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Avaliação econômica comparativa de esquemas com anticorpos monoclonais no mieloma múltiplo: análise de custo efetividade e custo consequência sob a perspectiva da gestão em saúde privada
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Título
Avaliação econômica comparativa de esquemas com anticorpos monoclonais no mieloma múltiplo: análise de custo efetividade e custo consequência sob a perspectiva da gestão em saúde privada
Tipo de documento
Resumo
Descrição
Resumo apresentado no 14º Fórum Brasileiro sobre Assistência Farmacêutica e Farmacoeconomia (FAFF) e publicado no Jornal de Assistência Farmacêutica e Farmacoeconomia (JAFF)
Fonte
JAFF
Ano de publicação
2026
Referência (Vancouver)
Antal J, Deodato EL, Rodrigues MCN, Silva KR, Silva JR. PE-073 Avaliação econômica comparativa de esquemas com anticorpos monoclonais no mieloma múltiplo: análise de custo efetividade e custo consequência sob a perspectiva da gestão em saúde privada. J Assist Farmac Farmacoecon. 2026;11(s.4).
DOI
10.22563/2525-7323.2026.v11.e00564
Identificador
2026JAFF319
Title
Comparative economic evaluation of monoclonal antibody regimens in multiple myeloma: cost-effectiveness and cost-consequence analysis from the perspective of private healthcare management.
Document type
Summary
Description
Abstract presented at the 14th Brazilian Forum on Pharmaceutical Care and Pharmacoeconomics (FAFF) and published in the Journal of Pharmaceutical Care and Pharmacoeconomics (JAFF)
Source
JAFF
Publication year
2026
Reference (Vancouver)
Antal J, Deodato EL, Rodrigues MCN, Silva KR, Silva JR. PE-073 Avaliação econômica comparativa de esquemas com anticorpos monoclonais no mieloma múltiplo: análise de custo efetividade e custo consequência sob a perspectiva da gestão em saúde privada. J Assist Farmac Farmacoecon. 2026;11(s.4).
DOI
10.22563/2525-7323.2026.v11.e00564
Identifier
2026JAFF319
Resumo
Introdução (com objetivo): A incorporação de terapias oncológicas de alto custo impacta diretamente a padronização, o acesso e a sustentabilidade das instituições de saúde, exigindo do farmacêutico atuação estratégica na Avaliação de Tecnologias em Saúde (ATS). Neste contexto, o farmacêutico transforma evidências clínicas e econômicas em subsídios para decisões institucionais. Embora a análise de custo‑efetividade seja amplamente utilizada, nossa experiência no serviço evidenciou limitações na sua aplicação isolada para orientar decisões relacionadas ao uso racional e à priorização de recursos. Nesse contexto, a análise de custo‑consequência mostrou‑se abordagem complementar relevante para aproximar a avaliação econômica da prática da assistência farmacêutica. Objetivo: Analisar a contribuição de análises de custo‑efetividade e custo‑consequência, conduzidas no âmbito de um Núcleo de Avaliação de Tecnologias em Saúde (NATS), para o suporte às decisões institucionais relacionadas à incorporação e ao uso de terapias de alto custo no mieloma múltiplo. Material e Método: Foi realizada uma avaliação econômica comparativa entre os esquemas Isa‑VRd (isatuximabe, bortezomibe e lenalidomida) e D‑VRd (daratumumabe, bortezomibe e lenalidomida), com base em modelo de árvore de decisão, horizonte temporal de 1 ano e perspectiva de custos diretos médicos, conforme diretrizes metodológicas nacionais. A análise de custo‑efetividade estimou a razão de custo‑efetividade incremental utilizando anos de vida ajustados por qualidade (QALY) derivados da sobrevida livre de progressão (PFS). Complementarmente, realizamos uma análise de custo‑consequência, apresentando de forma desagregada a variação percentual dos custos e os principais desfechos clínicos e assistenciais relevantes para a prática farmacêutica. A avaliação foi baseada em dados disponíveis no serviço, sem extrapolações ou recálculos adicionais. Resultados: A comparação entre os esquemas demonstrou que a alternativa associada ao maior custo apresentou incremento da ordem de 30% a 40% no custo total por paciente tratado no primeiro ano. O ganho clínico incremental foi modesto, com aumento de cerca de seis meses em sobrevida livre de progressão, correspondendo a 0,325 QALY. A análise de custo‑efetividade indicou que o custo adicional estimado de aproximadamente R$ 531.153 por QALY, substancialmente superior ao limiar de aceitabilidade comumente adotado no Brasil. Na análise de custo‑consequência, observou‑se que o aumento percentual do custo não foi acompanhado por redução clinicamente relevante dos custos assistenciais relacionados a eventos adversos, evidenciando ausência de compensações econômicas