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Avaliação de oxigenoterapia com cânula nasal de alto fluxo (CNAF) em crianças: uma síntese de evidências para decisão institucional
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Título
Avaliação de oxigenoterapia com cânula nasal de alto fluxo (CNAF) em crianças: uma síntese de evidências para decisão institucional
Tipo de documento
Resumo
Descrição
Resumo apresentado no 14º Fórum Brasileiro sobre Assistência Farmacêutica e Farmacoeconomia (FAFF) e publicado no Jornal de Assistência Farmacêutica e Farmacoeconomia (JAFF)
Fonte
JAFF
Ano de publicação
2026
Referência (Vancouver)
Rodrigues JL, Almeida BS, Fernandes JDC, Santos JR, Santos RJ, Boa-Sorte NCA. Avaliação de oxigenoterapia com cânula nasal de alto fluxo (CNAF) em crianças: uma síntese de evidências para decisão institucional. J Assist Farmac Farmacoecon. 2026;11.
Identificador
2026JAFF068
Title
Evaluation of High-Flow Nasal Cannula Oxygen Therapy (HFNC) in Children: An Evidence Synthesis for Institutional Decision-Making.
Document type
Abstract
Description
Abstract presented at the 14th Brazilian Forum on Pharmaceutical Care and Pharmacoeconomics (FAFF) and published in the Journal of Pharmaceutical Care and Pharmacoeconomics (JAFF)
Source
JAFF
Publication year
2026
Identifier
2026JAFF068
Resumo
Introdução: A oxigenoterapia com cânula nasal de alto fluxo (CNAF) tem emergido como uma modalidade de suporte ventilatório alternativa em pediatria para o tratamento da insuficiência respiratória aguda e da bronquiolite. No entanto, sua superioridade em relação às terapias convencionais é controversa, e persistem dúvidas na literatura quanto aos seus reais benefícios clínicos. Objetivo: Avaliar as evidências científicas sobre o uso da CNAF em pacientes pediátricos, a fim de fornecer subsídios para a tomada de decisão sobre sua incorporação no Hospital Universitário Professor Edgard Santos (HUPES). Métodos: Revisão sistemática com metanálise, guiada pela estratégia PICO e segundo o PRISMA, para comparar a CNAF a outras ventilações nãoinvasivas em crianças com insuficiência respiratória, avaliando a evolução para ventilação invasiva (VI). As buscas foram realizadas nas bases PubMed, Embase, Cochrane Library e Biblioteca Virtual em Saúde. Analisaramse os desfechos tempo de internação, permanência em unidade de terapia intensiva pediátrica (UTIP), tempo de uso do dispositivo, necessidade de intubação ou reintubação e mortalidade. O software R foi utilizado para produzir os forest plots, com modelos de efeitos aleatórios, obtendo o risco relativo (RRag) e diferenças de médias (DMag) agrupadas e os intervalos de confiança de 95% (IC95%). Análises estratificadas por comparador e tipo de estudo e de sensibilidade foram conduzidas, quando pertinente. Análise de subgrupo foi realizada para pacientes com bronquiolite. Para avaliar a qualidade da evidência e o viés de publicação, empregaramse, respectivamente, o sistema GRADE e os gráficos de funil. A síntese dos dados incluiu até 12 estudos por desfecho, compreendendo mais de 12 mil pacientes em análises específicas. Resultados: Não foram observadas diferenças estatisticamente significativas entre os grupos de intervenção em nenhum dos desfechos clínicos analisados, inclusive na subanálise restrita aos pacientes com bronquiolite. Especificamente, para ocorrência de VI, o RRag foi de 0,84(IC95%:0,56–1,25) e, para tempo em UTIP uma DMag de 0,4(IC95%:0,9–0,2). A baixa frequência de eventos foi um limitador observado, especialmente para os desfechos mortalidade. As análises de heterogeneidade entre os estudos foram consideráveis, com o I² variando de 47,9% a 92,5. Conforme o GRADE, a certeza da evidência para os desfechos foi classificada como baixa a muito baixa. Conclusões: A incorporação rotineira da CNAF no HUPES parece não se justificar no momento, dada a ausência de evidências de sua superioridade e a baixa certeza da evidência. Recomendase que seu uso seja restrito a situações pontuais e amparado por protocolos, um processo que reforça o papel da Avaliação de Tecnologias em Saúde (ATS) na gestão de recursos. Visto que não houve superioridade clínica, futuras investigações devem focar na análise de custoefetividade da tecnologia, especialmente em relação a ventilação nãoinvasiva com máscara facial.
Palavras-chave
Avaliação de Tecnologias em Saúde (ATS) | Metanálise | Pediatria | Suporte ventilatório
Notas
O registro foi originalmente publicado em português. A versão em inglês foi traduzida com o apoio de inteligência artificial.
Abstract
Introduction: Highflow nasal cannula oxygen therapy (HFNC) has emerged as an alternative ventilatory support modality in pediatrics for the treatment of acute respiratory failure and bronchiolitis. However, its superiority compared with conventional therapies remains controversial, and uncertainties persist in the literature regarding its actual clinical benefits. Objective: To evaluate scientific evidence on the use of HFNC in pediatric patients in order to support decisionmaking regarding its incorporation at the Professor Edgard Santos University Hospital (HUPES). Methods: Systematic review with metaanalysis, guided by the PICO strategy and conducted according to PRISMA guidelines, comparing HFNC with other noninvasive ventilation modalities in children with respiratory failure, assessing progression to invasive ventilation (IV). Searches were performed in PubMed, Embase, Cochrane Library, and Virtual Health Library databases. Outcomes analyzed included length of hospital stay, pediatric intensive care unit (PICU) stay, duration of device use, need for intubation or reintubation, and mortality. R software was used to generate forest plots, applying randomeffects models to obtain pooled relative risks (RRa) and mean differences (MDa) with 95% confidence intervals (95%CI). Stratified analyses by comparator and study type, as well as sensitivity analyses, were conducted when appropriate. Subgroup analysis was performed for patients with bronchiolitis. Evidence quality and publication bias were assessed using the GRADE system and funnel plots, respectively. Data synthesis included up to 12 studies per outcome, comprising more than 12,000 patients in specific analyses. Results: No statistically significant differences were observed between intervention groups for any of the clinical outcomes analyzed, including the subgroup analysis restricted to patients with bronchiolitis. Specifically, for the occurrence of IV, the pooled RR was 0.84 (95%CI: 0.56–1.25), and for PICU stay, the pooled MD was 0.4 (95%CI: 0.9–0.2). The low frequency of events was a limiting factor, particularly for mortality outcomes. Heterogeneity analyses among studies were considerable, with I² ranging from 47.9% to 92.5%. According to GRADE, the certainty of evidence for the outcomes was classified as low to very low. Conclusions: Routine incorporation of HFNC at HUPES does not appear justified at this time, given the lack of evidence demonstrating superiority and the low certainty of evidence. Its use should be restricted to specific situations and supported by clinical protocols, reinforcing the role of Health Technology Assessment (HTA) in resource management. Since no clinical superiority was demonstrated, future investigations should focus on costeffectiveness analyses of the technology, particularly compared with noninvasive ventilation using a facial mask.
Notes
The record was originally published in Portuguese. The English version was translated with the support of artificial intelligence.