lower educational attainment (35.61%), and those enrolled in ESF (36.8%). Conclusion: There were substantial regional differences in medication access within SUS across Brazil. Socio-economic characteristics explained relatively little of the regional disparities in medication access. However, enrollment in ESF was identified as a significant determinant for improved access to essential medications.
Notes
The record was originally published in Portuguese. The English version was translated with the support of artificial intelligence.