significativas no horizonte analisado. Esses achados subsidiaram discussões institucionais sobre uso racional, critérios de elegibilidade e priorização de recursos. Conclusões: Os resultados indicam que a análise de custo‑efetividade, quando utilizada de forma isolada, mostrou‑se insuficiente para apoiar decisões institucionais relacionadas à incorporação e ao uso de terapias de alto custo. A análise de custo‑consequência complementou essa avaliação ao traduzir os resultados econômicos em faixas percentuais conservadoras, diretamente aplicáveis à prática do farmacêutico clínico e gestão. Essa experiência demonstra como o farmacêutico, atuando em um NATS, pode transformar análises econômicas em instrumentos efetivos de governança clínica e sustentabilidade institucional, ampliando seu papel estratégico na assistência farmacêutica.
Palavras-chave
Notas
O registro foi originalmente publicado em português. A versão em inglês foi traduzida com o apoio de inteligência artificial.
Abstract
Introduction (with objective): The incorporation of high-cost oncological therapies directly impacts the standardization, access, and sustainability of healthcare institutions, requiring strategic action from pharmacists in Health Technology Assessment (HTA). In this context, pharmacists transform clinical and economic evidence into subsidies for institutional decisions. Although cost- ‑effectiveness analysis is widely used, our experience in the service has shown limitations in its isolated application to guide decisions related to the rational use and prioritization of resources. In this context, cost-consequence analysis has proven to be a relevant complementary approach to bring economic evaluation closer to the practice of pharmaceutical care. Objective: To analyze the contribution of cost-effectiveness and cost-consequence analyses, conducted within a Health Technology Assessment Center (HTA), to support institutional decisions related to the incorporation and use of high-cost therapies in multiple myeloma. Material and Method: A comparative economic evaluation was conducted between the IsaVRd (isatuximab, bortezomib, and lenalidomide) and DVRd (daratumumab, bortezomib, and lenalidomide) regimens, based on a decision tree model, a 1-year time horizon, and a perspective of direct medical costs, according to national methodological guidelines. The cost-effectiveness analysis estimated the incremental cost-effectiveness ratio using quality-adjusted life years (QALYs) derived from progression-free survival (PFS). Additionally, a cost- ‑consequence analysis was performed, presenting in a disaggregated manner the percentage variation in costs and the main clinical and care outcomes relevant to pharmaceutical practice. The evaluation was based on data available in the service, without extrapolations or additional recalculations. Results: The comparison between the regimens demonstrated that the alternative associated with the higher cost presented an increase of approximately 30% to 40% in the total cost per patient treated in the first year. The incremental clinical gain was modest, with an increase of approximately six months in progression-free survival, corresponding to 0.325 QALYs. Cost-effectiveness analysis indicated an estimated additional cost of approximately R$ 531,153 per QALY, substantially higher than the acceptability threshold commonly adopted in Brazil. Cost-consequence analysis showed that the percentage increase in cost was not accompanied by a clinically relevant reduction in healthcare costs related to adverse events, demonstrating a lack of significant economic compensation over the analyzed period. These findings supported institutional discussions on rational use, eligibility criteria, and resource prioritization. Conclusions: The results indicate that cost-effectiveness analysis, when used in isolation, proved insufficient to support institutional decisions related to the incorporation and use of high-cost therapies. Cost-consequence analysis complemented this evaluation by translating the economic results into conservative percentage ranges, directly applicable to clinical pharmacist practice and management. This experience demonstrates how pharmacists, working in a NATS (Nucleus for Technological Innovation and Health), can transform economic analyses into effective instruments for clinical governance and institutional sustainability, expanding their strategic role in pharmaceutical care.
Keywords
Notes
The record was originally published in Portuguese. The English version was translated with the support of artificial intelligence.