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Caracterização genotípica de Staphylococcus aureus resistentes a meticilina isolada de manipuladores de alimentos em hospital no interior da Bahia
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Título
Caracterização genotípica de Staphylococcus aureus resistentes a meticilina isolada de manipuladores de alimentos em hospital no interior da Bahia
Tipo de documento
Resumo
Descrição
Resumo publicado no Jornal de Assistência Farmacêutica e Farmacoeconomia (JAFF)
Fonte
JAFF
Ano de publicação
2018
Referência (Vancouver)
Sousa SRB, Santos NJS, Silva DG, Bispo GS, Lemos GS, Menezes APO. Caracterização genotípica de Staphylococcus aureus resistentes a meticilina isolada de manipuladores de alimentos em hospital no interior da Bahia. J Assist Farmac Farmacoecon. 2018;3(Suppl 1).
Identificador
2018JAFF073
Title
Genotypic Characterization of Methicillin-Resistant Staphylococcus aureus Isolated from Food Handlers in a Hospital in the Interior of Bahia
Document type
Abstract
Description
Abstract published in the Journal of Pharmaceutical Care and Pharmacoeconomics (JAFF)
Source
JAFF
Publication year
2018
Reference (Vancouver)
Sousa SRB, Santos NJS, Silva DG, Bispo GS, Lemos GS, Menezes APO. Caracterização genotípica de Staphylococcus aureus resistentes a meticilina isolada de manipuladores de alimentos em hospital no interior da Bahia. J Assist Farmac Farmacoecon. 2018;3(Suppl 1).
Identifier
2018JAFF073
Resumo
Introdução: As cepas de Staphylococcus aureus resistente a meticilina (MRSA) apresentam resistência a todos os antimicrobianos da classe dos betalactâmicos. A resistência do MRSA é controlada pelo gene mecA. Até 2011, haviam sido identificados oito tipos do SCCmec. Os tipos I, II e III são associados a isolados hospitalares, e os tipos IV e V a estirpes da comunidade. MRSA pode ainda apresentar resistência aos macrolídeos, mediada pelo gene erm (erythromycin ribosome methylase). Objetivos: Identificar a prevalência de S. Aureusresistentes a meticilina isolados dos manipuladores de alimentos da cozinha de um hospital no interior da Bahia. Métodos: Foi realizado um estudo corte transversal, entre junho e agosto de 2015, com 24 manipuladores de alimentos. As coletas foram realizadas nas mãos e nas fossas nasais dos funcionários, utilizando swab estéril embebido com solução fisiológica 0,85%. A identificação foi feita com meio ágar manitol, seletivo para S. aureus. Para confirmar o gênero foi utilizado o teste de catalase, com peróxido de hidrogênio (20V), e para determinar a espécie, foi realizado o teste de coagulase, com plasma de coelho. A detecção da resistência a meticilina foi realizada utilizado discos de Oxacilina (1μg) e Cefoxitina (30μg) e a detecção de resistência induzida a Clindamicina foi utilizado discos de Eritromicina (15μg) e Clindamicina (2 μg) pelo método do D-teste. A técnica da Polymerase Chain Reaction (PCR)foi realizada para amplificação do gene mecA. Para controle positivo foi utilizado uma cepa de infecção invasiva (mec tipo V) e para controle negativo uma cepa de S. aureus ATCC 25923. O produto da PCR foi analisado através da eletroforese em gel agarose 1,5%, corado com brometo de etídio. Resultados: Das 48 amostras isoladas, 11 apresentaram colonização das fossas nasais por S. aureus e 5 apresentaram colonização das mãos. Dos 11 que estavam colonizados nas fossas nasais, 4 também estavam colonizados nas mãos. Nenhuma amostra demonstrou resistência a Oxacilina e Cefoxitina. Foi possível observar que 4 das 16 (25%) amostras de S. aureus estavam carreando o gene SCCmec tipo I, visíveis em um padrão de banda. As respostas do questionário que foi aplicado antes das coletas indicam maior prevalência do gene SCCmec tipo I entre o sexo masculino (67%) e em indivíduos menores de 30 anos (50%). A técnica fenotípica D-teste, detectou o gene erm em 19% (3/4) das amostras de S. aureus isolados da secreção nasal. Foi identificado 4 indivíduos colonizados por S. aureus carreando o gene mecA, sendo que 3/4 também carreavam o gene erm. Conclusão: O Tipo I de SCCmec encontrado prevalentemente neste estudo é semelhantes a resultados encontrados na literatura onde esse tipo é um dos mais frequentes em hospitais. No entanto, pôde-se observar que a maioria das cepas carreavam mais de um tipo de mecanismo de resistência, incluindo o tratamento mais atual, o que não foi identificado nos outros estudos.
Notas
O registro foi originalmente publicado em português. A versão em inglês foi traduzida com o apoio de inteligência artificial.
Abstract
Introduction: Methicillin-resistant Staphylococcus aureus (MRSA) strains are resistant to all beta-lactam antibiotics. MRSA resistance is mediated by the mecA gene. Until 2011, eight types of SCCmec elements had been identified. Types I, II, and III are associated with hospital isolates, while types IV and V are associated with community strains. MRSA can also exhibit resistance to macrolides, mediated by the erm gene (erythromycin ribosome methylase). Objectives: To identify the prevalence of methicillin-resistant S. aureus isolated from food handlers in a hospital kitchen in the interior of Bahia. Methods: A cross-sectional study was conducted between June and August 2015 involving 24 food handlers. Samples were collected from the hands and nasal cavities of the employees using sterile swabs soaked in 0.85% saline solution. Isolation was performed using mannitol salt agar selective for S. aureus. Catalase testing with hydrogen peroxide (20V) was used for genus confirmation, and coagulase testing with rabbit plasma was used for species determination. Methicillin resistance was detected using Oxacillin (1μg) and Cefoxitin (30μg) discs, and inducible Clindamycin resistance was detected using Erythromycin (15μg) and Clindamycin (2μg) discs via the D-test method. Polymerase Chain Reaction (PCR) was employed to amplify the mecA gene. A strain of invasive infection (mec type V) was used as a positive control, and S. aureus ATCC 25923 was used as a negative control. PCR products were analyzed by 1.5% agarose gel electrophoresis stained with ethidium bromide. Results: Among the 48 samples isolated, 11 showed colonization of the nasal cavities by S. aureus, and 5 showed colonization of the hands. Among the 11 colonized in the nasal cavities, 4 were also colonized on the hands. None of the samples demonstrated resistance to Oxacillin and Cefoxitin. It was observed that 4 out of 16 (25%) S. aureus samples carried the SCCmec type I gene, evident in a banding pattern. Questionnaire responses indicated a higher prevalence of SCCmec type I among males (67%) and individuals under 30 years old (50%). The D-test phenotypic technique detected the erm gene in 19% (3/4) of S. aureus samples isolated from nasal secretions. Four individuals were identified as colonized by S. aureus carrying the mecA gene, of which 3/4 also carried the erm gene. Conclusion: The prevalent SCCmec type I found in this study aligns with findings in the literature, where this type is one of the most frequent in hospitals. However, it was observed that the majority of strains carried more than one type of resistance mechanism, including the most current treatment options, which were not identified in other studies.
Notes
The record was originally published in Portuguese. The English version was translated with the support of artificial intelligence.