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Análise do uso de omeprazol para profilaxia de lesão aguda de mucosa gástrica em pacientes internados em um hospital universitário
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Título
Análise do uso de omeprazol para profilaxia de lesão aguda de mucosa gástrica em pacientes internados em um hospital universitário
Tipo de documento
Resumo
Descrição
Resumo publicado no Jornal de Assistência Farmacêutica e Farmacoeconomia (JAFF)
Fonte
JAFF
Ano de publicação
2022
Referência (Vancouver)
Silva JM, Domingues AC, Brisson GD, Salles MM, Barboza RA, Gonçalves MS. Análise do uso de omeprazol para profilaxia de lesão aguda de mucosa gástrica em pacientes internados em um hospital universitário. J Assist Farmac Farmacoecon. 2022;1(Suppl 2).
Identificador
2022JAFF037
Title
Prophylactic Use of Omeprazole for Acute Gastric Mucosal Injury in Hospitalized Patients: A University Hospital Study
Document type
Abstract
Description
Abstract published in the Journal of Pharmaceutical Care and Pharmacoeconomics (JAFF)
Source
JAFF
Publication year
2022
Reference (Vancouver)
Silva JM, Domingues AC, Brisson GD, Salles MM, Barboza RA, Gonçalves MS. Análise do uso de omeprazol para profilaxia de lesão aguda de mucosa gástrica em pacientes internados em um hospital universitário. J Assist Farmac Farmacoecon. 2022;1(Suppl 2).
Identifier
2022JAFF037
Resumo
A lesão aguda de mucosa gástrica (LAMG) é uma condição geralmente associada a pacientes críticos que pode evoluir para ulceração e hemorragia. Sua incidência é alta, porém a prevalência de sangramento significativo é baixa. Dessa forma, recomenda-se o uso de medicamentos que inibem a secreção ácida, como os inibidores de bomba de prótons (IBP). Existem condições clínicas específicas que demandam o uso dessa profilaxia, dentre elas fatores maiores e menores, de acordo com o grau de evidência na literatura. Os IBP são mundial e indevidamente utilizados, o que pode conferir desfechos clínicos desfavoráveis, principalmente no uso prolongado, como deficiências nutricionais, infecções por Clostridium difficile, demência, pneumonia comunitária, fraturas ósseas, injúria renal, além de resultar em elevados gastos. No Hospital Universitário Antônio Pedro, observa-se a mesma tendência de prática, com uso sem indicações precisas e elevados gastos. O presente trabalho propôs avaliar o uso do único IBP padronizado na instituição, o omeprazol, através de um estudo observacional e retrospectivo. A coleta de dados foi realizada a partir dos registros provenientes da planilha de avaliação de uso do omeprazol para profilaxia de LAMG, que contém dados sociodemográficos e clínicos, dados do omeprazol e os fatores de risco. Para a definição dos fatores de risco considerados nesta planilha, foi realizada uma pesquisa bibliográfica e a consulta da opinião de quatro especialistas diferentes. Todos esses dados foram tabulados em planilhas específicas utilizando o software Microsoft Excel® e os resultados mensurados através de estatística descritiva. Do período de agosto a outubro, foram computados 116 registros de prescrição de omeprazol para profilaxia de LAMG, sendo 62,9% referentes a pacientes do sexo masculino, com média de idade de 61 anos, oriundos majoritariamente (40,5%) do setor de terapia intensiva. Nota-se a ocorrência maior de uso na dose de 40 mg/ dia (57,8%), sendo esses utilizados principalmente por via oral (53,4%). 34,5% dos registros referiam-se a pacientes com condições de switch para via oral/enteral, resultando em uma possível economia de 996 reais. Apenas 13,8% dos registros avaliados apresentavam fatores que indicam necessidade de profilaxia de LAMG. 10,3% denotam pelo menos um fator maior que justifique o uso, dos quais 5,2% do total de registros são referentes a sangramento do trato gastrointestinal. Somente 3,5% apresentavam dois ou mais fatores menores, sendo o mais prevalente a anticoagulação em dose terapêutica (10,3%), seguido de corticoide em dose equivalente a 250 mg hidrocortisona/dia (9,5%). Este trabalho está de acordo com estudos brasileiros, em que a maior parte das indicações é discutível e o uso é, sobretudo, inadequado (Fioramonte et al., 2020, Araújo et al., 2021). Com esses resultados, pretendese racionalizar o uso de IBP, reduzir custos e embasar a construção de um protocolo clínico de profilaxia de LAMG para o hospital.
Palavras-chave
Mucosa Gástrica | Omeprazol | Serviço de farmácia clínica | Uso racional de medicamentos
Notas
O registro foi originalmente publicado em português. A versão em inglês foi traduzida com o apoio de inteligência artificial.
Abstract
Introduction: Acute gastric mucosal injury (AGMI) is a condition often associated with critically ill patients that can progress to ulceration and bleeding. While its incidence is high, significant bleeding prevalence is low. Therefore, the use of acid secretion inhibitors like proton pump inhibitors (PPIs) is recommended. Specific clinical conditions necessitate this prophylaxis, including major and minor risk factors, based on the degree of evidence in the literature. PPIs are globally and often improperly used, which can lead to unfavorable clinical outcomes, especially with prolonged use, such as nutritional deficiencies, Clostridium difficile infections, dementia, community-acquired pneumonia, bone fractures, kidney injury, and high costs. At the Antônio Pedro University Hospital, a similar trend of practice is observed with indiscriminate use and high costs. This study aimed to evaluate the use of the single standardized PPI at the institution, omeprazole, through an observational retrospective study. Data collection was based on records from the omeprazole use evaluation spreadsheet for AGMI prophylaxis, including sociodemographic and clinical data, omeprazole usage details, and risk factors. Risk factors defined in this spreadsheet were identified through literature review and input from four different specialists. All data were tabulated in specific spreadsheets using Microsoft Excel® software, and results were measured using descriptive statistics. From August to October, 116 omeprazole prescription records for AGMI prophylaxis were analyzed, with 62.9% involving male patients, averaging 61 years of age, predominantly from the intensive care unit (40.5%). The most common dosage was 40 mg/day (57.8%), primarily administered orally (53.4%). 34.5% of records indicated patients suitable for oral/enteral switch, potentially saving R$996. Only 13.8% of records demonstrated factors justifying AGMI prophylaxis. 10.3% indicated at least one major factor warranting use, with 5.2% of total records related to gastrointestinal bleeding. Only 3.5% showed two or more minor factors, with therapeutic anticoagulation being the most prevalent (10.3%), followed by corticosteroids equivalent to 250 mg hydrocortisone/day (9.5%). This study aligns with Brazilian research indicating that most indications are debatable and usage is largely inappropriate (Fioramonte et al., 2020; Araújo et al., 2021). These results aim to rationalize PPI use, reduce costs, and support the development of an AGMI prophylaxis clinical protocol for the hospital.
Notes
The record was originally published in Portuguese. The English version was translated with the support of artificial intelligence.