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Descrição Comparativa dos Limiares de Impacto Orçamentário na Tomada de Decisão em ATS
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Título
Descrição Comparativa dos Limiares de Impacto Orçamentário na Tomada de Decisão em ATS
Tipo de documento
Resumo
Descrição
Resumo apresentado no 14º Fórum Brasileiro sobre Assistência Farmacêutica e Farmacoeconomia (FAFF) e publicado no Jornal de Assistência Farmacêutica e Farmacoeconomia (JAFF)
Fonte
JAFF
Ano de publicação
2026
Referência (Vancouver)
Lima J, Webler BL, Fagotti LM, Souza WCP, Carvalho M, Viscondi JYK et al. PE-016 Descrição Comparativa dos Limiares de Impacto Orçamentário na Tomada de Decisão em ATS. J Assist Farmac Farmacoecon. 2026;11(s.4).
DOI
10.22563/2525-7323.2026.v11.e00513
Identificador
2026JAFF262
Title
Comparative Description of Budgetary Impact Thresholds in ATS Decision-Making
Document type
Summary
Description
Abstract presented at the 14th Brazilian Forum on Pharmaceutical Care and Pharmacoeconomics (FAFF) and published in the Journal of Pharmaceutical Care and Pharmacoeconomics (JAFF)
Source
JAFF
Publication year
2026
Reference (Vancouver)
Lima J, Webler BL, Fagotti LM, Souza WCP, Carvalho M, Viscondi JYK et al. PE-016 Descrição Comparativa dos Limiares de Impacto Orçamentário na Tomada de Decisão em ATS. J Assist Farmac Farmacoecon. 2026;11(s.4).
DOI
10.22563/2525-7323.2026.v11.e00513
Identifier
2026JAFF262
Resumo
Introdução (com objetivo): A avaliação de tecnologias em saúde (ATS) tradicionalmente se baseia em análises de custo-efetividade; entretanto, o impacto orçamentário tem emergido como um critério complementar relevante, especialmente considerando a sustentabilidade dos sistemas de saúde. Sendo assim, o objetivo deste trabalho foi descrever como limiares de impacto orçamentário são utilizados nos processos decisórios de ATS e comparar seus papéis e implicações em diferentes agências. Material e Método: Realizou-se uma revisão narrativa de diretrizes metodológicas, documentos institucionais e literatura científica publicados até janeiro de 2026. Os documentos foram analisados quanto à presença de limiares explícitos ou implícitos, seus valores quando disponíveis e sua implicação no processo de avaliação e tomada de decisão. Resultados: A análise identificou heterogeneidade substancial entre países quanto à adoção e ao papel de limiares explícitos de impacto orçamentário nos processos de avaliação de tecnologias em saúde (1). Na Inglaterra, o NICE, em articulação com o NHS England, adota o Budget Impact Test como instrumento vinculado à implementação das recomendações, prevendo engajamento em discussões comerciais e possível variação no prazo de financiamento quando o impacto orçamentário líquido estimado excede £20 milhões por ano nos três primeiros anos (2,3), limiar posteriormente atualizado para £40 milhões anuais no mesmo horizonte temporal (1,3). Na Austrália, o processo decisório do Pharmaceutical Benefits Scheme incorpora um ponto de corte administrativo: tecnologias com impacto financeiro anual estimado de até AUD 20 milhões podem ser aprovadas diretamente pelo Ministro da Saúde, enquanto aquelas acima desse valor requerem apreciação pelo Cabinet, configurando um mecanismo formal de governança orçamentária (4,5). Nos Estados Unidos, o Institute for Clinical and Economic Review utiliza um “potential budget impact threshold” como referência analítica em seus relatórios de valor (6). Em 2025, esse limiar anual foi atualizado de US$ 880 milhões para US$ 821 milhões (6), sendo também relatado o uso do patamar de US$ 735 milhões em avaliações específicas, com finalidade indicativa de risco de impacto sobre acessibilidade e sustentabilidade, sem caráter regulatório vinculante (7,8). No Canadá, não foram identificadas regras decisórias formais amplamente adotadas que estabeleçam limiar numérico de impacto orçamentário. Contudo, evidências da literatura indicam a existência de propostas e recomendações não formalizadas, sugerindo valores entre CA$ 20 e 40 milhões para caracterização de alto impacto orçamentário (9). No Brasil, embora a CONITEC disponha de diretriz metodológica específica para a realização de Análises de Impacto Orçamentário, não foi identificada a adoção de um limiar numérico explícito nos processos decisórios (10). Conclusões: Os limiares de impacto orçamentário não são utilizados, na maioria dos casos, como critérios decisórios rígidos, mas sim como instrumentos de gestão, priorização e negociação. Sua aplicação reflete diferenças institucionais, regulatórias e de financiamento entre sistemas de saúde, evidenciando que o impacto orçamentário desempenha um papel complementar à custo-efetividade na ATS.
Palavras-chave
Avaliação de tecnologias em saúde | Impacto orçamentário | Políticas de saúde | Tomada de decisão
Notas
O registro foi originalmente publicado em português. A versão em inglês foi traduzida com o apoio de inteligência artificial.
Abstract
Introduction (with objective): Health technology assessment (HTA) traditionally relies on cost-effectiveness analyses; however, budget impact has emerged as a relevant complementary criterion, especially considering the sustainability of health systems. Therefore, the objective of this work was to describe how budget impact thresholds are used in HTA decision-making processes and to compare their roles and implications in different agencies. Material and Method: A narrative review of methodological guidelines, institutional documents, and scientific literature published up to January 2026 was conducted. The documents were analyzed for the presence of explicit or implicit thresholds, their values when available, and their implication in the assessment and decision-making process. Results: The analysis identified substantial heterogeneity among countries regarding the adoption and role of explicit budget impact thresholds in health technology assessment processes (1). In England, NICE, in conjunction with NHS England, adopts the Budget Impact Test as an instrument linked to the implementation of recommendations, providing for engagement in commercial discussions and possible variation in the funding timeframe when the estimated net budgetary impact exceeds £20 million per year in the first three years (2,3), a threshold subsequently updated to £40 million annually over the same time horizon (1,3). In Australia, the decision-making process of the Pharmaceutical Benefits Scheme incorporates an administrative cutoff point: technologies with an estimated annual financial impact of up to AUD 20 million can be approved directly by the Minister of Health, while those above this value require review by the Cabinet, configuring a formal budgetary governance mechanism (4,5). In the United States, the Institute for Clinical and Economic Review uses a “potential budget impact threshold” as an analytical benchmark in its value reports (6). In 2025, this annual threshold was updated from US$ 880 million to US$ 821 million (6), and the use of the US$ 735 million threshold was also reported in specific assessments, for the purpose of indicating the risk of impact on accessibility and sustainability, without binding regulatory character (7,8). In Canada, no widely adopted formal decision-making rules establishing a numerical threshold for budgetary impact were identified. However, evidence from the literature indicates the existence of non-formalized proposals and recommendations, suggesting values between CA$ 20 and 40 million for characterizing high budgetary impact (9). In Brazil, although CONITEC has a specific methodological guideline for conducting Budgetary Impact Analyses, the adoption of an explicit numerical threshold in decision-making processes was not identified (10). Conclusions: Budgetary impact thresholds are not used, in most cases, as rigid decision-making criteria, but rather as instruments for management, prioritization, and negotiation. Their application reflects institutional, regulatory, and financing differences between health systems, demonstrating that budgetary impact plays a complementary role to cost-effectiveness in HTA.
Notes
The record was originally published in Portuguese. The English version was translated with the support of artificial intelligence.