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Atenção Farmacêutica a Mulheres com Candidíase Vaginal Recorrente: uma abordagem prática em um Consultório Farmacêutico
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Título
Atenção Farmacêutica a Mulheres com Candidíase Vaginal Recorrente: uma abordagem prática em um Consultório Farmacêutico
Tipo de documento
Resumo
Descrição
Resumo publicado no Jornal de Assistência Farmacêutica e Farmacoeconomia (JAFF)
Fonte
JAFF
Ano de publicação
2022
Referência (Vancouver)
Silva MTNM. Atenção Farmacêutica a Mulheres com Candidíase Vaginal Recorrente: uma abordagem prática em um Consultório Farmacêutico. J Assist Farmac Farmacoecon. 2022;7(Suppl 1).
Identificador
2022JAFF111
Title
Pharmaceutical Care for Women with Recurrent Vaginal Candidiasis: A Practical Approach in a Pharmacy Office
Document type
Abstract
Description
Abstract published in the Journal of Pharmaceutical Care and Pharmacoeconomics (JAFF)
Source
JAFF
Publication year
2022
Reference (Vancouver)
Silva MTNM. Atenção Farmacêutica a Mulheres com Candidíase Vaginal Recorrente: uma abordagem prática em um Consultório Farmacêutico. J Assist Farmac Farmacoecon. 2022;7(Suppl 1).
Identifier
2022JAFF111
Resumo
Introdução: A candidíase vaginal (CV) é a segunda causa mais frequente de vulvovaginite nas mulheres. O fungo Candida albicans é o principal agente etiológico, responsável pela maioria dos casos. Apesar de a CV representar um problema global de saúde pública, sua incidência real é desconhecida. A incidência de pelo menos quatro episódios em um intervalo de 01 ano já caracteriza recorrência da condição que, devido ao elevado nível de incômodo relatado pelas mulheres, principalmente decorrente do prurido, leva a prescrição precipitada de medicamentos, à automedicação e ao uso indiscriminado e cruzado de antimicrobianos. Objetivos: Relatar a experiência do atendimento farmacêutico e apresentar as principais estratégias na construção do plano de cuidado a mulheres com CV. Métodos: Se trata de um estudo descritivo e exploratório, reunindo informações que podem proporcionar uma nova visão sobre a temática envolvendo o cuidado farmacêutico. Resultados: No atendimento, nem sempre o motivo da consulta é a CV, mas quando iniciamos a análise situacional da paciente, levandados dados sobre sua saúde e ciclo menstrual, a queixa sobre a CV aparece. Neste momento, é importante arguir sobre todos os fatores que podem levar à condição, como gravidez, uso de anticoncepcionais orais, diabetes, dispositivos intrauterinos, doenças da tireóide, obesidade, terapia com corticoides, drogas imunossupressoras, uso de antibióticos. É preciso interrogar e avaliar perfil com predominância estrogênica, uso de outros hormônios, resistência insulínica, comportamento da função intestinal, ciclo menstrual e estresse, afinal neste momento cumprimos toda análise situacional e identificamos os problemas presentes e potenciais. Um plano de cuidado em conjunto com a paciente deve ser elaborado, envolvendo orientações que visem, antes de quaisquer outros fatores, regular o estilo de vida da paciente. Prescrição farmacêutica que vise melhorar o seu sono, estresse e função intestinal, à base de ativos como triptofano, magnésio e probióticos devem ser feitas. Clotrimazol, miconazol e oxiconazol podem ser prescritos em casos agudos, e de maneira profilática, cápsulas vaginais contendo lactobacilos são muito bem indicadas. A aplicação de óleo de coco nos grandes lábios também constitui cuidado primário que alivia em suma o prurido e o eritema local. O seguimento farmacoterapêutico dessas mulheres deve ser feito a cada mês, para que os episódios de CV possam ser reduzidos e monitorados. Conclusão: A CV é condição presente no cotidiano de grande parte das mulheres em idade fértil, se constitui causa de perda de qualidade de vida, de maneira que os sinais e sintomas estão associados a uma morbidade significativa. Considerando a acessibilidade do Farmacêutico, bem como sua crescente necessidade de ampliação do escopo de atuação, o atendimento farmacêutico, portanto, se constitui estratégia fundamental para o cuidado e o tratamento da Candidíase vaginal.
Notas
O registro foi originalmente publicado em português. A versão em inglês foi traduzida com o apoio de inteligência artificial.
Abstract
Introduction: Vaginal candidiasis (VC) is the second most common cause of vulvovaginitis in women. The fungus Candida albicans is the main etiological agent responsible for the majority of cases. Despite VC being a global public health issue, its actual incidence remains unknown. Recurrence is defined by at least four episodes within one year, often leading to overprescription of medications, self-medication, and indiscriminate or cross-use of antimicrobials due to the discomfort experienced, primarily from itching.Objectives: To report on pharmaceutical care experiences and present key strategies in developing care plans for women with VC. Methods: This is a descriptive and exploratory study gathering information aimed at providing a new perspective on pharmaceutical care involving VC. Results: During consultations, VC may not always be the initial reason for the visit. However, through situational analysis of the patient's health and menstrual cycle data, complaints about VC frequently arise. It is crucial to inquire about factors contributing to this condition, such as pregnancy, oral contraceptive use, diabetes, intrauterine devices, thyroid diseases, obesity, corticosteroid therapy, immunosuppressive drugs, and recent antibiotic use. Detailed assessment includes evaluating estrogen dominance, other hormone use, insulin resistance, intestinal function, menstrual cycle patterns, and stress levels. A collaborative care plan should be developed with the patient, focusing initially on lifestyle adjustments. Pharmaceutical interventions to improve sleep, reduce stress, and enhance intestinal function using compounds like tryptophan, magnesium, and probiotics are recommended. For acute cases, clotrimazole, miconazole, or oxiconazole may be prescribed, while vaginal capsules containing lactobacilli are highly indicated for prophylaxis. Applying coconut oil to the labia majora provides primary care that alleviates itching and local erythema. Regular pharmacotherapeutic follow-up monthly is essential to reduce and monitor VC episodes. Conclusion: VC significantly impacts the daily lives of many women of childbearing age, affecting their quality of life due to associated signs and symptoms. Considering the accessibility of pharmacists and their expanding role, pharmaceutical care emerges as a fundamental strategy for managing and treating vaginal candidiasis.
Notes
The record was originally published in Portuguese. The English version was translated with the support of artificial intelligence.