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Análise fatorial da Utrecht Gender Dysphoria Scale – Gender Spectrum para mensuração de incongruência de gênero em pessoas transgênero
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Título
Análise fatorial da Utrecht Gender Dysphoria Scale – Gender Spectrum para mensuração de incongruência de gênero em pessoas transgênero
Tipo de documento
Resumo
Descrição
Resumo apresentado no 14º Fórum Brasileiro sobre Assistência Farmacêutica e Farmacoeconomia (FAFF) e publicado no Jornal de Assistência Farmacêutica e Farmacoeconomia (JAFF)
Fonte
JAFF
Ano de publicação
2026
Referência (Vancouver)
Santos BP, Silva CML, Bezerra LT, Alves NS, Silva YRFO, Menezes LBP, et al. Análise fatorial da Utrecht Gender Dysphoria Scale – Gender Spectrum para mensuração de incongruência de gênero em pessoas transgênero. J Assist Farmac Farmacoecon. 2026;11.
Identificador
2026JAFF171
Title
Factor Analysis of the Utrecht Gender Dysphoria Scale – Gender Spectrum for Measuring Gender Incongruence in Transgender People
Document type
Abstract
Description
Abstract presented at the 14th Brazilian Forum on Pharmaceutical Care and Pharmacoeconomics (FAFF) and published in the Journal of Pharmaceutical Care and Pharmacoeconomics (JAFF)
Source
JAFF
Publication year
2026
Identifier
2026JAFF171
Resumo
Introdução: A Incongruência de Gênero (IG), definida como a dissonância entre o gênero experienciado e o atribuído ao nascer, pode levar a taxas mais altas de depressão e ansiedade em pessoas transgênero. Dada a limitação de exames laboratoriais em captar os impactos sociais e emocionais2, instrumentos específicos para mensuração da IG foram desenvolvidos. Entre eles, a Utrecht Gender Dysphoria Scale – Gender Spectrum (UGDSGS), uma escala neutra e inclusiva3 que possui versão em português. No entanto, não há evidência de validação para esta versão, sendo necessária a realização de análise de sua estrutura fatorial como um primeiro indicador de validade. Objetivo: Determinar a estrutura fatorial da UGDSGS em sua versão em português na população transgênero brasileira. Métodos: O presente estudo foi realizado entre novembro de 2024 e abril de 2025, em um ambulatório transexualizador. A amostragem foi realizada por conveniência, na qual os participantes foram pessoas transgênero com idade ≥ 18 anos. A Análise Fatorial Exploratória (AFE) foi conduzida no Software R (versão 4.4.3) com o pacote psych (versão 2.5.3)4. A matriz de correlações policóricas foi empregada, sendo adotado o método de extração dos Resíduos Mínimos e rotação Oblimin. A adequação da amostra foi verificada pelo índice de KaiserMeyerOlkin (KMO) e pelo Teste de Esfericidade de Bartlett. O número de fatores a serem retidos foi determinado por meio da Análise Paralela. A qualidade do ajuste fatorial foi avaliada a partir dos seguintes índices: Comparative Fit Index (CFI), TuckerLewis Index (TLI), Goodness of Fit Index (GFI), Root Mean Square Error of Approximation (RMSEA) e Standardized Root Mean Square Residual (SRMR)5. Resultado e Conclusão: Do total de 96 participantes, 49 (51%) são transgênero masculino; 42 (43,7%) transgênero feminino; 4 (4,2%) não binário, gênero queer ou gênero fluido e 1 (1,1%) preferiu não responder. Destes, 91 indivíduos foram incluídos na realização da AFE. Os dados foram considerados adequados para realização da técnica (KMO = 0,75; pBartlett < 0,001). Deste modo, o resultado da AFE com três fatores, como sugerido após a análise paralela, mostrou que o modelo apresenta índices de adequação considerados bons (RMSR = 0,07; TLI = 0,59; RMSEA = 0,16; χ²/df = 1,37). A matriz de cargas fatoriais revelou que o primeiro fator do instrumento original (afirmação de gênero) foi preservado, sendo composto pelos itens 1, 3, 4 e 5. O segundo fator reuniu os itens 2, 6, 12, 13, 14, 17 e 18 e foi nomeado “aspectos sociais”. Já o terceiro fator agrupou os itens 7, 8, 9,10, 11, 15 e 16, nomeado “aparência física”. Os resultados sugerem uma nova organização teórica para a UGDSGS em sua versão em português, podendo ser considerada adaptada para a população transgênero brasileira. Apesar disso, são necessários estudos para determinar as demais propriedades psicométricas, como a consistência interna, para verificar se os itens medem o mesmo constructo com precisão.
Palavras-chave
Análise fatorial | Disforia de gênero | Escala | Pessoas transgênero
Notas
O registro foi originalmente publicado em português. A versão em inglês foi traduzida com o apoio de inteligência artificial.
Abstract
Introduction: Gender Incongruence (GI), defined as the dissonance between experienced and assigned gender at birth, may lead to higher rates of depression and anxiety in transgender people. Given the limitation of laboratory tests in capturing social and emotional impacts2, specific instruments for measuring GI have been developed. Among them, the Utrecht Gender Dysphoria Scale – Gender Spectrum (UGDSGS), a neutral and inclusive scale3 that has a Portuguese version. However, there is no validation evidence for this version, making analysis of its factor structure necessary as a first indicator of validity. Objective: To determine the factor structure of the UGDSGS in its Portuguese version in the Brazilian transgender population. Methods: The present study was conducted between November 2024 and April 2025 in a transgender healthcare outpatient clinic. Convenience sampling was performed, with participants being transgender people aged ≥ 18 years. Exploratory Factor Analysis (EFA) was conducted using R software (version 4.4.3) with the psych package (version 2.5.3)4. A polychoric correlation matrix was employed, using the Minimum Residuals extraction method and Oblimin rotation. Sample adequacy was assessed using the KaiserMeyerOlkin (KMO) index and Bartlett’s Test of Sphericity. The number of factors to be retained was determined through Parallel Analysis. Factorial fit quality was assessed using the following indices: Comparative Fit Index (CFI), TuckerLewis Index (TLI), Goodness of Fit Index (GFI), Root Mean Square Error of Approximation (RMSEA), and Standardized Root Mean Square Residual (SRMR)5. Results and Conclusion: Of the 96 participants, 49 (51%) were transgender men; 42 (43.7%) transgender women; 4 (4.2%) nonbinary, genderqueer, or genderfluid; and 1 (1.1%) preferred not to answer. Of these, 91 individuals were included in the EFA. The data were considered adequate for performing the technique (KMO = 0.75; pBartlett < 0.001). Thus, the EFA result with three factors, as suggested by the parallel analysis, showed that the model presented good fit indices (RMSR = 0.07; TLI = 0.59; RMSEA = 0.16; χ²/df = 1.37). The factor loading matrix revealed that the first factor of the original instrument (gender affirmation) was preserved, comprising items 1, 3, 4, and 5. The second factor included items 2, 6, 12, 13, 14, 17, and 18 and was named “social aspects.” The third factor grouped items 7, 8, 9, 10, 11, 15, and 16 and was named “physical appearance.” The results suggest a new theoretical organization for the UGDSGS in its Portuguese version, which may be considered adapted for the Brazilian transgender population. Nevertheless, studies are needed to determine other psychometric properties, such as internal consistency, to verify whether the items accurately measure the same construct.
Keywords
Factor analysis | Gender dysphoria | Scale | Transgender people
Notes
The record was originally published in Portuguese. The English version was translated with the support of artificial intelligence.