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Caracterização epidemiológica das infecções e ações realizadas por um antimicrobial stewardship program em uma unidade de terapia intensiva pediátrica
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Título
Caracterização epidemiológica das infecções e ações realizadas por um antimicrobial stewardship program em uma unidade de terapia intensiva pediátrica
Tipo de documento
Resumo
Descrição
Resumo publicado no Jornal de Assistência Farmacêutica e Farmacoeconomia (JAFF)
Fonte
JAFF
Ano de publicação
2022
Referência (Vancouver)
Silva MR, Silva LSS, Amoretti CF, Cruvinel SA, Mello FT, Ataide CGC. Caracterização epidemiológica das infecções e ações realizadas por um antimicrobial stewardship program em uma unidade de terapia intensiva pediátrica. J Assist Farmac Farmacoecon. 2022;1(Suppl 2).
Identificador
2022JAFF017
Title
Epidemiological Characterization of Infections and Actions Undertaken by an Antimicrobial Stewardship Program in a Pediatric Intensive Care Unit
Document type
Abstract
Description
Abstract published in the Journal of Pharmaceutical Care and Pharmacoeconomics (JAFF)
Source
JAFF
Publication year
2022
Reference (Vancouver)
Silva MR, Silva LSS, Amoretti CF, Cruvinel SA, Mello FT, Ataide CGC. Caracterização epidemiológica das infecções e ações realizadas por um antimicrobial stewardship program em uma unidade de terapia intensiva pediátrica. J Assist Farmac Farmacoecon. 2022;1(Suppl 2).
Identifier
2022JAFF017
Resumo
Introdução: A resistência microbiana é uma das maiores preocupações globais em saúde pública, o que gera consequências, como o aumento da taxa de mortalidade, internamento prolongado e ineficácia dos tratamentos já existentes, estando diretamente relacionado ao uso indevido de antimicrobianos, programas de controle de infecção/gerenciamento inadequados ou inexistentes, vigilância ineficiente e falta de protocolos clínicos assistenciais que direcionem condutas. Por sua vez, o Antimicrobial Stewardship Program (ASP) envolve um conjunto de ações destinadas ao controle do uso de antimicrobianos, englobando diagnóstico, seleção, prescrição e dispensação adequadas, boas práticas de diluição e administração, além de auditoria e monitoramento das prescrições, a fim de adotar medidas intervencionistas que possam assegurar resultados terapêuticos ótimos com mínimo risco potencial. Objetivos: Caracterizar o perfil epidemiológico dos microrganismos mais prevalentes na Unidade de Terapia Intensiva Pediátrica (UTIP), sítio de infecção, duração do tratamento e fármacos mais prescritos, que devem nortear tanto terapias empíricas como otimizar a terapia curativa. Além disso, realizar ações intervencionistas de indicação, efetividade, segurança para o paciente e ações de farmacoeconomia, quando possível. Métodos: Após realizado o estudo microbiológico dos patógenos mais comuns e seu padrão de sensibilidade na UTIP, foram utilizados uma ferramenta de Problemas Relacionados ao Uso de Antimicrobianos (PRAT) e um formulário desenvolvido pela farmacêutica clínica da unidade a fim de caracterizar o perfil epidemiológico, monitorizando resultado de culturas e tempo de tratamento. Resultados: Foram acompanhados 45 pacientes com infecção no período de junho/22 a setembro/22. Os focos mais encontrados foram pulmonar e traqueíte. Os microrganismos mais prevalentes foram S.aureus e P. aeruginosas, majoritariamente multissensíveis. Com isso, havendo maior possibilidade do uso de antibióticos com espectro menor. O tempo de tratamento tem sido predominantemente por 7 dias (37%). A maior parte dos desfechos foram de melhora clínica e cura, sendo os óbitos mais relacionados às doenças de base do que por choque séptico. Foram realizadas 83 intervenções pela farmacêutica do ASP, a coordenadora médica da UTIP e a infectologista, respectivamente, demonstrando a importância do farmacêutico clínico no time. Destacam-se que as intervenções relacionadas à indicação (43%) foram as mais prevalentes. As classes que sofreram mais intervenções foram penicilinas e cefalosporinas, sendo que os principais problemas relacionados ao uso de antimicrobianos foram: medicamento desnecessário, farmacoterapia não adequada e dose prescrita. Conclusão: Após a criação do ASP, a unidade teve ganhos significativos, não somente relacionados à resistência bacteriana, quanto aos desfechos e custos, bem como agilidade de condutas com méritos do laboratório de microbiologia.
Notas
O registro foi originalmente publicado em português. A versão em inglês foi traduzida com o apoio de inteligência artificial.
Abstract
Introduction: Antimicrobial resistance is a major global public health concern, leading to increased mortality rates, prolonged hospital stays, and treatment ineffectiveness. It is directly associated with inappropriate antimicrobial use, inadequate or absent infection control/management programs, ineffective surveillance, and lack of clinical protocols guiding therapeutic decisions. The Antimicrobial Stewardship Program (ASP) encompasses a set of actions aimed at controlling antimicrobial use, including appropriate diagnosis, selection, prescription, and dispensing of antimicrobials, as well as good practices in dilution and administration. It also involves auditing and monitoring prescriptions to adopt intervention measures ensuring optimal therapeutic outcomes with minimal potential risk. Objectives: This study aims to characterize the epidemiological profile of the most prevalent microorganisms in the Pediatric Intensive Care Unit (PICU), site of infection, treatment duration, and most prescribed drugs. These findings should guide both empirical therapies and optimize curative therapy. Additionally, the study aims to implement intervention actions focusing on indication, effectiveness, patient safety, and pharmacoeconomic measures where applicable. Methods: After conducting a microbiological study of the most common pathogens and their sensitivity patterns in the PICU, a tool for Antimicrobial Use Problems (PRAT) and a form developed by the clinical pharmacist were used to characterize the epidemiological profile. This involved monitoring culture results and treatment duration. Results: A total of 45 patients with infections were monitored from June/22 to September/22. The most common infection sites were pulmonary and tracheitis. The predominant microorganisms were S. aureus and P. aeruginosa, mostly multi-sensitive, suggesting a potential for using antibiotics with a narrower spectrum. The treatment duration was predominantly 7 days (37%). Most outcomes showed clinical improvement and cure, with deaths more related to underlying conditions rather than septic shock. A total of 83 interventions were conducted by the ASP pharmacist, the PICU medical coordinator, and the infectious disease specialist, respectively, highlighting the crucial role of the clinical pharmacist in the team. Interventions related to indication (43%) were the most prevalent. The antibiotic classes most intervened upon were penicillins and cephalosporins, with the main antimicrobial use problems being unnecessary medication, inappropriate pharmacotherapy, and incorrect dosing. Conclusion: Following the implementation of the ASP, the unit achieved significant gains not only related to bacterial resistance but also in terms of outcomes and costs, as well as the agility of therapeutic decisions facilitated by the microbiology laboratory's contributions.
Notes
The record was originally published in Portuguese. The English version was translated with the support of artificial intelligence.