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Benchmarks internacionais e desenvolvimento de biomedicamentos no Brasil: uma revisão sistemática e perspectivas para um modelo nacional
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Título
Benchmarks internacionais e desenvolvimento de biomedicamentos no Brasil: uma revisão sistemática e perspectivas para um modelo nacional
Tipo de documento
Resumo
Descrição
Resumo apresentado no 14º Fórum Brasileiro sobre Assistência Farmacêutica e Farmacoeconomia (FAFF) e publicado no Jornal de Assistência Farmacêutica e Farmacoeconomia (JAFF)
Fonte
JAFF
Ano de publicação
2026
Referência (Vancouver)
Silva RRL, Vieira AA, Carmo Júnior NM. Benchmarks internacionais e desenvolvimento de biomedicamentos no Brasil: uma revisão sistemática e perspectivas para um modelo nacional. J Assist Farmac Farmacoecon. 2026;11.
Identificador
2026JAFF086
Title
International Benchmarks and Biopharmaceutical Development in Brazil: A Systematic Review and Perspectives for a National Model
Document type
Abstract
Description
Abstract presented at the 14th Brazilian Forum on Pharmaceutical Care and Pharmacoeconomics (FAFF) and published in the Journal of Pharmaceutical Care and Pharmacoeconomics (JAFF)
Source
JAFF
Publication year
2026
Identifier
2026JAFF086
Resumo
Introdução: A definição de benchmarks é essencial para garantir qualidade, eficácia e segurança, alinhandose a padrões internacionais. A criação de um modelo nacional de referência pode fortalecer a competitividade da indústria farmacêutica brasileira e assegurar terapias seguras e eficazes. Objetivo: Analisar os benchmarks internacionais aplicáveis aos biomedicamentos comercializados no Brasil, incluindo biofármacos inovadores, biossimilares e biobetters e propor um modelo nacional alinhado às melhores práticas globais. Métodos: Revisão sistemática sobre os benchmarks internacionais aplicáveis aos biomedicamentos comercializados no Brasil. A análise seguiu as diretrizes PRISMA, incluindo bases como PubMed e Scopus. Foram também consultadas de forma complementar, o Lilacs e Google Scholar, além de dados oficiais do governo brasileiro. Os DOI dos artigos triados foram processados no software VOSviewer para a confecção de mapas de redes que exploram citações entre países, documentos, autores e conceitos de alta ocorrência. A avaliação do risco de viés seguiu as diretrizes do JBI EvidenceBased Practice Database para Revisões Sistemáticas e Avaliações Econômicas. Resultados: Foram incluídos 88 artigos. A análise revelou tendências no uso de biomedicamentos, com destaque para a crescente adoção de biossimilares em doenças crônicas e câncer, ampliando o acesso, reduzindo custos e gerando economias para os sistemas de saúde. Apesar dos benefícios econômicos e terapêuticos, a adoção de biossimilares enfrenta barreiras como resistência de médicos e pacientes, lacunas regulatórias e desafios logísticos. Estudos apontam necessidade de avaliações de longo prazo, políticas de incentivo, programas educativos e sistemas eficazes de farmacovigilância. Países líderes, como Estados Unidos, União Europeia, Reino Unido e Brasil, concentram as pesquisas, destacando regulação, segurança e mercado. No Brasil, há dependência de insumos importados, baixa produção local e um modelo regulatório que, embora previsível, limita a competitividade. A maioria dos biomedicamentos é importada, elevando custos públicos, principalmente oncológicos. A introdução de biossimilares no SUS tem reduzido custos, mas ainda requer atualização normativa, critérios econômicos robustos e fortalecimento da produção nacional para diminuir a dependência externa. Investimentos em PDPs e biotecnologia são estratégicos para ampliar acesso e inovação. A infraestrutura de cadeia fria, capacitação profissional e campanhas educativas são cruciais para superar desafios logísticos e hesitação clínica. A experiência internacional mostra que a harmonização regulatória, incentivos fiscais e sistemas escalonados de precificação aumentam o acesso e estimulam a concorrência. Propõese um modelo nacional de benchmark baseado em intercambialidade regulamentada, precificação progressiva e análises econômicas estruturadas para garantir previsibilidade, redução de custos e competitividade, fortalecendo o Complexo EconômicoIndustrial da Saúde e promovendo sustentabilidade no setor. Conclusões: A estruturação de um modelo adaptado ao Brasil pode otimizar a incorporação de biomedicamentos, reduzindo custos e ampliando o acesso a terapias biológicas, além de impulsionar a produção nacional.
Palavras-chave
Avaliação de custo-efetividade | Biomedicamentos | Referenciais internacionais | Regulação farmacêutica
Notas
O registro foi originalmente publicado em português. A versão em inglês foi traduzida com o apoio de inteligência artificial.
Abstract
Introduction: Establishing benchmarks is essential to ensure quality, efficacy, and safety while aligning with international standards. The development of a national reference model may strengthen the competitiveness of the Brazilian pharmaceutical industry and ensure access to safe and effective therapies. Objective: To analyze international benchmarks applicable to biopharmaceuticals marketed in Brazil, including innovative biologics, biosimilars, and biobetters, and to propose a national model aligned with global best practices. Methods: A systematic review was conducted on international benchmarks applicable to biopharmaceuticals marketed in Brazil. The analysis followed the PRISMA guidelines and included searches in PubMed and Scopus. As complementary sources, LILACS, Google Scholar, and official Brazilian government data were also consulted. The DOIs of the screened articles were processed using VOSviewer software to generate network maps exploring citations among countries, documents, authors, and highly recurrent concepts. Risk of bias assessment followed the JBI EvidenceBased Practice Database guidelines for Systematic Reviews and Economic Evaluations. Results: Eightyeight articles were included. The analysis revealed trends in the use of biopharmaceuticals, highlighting the growing adoption of biosimilars in chronic diseases and cancer, expanding access, reducing costs, and generating savings for health systems. Despite their economic and therapeutic benefits, biosimilar adoption faces barriers such as resistance from physicians and patients, regulatory gaps, and logistical challenges. Studies indicate the need for longterm evaluations, incentive policies, educational programs, and effective pharmacovigilance systems. Leading countries, including the United States, the European Union, the United Kingdom, and Brazil, account for most research, emphasizing regulation, safety, and market issues. In Brazil, dependence on imported inputs, limited domestic production, and a regulatory model that, although predictable, restricts competitiveness remain major challenges. Most biopharmaceuticals are imported, increasing public expenditure, particularly in oncology. The introduction of biosimilars into SUS has reduced costs but still requires regulatory updates, robust economic criteria, and strengthened domestic production to reduce external dependence. Investments in Productive Development Partnerships (PDPs) and biotechnology are strategic for expanding access and fostering innovation. Coldchain infrastructure, professional training, and educational campaigns are crucial to overcoming logistical barriers and clinical hesitancy. International experience demonstrates that regulatory harmonization, tax incentives, and tiered pricing systems improve access and stimulate competition. A national benchmark model is proposed based on regulated interchangeability, progressive pricing, and structured economic evaluations to ensure predictability, cost reduction, and competitiveness, strengthening the Health EconomicIndustrial Complex and promoting sustainability in the sector. Conclusions: Developing a model tailored to the Brazilian context may optimize the incorporation of biopharmaceuticals, reduce costs, expand access to biological therapies, and promote domestic production.
Keywords
Avaliação de Custo-Efetividade | Benchmarks Internacionais | Biomedicamentos | Regulação Farmacêutica
Notes
The record was originally published in Portuguese. The English version was translated with the support of artificial intelligence.